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[Opinião] Luz e Sombras, de Anne Bishop

13628793Autor: Anne Bishop
Título Original: Light and Shadows (2003)
Série: A Casa de Gaian #2
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 355
ISBN: 9789896374273
Tradutor: Luís Coimbra
Origem: Comprado

Sinopse: Desde o massacre das bruxas, os Fae, que deviam poteger as suas primas há muito esquecidas, ignoraram as necessidades do resto do mundo. Agora as sombras voltam a alastrar-se sobre as aldeias do oriente. Sombras negras e poderosas que ameaçam todas as feiticeiras, todas as mulheres e os próprios Fae. Apenas três pessoas podem fazer frente à loucura coletiva que se está a disseminar e impedir que mais sangue seja derramado: o Bardo, a Musa, e a Ceifeira. Aiden, o Bardo, sabe que o mundo está dependente da proteção dos Fae, mas estes recusam-se a escutar os seus avisos sobre o mal que se esconde nas florestas. Vê-se obrigado a partir com o amor da sua vida, Lyrra, a Musa, numa aventura arriscada em busca do único Fae capaz de fazer o seu povo despertar da indiferença. Se os Fae não agirem depressa, ninguém sobreviverá…

Opinião: Li o primeiro livro da trilogia “Os Pilares do Mundo”, da Anne Bishop, e não foi uma experiência muito memorável. Hesitei em partir para o segundo volume por esse motivo, mas como já tinha comprado os outros dois volumes achei que era boa ideia retomar a história antes que me esquecesse dos detalhes da mesma e perdesse irremediavelmente a vontade de ler e a esperança que o enredo me cativasse um pouco mais.

E a verdade é que até começou bem. A história é retomada alguns meses depois dos acontecimentos do final do primeiro volume, com a Musa e o Bardo a percorrerem Sylvalan, os territórios humanos, tentando salvar as bruxas do mal que as ameaça. Sabem que a sua existência é vital para a manutenção das pontes com Tir Allain, a residência dos Fae, e que a ameaça dos Mantos Negros, a Inquisição lá do sítio, põe em perigo a paz e a estabilidade da vida das bruxas e dos Fae. Este segundo volume vai buscar a grande maioria das personagens que já conhecíamos, em especial a Musa e o Bardo, mas aproveita para apresentar aos leitores um leque de novas personagens, que me parecem fundamentais para o desenlace desta história.

Como dizia, a leitura estava a revelar-se interessante até cerca de metade. Apesar de não estar a achar o livro extremamente cativante, a leitura decorria a bom ritmo e estava com curiosidade para saber que rumo iria a história tomar. Para além disso, o segundo volume acrescentou alguns pontos de interesse, nomeadamente o facto de as pessoas com poder em Sylvalan terem decretado a mulher como um ser inferior, que se tornou alvo de discriminações e violência injustificadas. Mas depois, parecia que a história não avançava. A sensação que tive foi que as personagens andavam de um lado para o outro de forma um pouco inconsequente e a partir de determinada altura deixei de me importar com as suas motivações ou objetivos e já não via a hora de o livro terminar.

Sinceramente, não sei se o problema é meu, porque deixei de achar as histórias da Anne Bishop tão cativantes, ou se esta trilogia é realmente mais fraquinha que as Jóias Negras. A verdade é que, ao longo destes dois volumes, nunca senti aquela ligação intensa com as personagens, nunca as senti como família, nunca me senti atraída pelas particularidades daquele mundo e com vontade de saber mais e mais. A hilaridade e a negrura que Anne Bishop nos ofereceu nas Jóias Negras é, na minha opinião, quase inexistente nestes livros e a sensação é que estou a ler uma autora completamente diferente. Mas como dizia, admito que possa ser de mim. Há imensas pessoas que adoraram as Jóias Negras e que gostaram muito destes livros também. Pessoalmente, o prazer da leitura foi muito inferior e por isso ainda não decidi se vou ler o último livro.

Uma nota final em relação à tradução desta edição, já que a do primeiro me irritou tanto: não faço ideia se está boa ou má porque, apesar de ter comprado a edição portuguesa, decidi ler o livro em inglês.

Classificação: 2/5 – OK


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.