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[Opinião] Covet, de Tracey Garvis-Greaves

CovetAutor: Tracey Garvis-Greaves
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 320
ISBN: 9780525954071

Sinopse: What if the life you wanted, and the woman you fell in love with, belonged to someone else? 
Chris and Claire Canton’s marriage is on life support. Downsized during the recession and out of work for a year, Chris copes by retreating to a dark place where no one can reach him, not even Claire. When he’s offered a position that will keep him away from home four nights a week, he dismisses Claire’s concern that time apart could be the one thing their fragile union can’t weather. Their suburban life may look idyllic on the outside, but Claire has never felt so disconnected from Chris, or so lonely.
Local police officer Daniel Rush used to have it all, but now he goes home to an empty house every night. He pulls Claire over during a routine traffic stop, and they run into each other again at the 4th of July parade. When Claire is hired to do some graphic design work for the police department, her friendship with Daniel grows, and soon they’re spending hours together. 
Claire loves the way Daniel makes her feel, and the way his face lights up when she walks into the room. Daniel knows that Claire’s marital status means their relationship will never be anything other than platonic. But it doesn’t take long before Claire and Daniel are in way over their heads, and skating close to the line that Claire has sworn she’ll never cross.

Opinião: Li há pouco tempo Sozinhos na Ilha e Uncharted desta autora, e foram leituras muito agradáveis. Foi, por isso, com bastante interesse que tomei conhecimento deste lançamento recente, num livro que pouco ou nada tem a ver com as histórias anteriores, tirando o facto de tocar num tema relativamente sensível das relações humanas, neste caso o desmoronar de um casamento e a traição.

Claire e Chris vivem um período difícil no seu casamento de 12 anos. Depois de um ano à procura de emprego e de uma depressão, Chris consegue finalmente encontrar trabalho, que lhe exige viagens constantes e um cada vez maior afastamento da sua mulher e dois filhos. Ao mesmo tempo, Claire conhece Daniel, um polícia, e começa a desenvolver uma relação de amizade com ele que ameaça perigosamente tornar-se em algo mais. Daniel torna-se um ombro amigo, alguém que preenche o vazio que Claire sente devido à sua solidão. Mas será que um homem e uma mulher podem mesmo ser amigos? 

Esta história levanta questões quanto aos limites a partir dos quais se pode considerar a existência de uma traição. É um tema que provoca alguma controvérsia e, apesar de não serem aqui dadas respostas (que a autora não pretendeu dar, parece-me), há nesta história muito para refletir. Não se trata de um romance, definitivamente, por isso não esperem nenhum conto de fadas ou um final “felizes para sempre”, cheio de corações e florzinhas. O retrato do deteriorar de uma relação, mesmo quando existe amor, é feito de uma forma bastante conseguida, assim como o evoluir da relação entre Claire e Daniel. As peças do enredo vão encaixando devagar, no seu sítio, e toda a história parece real e sem momentos forçados. 

A escrita da autora continua sem grandes floreados e muito direta. Penso que por vezes isso não lhe confere a profundidade que tornaria os seus livros melhores, mas a verdade é que fui lendo, lendo, lendo e quando dei por mim tinha terminado o livro em menos de nada. O livro é narrado na primeira pessoa, sob os pontos de vista das três personagens principais, o que ajuda a perceber melhor as suas motivações, mas que retira um pouco algum suspense que o leitor poderia sentir em relação ao rumo que a história iria tomar. Achei-a sinceramente um pouco previsível, mas apesar disso o final fez sentido para mim e achei o mais correto. O tema central deste livro pode não ser o mais confortável para algumas pessoas, mas achei que foi bem explorado. E, no fundo, chama a atenção para algo que todos nós já sabemos: o amor precisa de ser alimentado todos os dias, é algo não existe por si só, que exige persistência e vontade de ultrapassar as dificuldades que vão surgindo.

Resumindo, achei-o um bom livro dentro do género, com um tema interessante e bem explorado. Recomendo.

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.