Home / 3/5 / [Opinião] Sangue na Piscina, de Agatha Christie

[Opinião] Sangue na Piscina, de Agatha Christie

7998968Autor: Agatha Christie
Título Original: The Hollow (1946)
Editora: RBA Coleccionables
Páginas: 259
ISBN: 9788447360420
Tradutor: Isabel Alves
Origem: Comprado

Sinopse: O doutor John Christow hesita entre três mulheres: Gerda, a esposa; Henrietta Savernake, amante e conhecida escultora, e Veronica Cray, uma actriz de quem esteve noivo há alguns anos. Lady Angkatell convida Hercule Poirot – que arrendou uma casa no mesmo bairro -, para almoçar. Quando chega, este depara-se com um terrível acontecimento: o Dr. Christow jaz numa poça de sangue ao lado da sua tímida esposa Gerda que empunha uma arma.

Opinião: Já há algum tempo que não pegava num livro de Agatha Christie, e de repente apeteceu-me voltar a estas histórias whodunnit com a carismática personagem de Hercule Poirot.

Todos os anos, um conjunto de pessoas, entre amigos e familiares, junta-se na propriedade The Hollow para passarem um fim-de-semana juntos. Como seria de esperar, uma destas pessoas é assassinada e todos os presentes têm um motivo para querer ver a vítima morta. O médico John Christow tinha uma personalidade forte, que despertava paixões femininas, e apesar de ser casado com a simplória Gerda, tem uma amante e uma ex-noiva que volta a aparecer em cena. E pelo seu carisma e talento profissional, John suscitava também inveja a muitas pessoas. Poirot entra em cena poucos minutos depois de John ser assassinado à beira da piscina em The Hollow, a tempo de ver Gerda ainda com a arma em punho. Mas, como seria de esperar, a resolução do caso não é tão fácil como parece à primeira vista.

Este foi um policial algo diferente daqueles que já tinha lido da autora, especialmente porque aprofunda muito mais os retratos psicológicos das personagens e as relações entre elas do que outros livros mais famosos. Aliás, é sintomático Poirot só entrar em cena quase na página 100, porque até aí a autora trata de contextualizar os encontros anuais, as complexas relações entre entre as personagens centrais do livro e algumas pistas que ajudam de certo modo a explicar os motivos do crime.

Senti um pouco falta da emoção da investigação policial, da descoberta de pistas, das célulazinhas cinzentas de Poirot a funcionar. Na verdade, o famoso detetive belga está às escuras na maior parte da história e as deduções que faz parecem baseadas em muito pouca coisa e, por isso, não tão credíveis como poderiam ser. A caracterização psicológica de todas estas pessoas é fenomenal e muito bem construída, mas de alguma forma não consegui propriamente simpatizar com nenhuma delas.

Ainda assim, foi uma leitura agradável, como são sempre os livros de Agatha Christie. Não correspondeu exatamente às expectativas que levava, mas é sempre um prazer ler esta autora.

Classificação: 3/5 – Gostei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.