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[Opinião] The Silver Linings Playbook, de Matthew Quick

16035179Autor: Matthew Quick
Páginas: 234
Ano de Publicação: 2010

Sinopse: During the years he spends in a neural health facility, Pat Peoples formulates a theory about silver linings: he believes his life is a movie produced by God, his mission is to become physically fit and emotionally supportive, and his happy ending will be the return of his estranged wife, Nikki. When Pat goes to live with his parents, everything seems changed: no one will talk to him about Nikki; his old friends are saddled with families; the Philadelphia Eagles keep losing, making his father moody; and his new therapist seems to be recommending adultery as a form of therapy. 

When Pat meets the tragically widowed and clinically depressed Tiffany, she offers to act as a liaison between him and his wife, if only he will give up watching football, agree to perform in this year’s Dance Away Depression competition, and promise not to tell anyone about their “contract.” All the while, Pat keeps searching for his silver lining. 

In this brilliantly written debut novel, Matthew Quick takes us inside Pat’s mind, deftly showing us the world from his distorted yet endearing perspective. The result is a touching and funny story that helps us look at both depression and love in a wonderfully refreshing way.

Opinião: A adaptação cinematográfica deste livro, protagonizada por Bradley Cooper e Jennifer Lawrence mereceu grande atenção por parte dos responsáveis pelos Oscars, tendo obtido um total de 8 nomeações. Isto fez-me querer ver o filme, mas quando soube que a história tinha sido adaptada de um livro, decidi lê-lo primeiro.

A narrativa é contada na primeira pessoa por Pat Peoples, e inicia-se quando este sai de uma instituição de reabilitação para doentes mentais. À medida que o livro vai avançando percebemos que Pat tem problemas psicológicos sérios e que algo aconteceu no seu passado que o separou da mulher Nikki e o obrigou a ser tratado nessa instituição. Pat não se recorda desses acontecimentos traumáticos, mas sabe que está afastado de Nikki há demasiado tempo e tem esperança que o tempo de separação termine rapidamente e que consiga finalmente o seu silver lining – um final feliz, como acontece nos filmes. Porque Nikki lhe dizia que devia perder peso e estava sempre a sugerir-lhe a leitura de clássicos, Pat pratica muito exercício e requisita na biblioteca livros como “Adeus às Armas”, que o exasperam por não terem finais felizes. Pat tem, desde o início, uma voz muito ingénua e às vezes mesmo infantil, e está empenhado em praticar o bem como forma de controlar os seus ataques de violência. E é através da sua peculiar voz, escrita em forma de diário, que acompanhamos a sua história.

No meio desta tentativa de recuperação, vamos conhecendo as personagens que giram à volta de Pat: a mãe protetora, o pai taciturno e ausente, que acredita em todas as superstições e mais algumas no que concerne à sua equipa preferida de futebol americano, os Eagles, o irmão que Pat não viu enquanto esteve fora de casa, o amigo Ronnie, a mulher deste, Veronica, e a irmã dela, Tiffany. Pat desenvolve uma relação curiosa com Tiffany, que passou igualmente por experiências traumáticas que a fazem agir à margem do socialmente aceite. Os dois encontram uma afinidade no meio da estranheza, que desenvolvem através das suas corridas e encontros com poucas palavras, mas cheios de significado. Para além de tudo isto, vemos como os altos e baixos da época dos Eagles estão em sintonia com a evolução da personagem – algo que o pai de Pat diria que não foi pura coincidência.

É um livro que à superfície parece encaixar na categoria “leve”, mas que acaba por ter bastante sumo. O tema principal é como se recupera a vida e a felicidade após acontecimentos traumáticos. Mas toca também na importância de encarar as coisas com positividade e esperança, no meio de alguns momentos cómicos que ajudam a atenuar outros algo deprimentes. Portanto, foi uma leitura bastante agradável e que recomendo. A versão portuguesa foi recentemente publicada pela Presença com o título “Guia para um Final Feliz” e tem capa alusiva ao filme.

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


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