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[Opinião] Mini-opiniões (1)

Este post (e mais alguns que se lhe devem seguir) serve para fazer um apanhado dos livros que li durante o meu hiato, sobre os quais não escrevi opinião aqui e cuja apreciação geral me parece ser de interesse.

 

The Last Letter From Your Lover, Jojo Moyes
4/5 – Gostei Bastante

Entretanto já publicado em Portugal (A última carta de amor), foi um livro que me cativou moderamente nos primeiros dois terços, porque não me senti muito ligada ao casal protagonista e à sua relação, cujos encontros e desencontros me pareceram por vezes demasiado forçados. O último terço eleva a história a outro nível, e gostei muito do final. É um livro que recupera a magia da palavra escrita, falando sobre oportunidades perdidas, sobre o destino e sobre a intemporalidade do amor.

 

A Mulher do Viajante no Tempo, Audrey Niffenegger
2/5 – OK

Já tinha este livro por ler há muito tempo, mas por uma ou outra razão fui sempre adiando. Quando me decidi a lê-lo, a expectativa era enorme, não só pelo sucesso generalizado, mas porque vinha bem recomendado por pessoas de confiança. Infelizmente, saí desiludida. Nem foi pelos constantes saltos no tempo, que podem gerar confusão se o leitor não se mantiver bem atento, mas basicamente porque as personagens não me cativaram e achei a sua relação um pouco forçada. Apesar de ter achado o conceito-base do livro muito interessante, foi um daqueles casos em que toda a gente parece gostar de um livro, mas connosco não funciona.

 

O Longo Inverno, Ruta Sepetys
3/5 – Gostei 

Este é um daqueles livros que provavelmente teria entrado na galeria dos meus favoritos se o tivesse lido há uns anos. Trata de um assunto muito sério – as deportações para campos de trabalho soviéticos sob o jugo de Estaline – pelos olhos de uma adolescente de 15 anos. Sabia pouco sobre este tema, porque só tinha lido sobre os campos de concentração nazis, e por isso foi um bom livro na perspetiva histórica. Em termos do enredo e das personagens, há alguns momentos mais fortes emocionalmente, mas de um modo geral li-o de uma forma algo distanciada. Penso que teria gostado mais se o livro fosse mais adulto e se explorasse melhor algumas personagens secundárias, como o oficial do NKVS, Nikolai Kretzsky. Mas tendo em conta que se trata de um relato na primeira pessoa de alguém tão jovem, penso que o tom está adequado. Gostei, mas esperava que me envolvesse mais.


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.