The Sound of a Wild Snail Eating
Autor: Elisabeth Tova Bailey
Editora: Algonquin Books
Formato: E-book
Sinopse: In a work that beautifully demonstrates the rewards of closely observing nature, Elisabeth Bailey shares an inspiring and intimate story of her uncommon encounter with a Neohelix albolabris —a common woodland snail. While an illness keeps her bedridden, Bailey watches a wild snail that has taken up residence on her nightstand. As a result, she discovers the solace and sense of wonder that this mysterious creature brings and comes to a greater under standing of her own confined place in the world. Intrigued by the snail’s molluscan anatomy, cryptic defenses, clear decision making, hydraulic locomotion, and mysterious courtship activities, Bailey becomes an astute and amused observer, providing a candid and engaging look into the curious life of this underappreciated small animal. Told with wit and grace, The Sound of a Wild Snail Eating is a remarkable journey of survival and resilience, showing us how a small part of the natural world illuminates our own human existence and provides an appreciation of what it means to be fully alive.
Porque o li: Porque li uma opinião muito positiva sobre este livro e a premissa intrigou-me.
Parte de uma série/individual: Individual
Opinião: Já dediquei o meu tempo a livros sobre os mais variados temas, mas confesso que nunca pensei ler um cujo tema principal fosse a abordagem científica sobre a vida de um caracol. Ou, pelo menos, foi o que me pareceu à primeira vista ser o tema deste livro. The Sound of a Wild Snail Eating conta a história verídica de uma mulher americana que, após uma viagem à Europa, apanha um vírus muito raro que a deixa praticamente confinada à cama e afastada da rotina azafamada da sua vida anterior.
A dada altura da sua convalescença, um amigo oferece-lhe um vaso de flores e um caracol que encontrou no caminho. Elisabeth fica com o caracol e começa a observá-lo e à sua vida lenta e pacata, que ressoa com a sua própria condição. A curiosidade que animal lhe suscita é o pretexto para começar a tentar saber mais sobre os caracóis e, assim, vamos aprendendo muitas coisas sobre a vida de um animal a que, aposto, a maioria de nós não dedicou mais do que um ou dois pensamentos em ocasiões de petiscos com amigos e família.
Entre outras curiosidades, aprendi, por exemplo, que o caracol tem mais de 2000 dentes, que o muco é uma forma de defesa ou que os caracóis têm um processo de corte e reprodução muito curioso e surpreendentemente complexo. Mas, para além da forma interessante e concisa como a autora vai explicando todos estes detalhes, vamos ao mesmo tempo percebendo como a vida de um animal tão pequeno acaba por servir de inspiração e motivação a uma pessoa que, aparentemente, pouco tem na sua vida que sirva esse propósito.
A doença que afeta a protagonista é, obviamente, grave, mas agradou-me o facto de não se tornar o centro das atenções ou de a autora não ter utilizado este livro para chamar atenção sobre si própria. É um livro muito bem escrito, melhor do que se poderia esperar à primeira vista, que, na minha opinião, tem a dose certa de informação, tem um ritmo lento que se adequa na perfeição aos temas que aborda e que, apesar disso, se lê num ápice.
Para além de tudo o resto, faz-nos pensar sobre a forma rápida – por vezes demasiado rápida – como vamos vivendo a nossa vida nos dias que correm, com o constante fluxo de informação e a forma quase instantânea como as notícias aparecem e desaparecem. Acabamos por nos esquecer da importância de parar, “desligar” a mente e respirar fundo.
Veredicto final: Um livro diferente e inspirador, que relativiza a auto-comiseração e que ajuda a refletir sobre a importância de, por vezes, pararmos para ver o que está à nossa volta. Uma leitura que fiz no momento certo e que fez com que, provavelmente, nunca mais consiga comer caracóis
Classificação: 5/5 – Adorei
Próxima opinião: O Sabor dos Caroços de Maçã, de Katharina Hagena
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Mau! Eu até gosto de caracóis… mas fiquei com curiosidade.
Acho que qualquer pessoa que tenha um animal fica fascinado com a vida dos mesmos, diz a orgulhosa dona de um canário que já ficou todo um dia a olhar para o bicho, que se contenta com alface, alpista e a tomar inúmeros banhos por dia para ficar com as penas impecáveis. E a dor do bichinho quando perdeu a companheira…
Não me admiro, também gosto de ficar a ver o que o meu porquinho-da-índia anda a fazer e fico toda babada quando o chamo e ele vem
A minha maior dor é o bicho não me deixar fazer festinhas.
Mas se uma pessoa fala com ele, ele responde
O meu deixar até deixa, mas é preciso estar para aí virado porque tem uma natureza muito esquiva
Nota mental: NUNCA ler este livro… Gosto de comer caracóis e pela tua opinião estou mesmo a ver que nunca mais conseguiria pôr um bicho daqueles na boca.
Mas gostei de ler a tua opinião.
S.
Hum, seria bem provável que pensasses duas vezes antes de voltar a comer caracóis
Eu adoro animais, quase todos. Fiquei muito curiosa, tem um problema o livro é em Inglês e para ler inglês demoro imenso tempo, devido à falta de compreensão! Mas isso também me parece um desafio! Fiquei mesmo muito interessada!
Tenho pena de dizer isto, mas não estou mesmo a ver este livro ser traduzido para português… :/
Vinha me juntar ao coro “quero continuar a comer caracóis” mas a verdade é que fiquei muito curiosa para o ler e parece o livro ideal para quando precisar de parar.
E para quando te apetecer ler uma coisa diferente
Olá Célia!
Gostei da tua opinião a este livro que nunca ouvira falar. Fiquei com curiosidade.
Mas deixar de comer caracóis é que não! =P
A bem dizer, nunca fui assim grande grande fã