As Mentiras de Locke Lamora
Autor: Scott Lynch
Título Original: The Lies of Locke Lamora (2006)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 537
ISBN: 9789896373375
Tradutor: Ana Mendes Lopes
Sinopse: Diz-se que o Espinho de Camorr é um espadachim imbatível, um ladrão mestre, um amigo dos pobres, um fantasma que atravessa paredes. De constituição franzina e quase incapaz de pegar numa espada, Locke Lamora é, para mal dos seus pecados, o afamado Espinho.
As suas melhores armas são a inteligência e manha à sua disposição. E embora seja verdade que Locke roube dos ricos (quem mais vale a pena roubar?), os pobres nunca vêem um tostão. Todos os ganhos destinam-se apenas a ele e ao seu bando de ladrões: os Cavalheiros Bastardos. O submundo caprichoso e colorido da antiga cidade de Camorr é o único lar que o bando conhece. Mas tudo vai mudar: uma guerra clandestina ameaça destruir a própria cidade e os jovens são lançados num jogo de assassinos e traidores onde terão de lutar desesperadamente pelas suas vidas. Será que, desta vez, as mentiras de Locke Lamora serão suficientes?
Origem do livro: Comprado
Porque o li: Pelas opiniões positivas que tenho vindo a ler e porque a história me despertou curiosidade.
Parte de uma série/individual: Este é o primeiro volume de uma série que se prevê ter sete livros no total, mas o autor ainda só publicou dois. Apesar de fazer parte de uma série, este livro lê-se bem individualmente e o enredo principal não deixa pontas soltas. A editora Saída de Emergência não confirmou que os livros seguintes serão publicados.
Opinião: Camorr é uma cidade imaginária que faz lembrar Veneza, há alguns séculos atrás. É lá que vive Locke Lamora e o seu grupo de ladrões, os Cavalheiros Bastardos. Locke é um órfão que, desde muito cedo, se destacou pela sua capacidade de inventar estratagemas, improvisar e arranjar confusões e conseguir sempre safar-se, pelo que foi com naturalidade que abraçou a carreira de ladrão. Para isso, contou com a ajuda de Chains, um falso padre que o “formou” nas artes da roubo e do disfarce.
É com um daqueles estratagemas que a história se inicia, familiarizando o leitor com a forma como Locke e o seu grupo trabalham. Contudo, desta vez, o esquema rebuscado vai envolver Locke e companhia em jogadas mais arriscadas e em intrigas políticas e lutas pelo poder que se travam em Camorr, sendo o mote para o início de várias aventuras e de um enredo cheio de reviravoltas. Entretanto, no final de cada capítulo são incluídos “Interlúdios”, que servem para conhecermos melhor o percurso de Locke e dos seus amigos, bem como contextualizar o mundo criado pelo autor.
É sem dúvida um livro bem escrito, com bastantes (e bem humorados) diálogos e com um enredo dinâmico, que por vezes sai um pouco prejudicado pelo tom descritivo de vários dos interlúdios. Fiquei fascinada com alguns conceitos e curiosa para saber mais sobre a história e mitologia daquele mundo. O enredo, na minha opinião, tem alguns altos e baixos. Tem secções verdadeiramente interessantes e empolgantes, mas por vezes parece ser um pouco inconsequente. Gostei das personagens, de um modo geral, mas não consegui encontrar em Locke muita coisa que realmente me fascinasse; achei algumas personagens secundárias mais cativantes, como Jean ou Dona Vorchenza. Penso que o livro teria ganho com uma maior exploração interior da sua personagem principal e com mais informações sobre o seu passado.
Veredicto final: Foi uma boa leitura, mas esperava que me cativasse mais. Acabei por demorar mais do que o previsto a terminá-lo porque nem sempre conseguiu despertar o meu interesse. Ainda assim, penso que é um bom livro, e por isso recomendo a sua leitura.
Classificação: 3,5/5
Próxima opinião: Pearl Jam Twenty
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Achei um bom livro, mas como tu esperava um bocadinho mais. Comparativamente com autores do género acho que o Rothfuss e o Abercrombie estão claramente ‘por cima’.
Mas é uma leitura porreira. Numa perspectiva diferente pelo menos
Ainda tenho o do Abercrombie em casa por ler, espero que esteja para breve. Quanto ao Patrick Rothfuss, ainda só li o primeiro e gostei bastante. Estou à espera que saia o 3.º a ver se apanho uma promoção porreira
Ouvi este em audiobook no inicio do ano e gostei imenso, especialmente a descricao de Camorr e as suas tradicoes. Ja tenho o 2o no computador ‘a espera de vez.
Li algures que o autor comecou a sofrer de depressao, por isso e’ que a data de publicacao dos livros e’ tao incerta.
Não fazia ideia que o autor tinha tido problemas desse género… Dá que pensar, as pressões que os escritores sofrem quando publicam alguma coisa com sucesso.