Os Olhos Amarelos dos Crocodilos
Autor: Katherine Pancol
Título Original: Les Yeux Jaunes des Crocodiles (2006)
Editora: Esfera dos Livros
Páginas: 496
ISBN: 9789896262204
Tradutor: Carlos Alboim de Brito
Sinopse: A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.
Origem do livro: Biblioteca
Porque o li: Andava de olho neste livro desde que saiu no ano passado. Gosto do título, da capa, e nesta altura apeteceu-me ler um livro mais descontraído que a sinopse fazia prever.
Parte de uma série/individual: Este livro é o primeiro de três que a autora publicou, centrados nas mesmas personagens. O segundo já se encontra publicado em Portugal (A Valsa Lenta das Tartarugas), mas o terceiro ainda não.
Opinião: Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma espécie de crónica sobre a vida de várias pessoas relacionadas, por laços familiares ou não, cujo enredo decorre em França. As personagens centrais são Joséphine e Iris, duas irmãs muito diferentes mas que acabam por descobrir algumas coisas em comum: a primeira é uma estudiosa do século XII, que se vê subitamente abandonada pelo marido e tem de lutar para ultrapassar as dificuldades e criar sozinha as duas filhas; Iris é uma mulher rica, que vive às custas do marido, mas que também sente que o seu casamento poderá não durar muito mais tempo. Ao mesmo tempo, vamos conhecendo outras personagens: a mãe e o padrasto das duas, a amante deste, uma amiga de Joséphine e os seus vizinhos… e o livro vai-se passando assim, com o desfilar dos acontecimentos que tomam lugar na vida destas pessoas, mais ou menos relacionados entre eles.
É um livro sobre mulheres traídas e sobre homens que, perante a meia-idade ou a velhice se vêem confrontados com o rápido passar dos anos e com o que ainda não viveram. A verdade é que a história não parece ir a lado algum; lemos páginas e páginas e páginas de acontecimentos meio inconsequentes na vida das personagens, que não despertam curiosidade em relação ao final. As personagens parecem superficiais e estereotipadas ao extremo; o enredo é previsível e cheio de clichés – quando tenta fugir disso só se torna ridículo (por exemplo, uma das personagens principais com problemas financeiros vai para o Quénia tentar ganhar dinheiro fácil com a criação de crocodilos). A escrita é bastante banal, sem brilho nenhum. Quando penso no assunto, sinceramente não consigo encontrar o que quer que seja que me tenha agradado neste livro. Foi difícil arranjar motivação para o terminar.
Veredicto final: Um livro leve, demasiado leve, que poderá ser apreciado por leitores que procurem uma leitura pouco exigente e que se identifiquem com os problemas das personagens principais. Pessoalmente, considero que é uma perda de tempo e que não traz nada de novo. Em boa hora optei por trazê-lo da biblioteca em vez de o ter comprado.
Classificação: 1/5 – Não Gostei
Próxima opinião: A Pérola, de John Steinbeck
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Boas!
Este é um livro que teve alguma publicidade aquando da sua edição, no entanto, pela sinopse, nunca me cativou.
Depois da tua opinião, então considero que é um livro a esquecer.
Iceman, sinceramente não me parece que fosses apreciar muito este livro
bem, que desilusão. Esse é o livro que vou ler quando acabar o actual. Foi-me emprestado porque eu tinha imensa curiosidade em lê-lo. e ainda por cima já o ofereci…
Patrícia, até pode ser que gostes. Fico com curiosidade para ler a tua opinião! Talvez se fores com as expetativas um pouco mais em baixo possas gostar um pouco mais do que eu
Oh, eu queria ler o livro pelas mesmas razões que tu. E pela fama que teve e ainda tem. Tanto “sururu” e tu dizes-me isto? Ai…arruínaste as minhas expectativas…lá vou eu pedir o livro emprestado!
Expetativas arruinadas até pode ser uma coisa boa
E pensa assim: se pedires o livro emprestado e não gostares assim muito, sempre foram uns euritos que poupaste.
Oi Célia!
Talvez este blog te interesse: http://dejalu4ds.blogspot.com/
A ti e à malta que além de querer ajudar, quer poupar…
Eu adorei o livro. Acho que fala de temas banais mas que no fundo são profundos e nos fazem pensar
É sempre interessante esta partilha e verificar que um livro pode ser adorado e odiado. Eu por exemplo, não gostei do Monte dos Vendavais e todos me diziam que era brilhante!
Beijinhos**
Eu também não sou a maior fã de “O Monte dos Vendavais”
Mas sim, é muito interessante constatar diferenças de opinião e que o que funciona com um leitor pode muito bem não funcionar com outro.