Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autor: J.K. Rowling
Título Original: Harry Potter and the Philosopher’s Stone (1997)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 317
ISBN: 9789722325332
Tradutor: Isabel Fraga
Sinopse
Quando naquela cinzenta manhã de terça-feira o Sr.Dursley deparou, ao sair de casa, com uma gata malhada que estudava atentamente um mapa, mal poderia imaginar todos os acontecimentos estranhos e misteriosos que se estavam a preparar. Mas, quando dez anos mais tarde, enigmáticas cartas endereçadas a Harry Potter, o sobrinho desprezado dos Dursleys, começam a chegar em catadupa lá a casa é como se um raio atravessasse as suas mentes – o segredo que tão bem tinham guardado durante tanto tempo está prestes a ser revelado. O que poderá acontecer se Harry Potter descobrir que é um feiticeiro ?
Opinião
Tal como previsto, cá estou eu a reler a saga Harry Potter. Já vai para 12 anos que li este livro pela primeira vez e lembro-me que na altura simplesmente adorei. Era diferente de qualquer coisa que tivesse lido até à data e foi, por assim dizer, a minha introdução ao género fantástico. Como era muito mais nova e tinha lido muito menos na altura, estava um pouco apreensiva pelos sentimentos que esta releitura me iria provocar, mas felizmente não havia motivo para alarme.
A história, já quase todos conhecem: Harry, um rapazinho órfão de 11 anos, descobre que é um feiticeiro e que irá para a escola de feitiçaria mais famosa do mundo, Hogwarts, onde descobre realmente o significado de família e amizade, enquanto vive uma série de aventuras. É um livro dirigido a crianças/adolescentes, o que se nota no tom por vezes algo infantil e pouco desenvolvido da narrativa, mas que mesmo assim tem a capacidade de encantar adultos pela história cativante, pela imaginação da autora na criação deste mundo e pelos pequenos detalhes humorísticos que vão pontuando o enredo. Não deixa também de ser bastante interessante ler este primeiro livro já sabendo como a história se vai desenrolar e identificar aqui e ali as “sementes” de acontecimentos futuros.
Em suma, foi uma releitura muito agradável e que veio no momento certo, uma vez que ando numa fase em que não me tem apetecido muito ler.
Nota final para a tradução: para não dizer que é péssima, digo só que é má. Começando por erros ortográficos (lembro-me de um “carrocel”), passando por coisas mal traduzidas (“Young Sirius Black” não é “Sirius Black Filho”), terminando em opções pouco compreensíveis (por vezes, os nomes de locais são traduzidos, noutros aparece o original seguido da tradução entre parêntesis). Pior que tudo, a sensação que algo do espírito da autora se perde com a tradução. Fiquei mesmo com a ideia que a pobre tradução/revisão aconteceu por se tratar de um livro para crianças/jovens; eu tenho a 3.ª edição do livro, com uma capa que já nem se vê à venda, por isso não faço ideia se as edições recentes foram revistas. Mas, se puderem e quiserem, recomendo a leitura do original. – Célia M.
4/5 – Gostei Bastante
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Concordo com tudo o que dizes! É engraçado ver como a escrita da JK se adequa aos seus leitores e vai depois amadurecendo, seja por tocar temas mais pesados ou por deixar coisas, como o Peeves, para trás.
E realmente é uma pena a tradução. Irritou-me sobretudo a cena dos parêntesis. Muito revirei os olhinhos. E perde-se tanto da escrita da JK. Há piadas que não funcionam ou não têm tanta graça, o que é triste porque ao ouvir o áudio-livro lembro-me de rir a bandeiras despregadas.
Acho que um investimento na saga em inglês não é mau.
Gosto muito desta saga mas realmente a tradução deixa um pouco a desejar. Coincidência ou não, normalmente esta editora não tem traduções lá muito famosas…
A capa do meu é igual a essa! Mas não sei qual é a edição… Eu ainda não comecei a reler… espero este fim-de-semana prolongado acabar o que estou a ler e ler este.
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