A Dance With Dragons
Autor: George R.R. Martin
Editora: Bantam
Páginas: 1016
ISBN: 9780553801477
Aviso prévio: Esta opinião não contém spoilers
Este foi, sem dúvida, o livro mais aguardado por mim nos últimos tempos, não só porque adoro o mundo e as personagens criadas por George R.R. Martin, mas porque o 4.º volume tinha deixado de lado algumas das personagens principais da história e favoritas dos fãs, mais notavelmente Jon Snow, Daenerys Targaryen e Tyrion Lannister. Por fim, já tinham decorrido 6 anos desde a publicação do último volume da série, A Feast for Crows – apesar de o tempo de espera de quem leu as edições portuguesas à medida que foram saindo ter sido bem menor.
Por causa da ausência de algumas personagens no 4.º volume, foi necessário voltar atrás no tempo para percebermos qual o rumo que tinham tomado. Deste modo, A Dance With Dragons sobrepõe-se temporalmente a A Feast for Crows nos primeiros dois terços do livro, fazendo com que algumas das situações que tínhamos presenciado no volume anterior sejam aqui recuperadas pela perspetiva de outras personagens, o que acaba por funcionar bem.
Como disse, as minhas expetativas eram enormes, especialmente por poder voltar a ler capítulos centrados na minha personagem preferida da história, Jon Snow, e quanto a isso posso dizer que não fiquei desiludida. De resto, aguardava com curiosidade alguns encontros entre personagens e pelo desenlace de outras situações que tinham ficado em suspenso no volume anterior. Aqui já não posso dizer que tenha ficado completamente satisfeita. A minha sensação é que este livro se trata essencialmente do adensar do enredo (ainda mais) em vez do início da sua resolução. É verdade que há algumas revelações (uma, em particular, que muda muita coisa) e desenvolvimentos importantes, mas parece-me que foram mais as coisas que ficaram por resolver e as novas situações que abrem todo um leque de novas possibilidades.
Foram vários os momentos empolgantes e que valeram realmente a pena, mas outros houve em que a história pareceu arrastar-se em demasia. A narrativa parece, por vezes, um pouco dispersa, pelo multiplicar de pontos de vista e por alguma falta de pontos de ligação entre eles. A grande maioria dos pontos de vista tem um interesse moderado a alto, mas houve ali dois ou três que, muito sinceramente, nunca me cativaram. A escrita, essa, continua ao nível a que Martin já nos habituou.
Acho que o melhor livro desta série continua a ser, sem dúvidas, o terceiro – A Storm of Swords (5.º e 6.º volumes nas edições portuguesas). Este quinto volume, apesar de, na minha opinião, ser melhor que o anterior, vai buscar um pouco do seu ritmo mais lento e é só um pouco mais empolgante em termos de desenvolvimentos do enredo. Supostamente, a série terá um total de 7 livros, mas tendo em conta a quantidade de situações por resolver não me espantava nada se chegasse aos 8.
De forma resumida, foi uma leitura bastante aguardada e que, de um modo geral, foi recompensadora apesar de não ter correspondido por completo às minhas expetativas que, diga-se, eram bastante elevadas. Ainda assim, penso que irá agradar bastante aos fãs da saga. A 9 de Setembro, é publicada a primeira metade deste livro em português, com o título A Dança dos Dragões, cuja capa já foi revelada aqui. – Célia M.
4/5 – Gostei Bastante
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hei-de lá chegar… ainda estou no livro 2 (3.º na edição portuguesa).
o ppl tem-se queixado das muitas situações que o martin (ainda) deixa em aberto. há que fazer render o peixe e investir agora na série de tv.
Tendo em conta o tempo que ele leva a escrever os livros, se calhar é melhor despachar-se a concluir a história ou então arrisca-se a que a série televisiva o apanhe
li uma entrevista dele (à entertainment weekly, creio) e o próprio admite que a série o vai apanhar se ele mantiver o ritmo que tem mantido (assim p´ró leeento).
Meteu-se numa bela embrulhada, o Martin… é um caso clássico de “excessive world-building”, na minha opinião. A este ritmo vai precisar de pelo menos 10 livros de 1000 páginas, e mesmo assim não chega lá. É que é muita página para o ritmo a que ele constrói a história e sinceramente ele cada vez se enterra mais e mais com a adição de novas personagens e mais pormenores ao enredo. *sigh*
Infelizmente, acho que concordo contigo… Já acabaste o livro?
Ainda não. Acho que já ultrapassei as 500 págs, mas ainda não acabei… o tempo não tem sido muito e depois há o tal problema da adição de POVs, alguns dos quais não parecem ser assim muito relevantes. Ok, dão-nos mais alguns dados ou mesmo uma perspectiva diferente mas no geral eram dispensáveis. E há outras personagens sobre as quais gosto de ler mas cujos POV estão tão espaçados que quando chega a vez delas novamente tenho de ler um bocado antes de me lembrar o que estavam a fazer… O.o
ainda vou em 300 páginas do dance with dragons mas eu não me importo que ele acabe a história ou não, e espero que não acabe para continuar a viver o mundo de westeros, não percebo o porque de querem que acabe, só a espera pelo próximo é que é horrivel.. e n concordo nada com excessive world-building acho que só faz com que se pareca mais com um mundo a sério e adoro ser introduzido a novas cidades novos landmarks e espero que ele continue a construir aquele mundo
O meu problema não é com o world-building… mas sim com a constante introdução de novas personagens que não adiantam nada na história e que não são assim tão interessantes como isso. Mas ainda bem que estás a gostar!
Acho que o meu maior problema é que George R.R. Martin já está com 63 anos… Se esse homem me morre sem terminrar essa saga eu tenho um troço!! juro! >_<
podes dar um exemplo? desse tipo de personagens?
Prefiro não dar exemplos, porque acho que revelar POV (com exceção dos principais que referi) pode ser considerado spoiler.
tabem tens razão, respeito a vossa opinião claro mas não concordo talvez para a frente no livro encontra uma dessas personagens
Bem, sabes que eu ainda estou “atrasado” na leitura… =P parei precisamente no melhor! MAS, se é que me absolve de alguma coisa, emprestei a saga à minha tia, que também gosta muito de Fantasia.
O problema é que ela não acha graça à série. E estou a ver que se ela tem continuado para não ficar com o peso nos ombros de não acompanhar as personagens, quando chegar a este volume vai sentir menos remorsos em desistir lol (ela já vai na Glória dos Traidores e já fala desse world building excessivo)
A verdade é que é muito difícil qualquer coisa resistir ao hype que a precede. E depois do que parece ter sido o auge do terceiro volume, a minha suspeita é que o próximo grande livro será o penúltimo, o 6, ou o 7 se realmente a tua previsão se concretizar.
Fico pois à espera da tradução em Portugal! (e ainda tenciono reler desde o início, outra vez, tudo de seguida. É que eu, a partir da Fúria, basicamente só me interessei pelas minhas personagens preferidas… Lembro-me de ter chegado à Tormenta e aparecer esta cena do género “WOOOW, ele voltou!! E ele traz consigo aquilo!! Wooow, isto muda toda a história”, e eu estava tipo “mas quem é ele?”. Portanto é melhor reler desde o início e encaixar as personagens todas xD)
Pedro, que pena teres pausado a leitura deste série, mas compreendo que nesta coisa das leituras, nem sempre corre como planeámos. E sim, tendo em conta o tempo que já passou desde que leste o último volume, acho que precisas mesmo de uma releitura para te lembrares do que ficou para trás
Finalmente saiu!
Bem, eu estava a “desesperar” pelo livro, e agora que saiu até pensei em comprar já a versão original, mas acho que se calhar não estou para isso. Depois de dois anos à espera (nem imagino quem esteve 5) não me sinto preparada para o 5º volume, porque não acho que me lembre da história devidamente, pelo que talvez considere reler a saga antes deste volume, mas não sei se o quero fazer sempre que sair um livro novo, porque pelo andar da carruagem isto vai demorar!
Reconheço a mestria de Martin, mas assusta-me que a 2 livros do fim, pelas vossas opiniões não vejamos resolvidas nenhumas das tantas questões em aberto.
Enfim…
Boas leituras,
Rita
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