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[Opinião] The Tea Rose, de Jennifer Donnelly

Wednesday, June 15, 2011 Post de Célia

Autor: Jennifer Donnelly
Editora: Harper Collins
Série: The Tea Rose #1
Páginas: 675
ISBN: 9780007208005

Sinopse: Fiona Finnegan, the spirited, ambitious daughter of an Irish dock worker, longs to break free from the squalid alleys of Whitechapel. But her dreams fall apart with the sudden death of her father and the disappearance of the childhood love. Fiona flees to New York where she slowly builds a small grocery shop into a thriving tea house. But she cannot forget London. Convinced that her father was murdered, she returns to the streets of her childhood, where she must attempt to bring his killers to justice and restore her good family’s name. From the bleak poverty and burgeoning businesses of London to the immigrant districts and glossy lifestyles of Fifth Avenue, from East End dock workers to New York socialites, The Tea Rose is charming novel of family, fortune, tragedy and tea.

 

Opinião: Antes de mais, se quiserem ler a sinopse deste livro, vão por vossa conta e risco, porque é demasiado reveladora. Mas passando ao livro propriamente dito: como achei engraçada a ideia de pedir a alguém que olhasse para a minha lista de livros por ler e me indicasse um livro acerca do qual gostaria de ler uma opinião, a White Lady sugeriu-me que lesse este livro, que ainda não se encontra publicado em Portugal.

 

Trata-se de um romance histórico, decorrido nos finais do século XIX, entre Londres e Nova Iorque. A protagonista é a jovem Fiona Finnegan, filha mais velha de um família inglesa que vive no limiar da pobreza. Apesar das dificuldades, Fiona é uma rapariga feliz e apaixonada por Joe, um amigo de infância, com quem sonha fazer uma vida em comum e abrir uma loja para dar asas às suas ambições. Entretanto, Londres é assolada pelos crimes de Jack, o Estripador. Este sub-enredo é bastante secundário mas interessante, e acaba por ter influência no destino de Fiona. Sem revelar muito mais, posso acrescentar que Fiona terá de sofrer muitas perdas e passar por muitos desgostos até conseguir encontrar a sua paz.

 

Este livro, de quase 700 páginas, lê-se num ápice sem praticamente darmos por isso. Muito disso deve-se à prosa simples, aos capítulos curtos e à dinâmica constante do enredo que envolve Fiona e que nos faz virar página atrás de página, com curiosidade por saber o que se irá seguir. Para além do interesse em seguir o destino da personagem principal, tanto a nível pessoal como profissional, é um livro que proporciona uma boa visão acerca dos problemas vividos na época pelas classes menos favorecidas e da importância das greves na obtenção de melhores condições de trabalho. É também um bom retrato do chamado “sonho americano” e que levava muita gente a rumar aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor.

 

Não considero que seja um livro que se distinga pela escrita ou que tenha personagens particularmente memoráveis e complexas, com limites ténues entre o bem e o mal: conseguimos compreender quase de imediato quem são os bons e quem são os maus. A história também não prima pela imprevisibilidade, sendo fácil adivinhar o desenlace de muitas situações; mas há outras, em concreto no final, que nos deixam realmente surpresos. Por fim, nem sempre gostei do rumo da viagem emocional de Fiona, mas esta acaba por ter um desenlace satisfatório, ainda que esperado.

 

Apesar destas críticas, foi uma história que, de uma forma ou outra, me cativou e me manteve “presa” durante as suas muitas páginas. Fico com muita vontade de ler a sequela. 

 

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


  • http://estemeucantinho.blogspot.com WhiteLady3

    Ainda bem que gostaste! Agora também mal posso esperar para o ler. :P

    É sempre bom encontrar personagens cinzentas, geralmente até são as minhas preferidas, mas também não considero que seja muito mau existirem personagens muito boas e as muito más. Permite separar as águas e dar mais atenção ao enredo, torcendo para que os bons dêem uma valente coça moral aos maus. :D

    Quanto à escrita, por vezes uma escrita directa, simples e acessível é exactamente o que torna um livro bom. Pessoalmente, nem sempre tenho espírito para ler textos muito elaborados, cheios de figuras de estilo, metáforas, advérbios de modo e outros recursos estilísticos. :P

    • Estante de Livros

      :D :D

      De facto, é um livro que se lê muito bem, indicado para momentos em que não estamos com disposição para livros muito densos e desejamos algo que nos agarre. Recomendo!

      Fico à espera que o leias para podermos falar sobre o livro ;)

  • oasaas

    Fiquei muito curioso pela edição em português que, espero eu, esteja para breve.