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Leitor Convidado (7)

Bibliofilia, ou porque somos doidos por livros

Books to the ceiling,
Books to the sky,
My pile of books is a mile high.
How I love them! How I need them!
I’ll have a long beard by the time I read them.
”  Arnold Lobel

Viciado em Livros, Leitor Compulsivo (e comprador de livros compulsivo), Devorador de Livros, Bibliomaníaco, Booklover, Bookahólico, Bookworm, Book geek.
São vários os nomes que se inventaram para definir os doidos de livros, mas todos podem ser reunidos num único conceito. E uma única palavra: Amor ou devoção pelos livros. Bibliofilia.
A palavra tem origem no grego Biblio (livro, dos livros) e Philia (amor por).
Bibliofilia: Amor por livros e por ler. O bibliófilo ama ler e sente devoção pelos livros, colecciona-os e admira-os.


Os livros e a leitura
Make it a rule never to give a child a book you would not read yourself.” George Bernard Shaw

Para uns bastou a primeira leitura, para outros foi preciso descobrir o livro certo. Para outros ainda, o bichinho surge antes de aprender a ler, o prazer de ouvir histórias contadas, e pegar no livro e inventar outras palavras para a contar. Seja em que ponto da vida for, tudo começa com o prazer adquirido com uma história bem contada.
Quando entramos numa biblioteca recheada e o nosso corpo reage (baque no coração, suspiro profundo, suspender da respiração ou simples sentimento de estar em casa), ou damos por nós a acariciar a capa de um livro, sabemos que fomos apanhados. Eu não sei quando esse momento aconteceu para mim. Lembro-me de gostar de livros desde sempre, mesmo quando lhes inventava as histórias. Lembro-me de ter gostado tanto dos meus livros de páginas de cartão como agora gosto de edições encadernadas. Como adorava as histórias que só tinham 3 linhas de texto em cada página, como agora adoro calhamaços. Lembro de me maravilhar com as histórias fantásticas dos contos infantis, como agora me maravilham a simplicidade e o rigor de alguns autores de contos. Lembro-me da estranheza e desconfiança que senti ao iniciar o primeiro livro sem “desenhos”, e da sofreguidão com que o acabei e pedi mais. Não deixa de ser irónico que hoje em dia valorize as edições ilustradas.
Sei que muita da responsabilidade no meu gosto pela leitura é dos meus pais. Quanto mais não seja por terem a casa cheia de livros, e por fazer crescer a nossa biblioteca ao mesmo tempo que as crianças lá de casa. Por incentivarem a visita às bibliotecas e o empréstimo de livros.
Esta minha história da paixão pelos livros é igual a muitas outras. Outros leitores terão seguido caminhos diferentes, mas arriscaria dizer que todos os leitores desta Estante chegaram ao mesmo sítio.
Sabemos que não somos leitores convencionais quando começamos a admitir que temos “manias literárias”… Uma vez entrando na estrada que leva o leitor ao bibliófilo, não há como voltar atrás.


O Bibliófilo
Books are the quietest and most constant of friends; they are the most accessible and wisest of counselors, and the most patient of teachers.” Charles W. Eliot

Por definição, o bibliófilo não é apenas leitor. O bibliófilo gosta dos livros, admira-os, colecciona-os. Adquire-os mesmo quando sabe que não vão ser lidos no futuro mais ou menos próximo, e os eventuais remorsos rapidamente se diluem na estante. Por cada livro lido, cinco são acrescentados à estante. Por cada livro comprado, são adicionados dez títulos à lista de desejos, cuja contagem é na verdade irrelevante, uma vez que é virtualmente interminável.
O bibliófilo criou os livros, ou os livros criaram o bibliófilo? O bibliófilo compra os mesmos livros em edições diferentes, e não acha estranho. Edições de países diferentes, edições de capa dura, encadernações em pele, edições especiais, ilustradas, omnibus, edições limitadas… Conceitos que só surgem na mente de um bibliófilo, e que apenas são reconhecidas pelos seus iguais. Reconhecimento normalmente seguido de sentimento de posse, desejo de aquisição e satisfação. Não necessariamente por esta ordem. Cópias autografadas pelo autor são particularmente cobiçadas, motivando por vezes longas viagens e mais longas horas de espera por um rabisco.
O bibliófilo esforça-se em espalhar a bibliofilia, divulgar os autores e as obras, emprestando e/ou oferecendo os seus livros favoritos a pessoas de confiança. Quando não gosta de abandonar os livros nas mãos de estranhos, empenha o anel de rubi para poder oferecer um exemplar novo. O bibliófilo é uma biblioteca humana.
Adora bibliotecas e livrarias, gosta de entrar, ver, e tocar as capas e lombadas. Já foram relatados casos de pessoas a abraçar, acariciar e a falar com livros.



Nem só de livros vive o bibliófilo
De toda esta dissertação acerca de livros e mais livros, pode-se concluir erradamente que a espécie bibliófila só se interessa por livros.
Em jeito de esclarecimento para os eventuais leitores deste post que não são bibliófilos (e que por alguma razão inusitada não deixaram de o ler a partir do segundo parágrafo), é de referir que o bibliófilo é uma criatura bastante eclética.
Além dos livros, existe toda uma variedade de coisas que atraem o bibliófilo, como uma traça em redor da luz. Até objectos que são totalmente independentes dos livros (podem existir sem os livros, e os livros existem sem eles), como por exemplo:

Marcadores de livros – Coleccionáveis e arquiváveis, os marcadores de livros fazem as delícias do bibliófilo. Desde os mais comuns aos mais requintados, sejam 10 ou 100, é sabido que apenas um quarto deles foi alguma vez usado para o propósito para o qual terá sido adquirido, e dados estatísticos indicam que 90% dos bibliófilos usa apenas um ou dois marcadores da sua vasta colecção. Não é por isso que deixa de adquirir aqueles que forem bonitos e diferentes. Ou mesmo de os “adquirir” das livrarias ou de dentro de outros livros, caso a necessidade premente de juntar um marcador oficial da editora ao respectivo livro, se manifeste na altura propícia.

Estantes – O bibliófilo tem uma natural predisposição para apreciar peças de mobiliário de qualquer tipo e função, desde que se possam meter lá livros, de preferência muitos. É comum ver o bibliófilo a suspirar pelas estantes recheadas de outrém, em igual dose pela estrutura em si e pelo conteúdo. É raro testemunhar o suspiro pela sua própria estante, uma vez que a o bibliófilo tem sempre a percepção que esta é pequena demais, ou cheia demais e logo, precisa de mais espaço, ou finalmente, de uma estante nova. Chegado a esse ponto, volta a achar que devia ter mais livros (existem relatos de casos extremos, em que o bibliófilo decidiu que precisava de uma casa nova).

Filmes – Sendo uma linguagem totalmente diferente dos livros, o Cinema e a TV ocupam um lugar cimeiro nas preferências do bibliófilo, quando este se pretende distrair dos livros. Curiosamente, tem vindo a verificar-se uma tendência, certamente aleatória, das produções de Cinema e TV se basearem em obras literárias. Este desenvolvimento tem criado bibliófilos mais ecléticos, aproximando-os dos cinéfilos. É sabido que alguns cinéfilos podem chegar a ser bibliófilos, mas muitos bibliófilos são naturalmente cinéfilos. Não que se esteja a catalogar… Existe um fenómeno recente de conversão instantânea, normalmente veiculada por um filme ou série televisiva baseada nos livros favoritos da pessoa, que transforma o bibliófilo em cinéfilo em poucos meses.

Internet – Livros e internet. Os mais incautos poderiam achar que não estão relacionados, mas o bibliófilo reconhece a sua importância. O derradeiro repositório de informação, opiniões, comunicação, mundo infinito de ISBN’s e, em última análise, método de aquisição dos livros, é a internet. Surgem até plataformas criadas para bibliófilos, bibliotecas virtuais que exploram o vício, incitando a ler mais, a adquirir mais, a querer mais livros. Sites que reúnem opiniões, plataformas sociais onde os bibliófilos se reúnem em redor da discussão dos seus livros, fóruns de discussão criados apenas com esse propósito e frequentados por milhares de bibliófilos espalhados pelo mundo. Unidos pelos livros através da internet, e usualmente, mas não necessariamente, associados ao conceito de fandom. O que o bibliófilo gosta mais de fazer a seguir a ler, é falar sobre os livros que leu, com outros bibliófilos.

Listas – O bibliófilo adora listas. Os temas são muito diversificados, indo desde livros lidos num ano, ou num mês, a livros para ler, livros para comprar, livros para ler já a seguir, livros para ler daqui a muito tempo, livros para ler no comboio, livros para pensar em incluir na lista para comprar, livros para ler às quartas-feiras, livros que não vai ler.


O bibliófilo fica doente quando…
Encontra livros estragados, moribundos, sem dignidade. Quando não lhe devolvem um livro emprestado. Quando lhe devolvem estragado um livro emprestado. Quando um autor não escreve livros. Quando a editora não quer publicar o que o autor escreveu. Quando o correio não chega. Quando alguém dobra os cantos dos livros para marcar as páginas. Quando perde um livro. Quando compra um livro e passado uns dias começa uma promoção de metade do preço. Quando encontra bichos da madeira a sair da estante (pânico é a palavra mais adequada neste caso). Quando o animal de estimação/irmão mais novo/criança/cônjuge danifica um livro favorito (o conflito moral entre o desejo de vingança e a afectividade é delicado). Quando não tem mais espaço para os livros. Quando não tem dinheiro para comprar livros. Quando não tem tempo para ler. Quando tem uma série desemparelhada, com formatos, tamanhos, editoras ou línguas diferentes. Quando as pessoas pensam que já tem livros suficientes.

 

Tem cura?
Never trust anyone who has not brought a book with them.” Lemony Snicket
A bibliofilia é uma condição que raramente regride, uma vez instalada. Pode surgir em qualquer idade, mas é tendencialmente crónica, pelo que o passar dos anos tende a agravar as manias. As possibilidades de cura são fortemente diminuídas pela ausência de vontade dos bibliófilos serem curados. Os bibliófilos adoram ser sê-lo.
Podem não ter reparado, mas ao longo deste texto descrevi-me a mim própria nas minhas manias literárias. Eu sou a bibliófila, mas apostava qualquer coisa* em como o leitor está a chegar ao fim deste texto e já nem se lembra quem o escreveu. Com um sorriso nos lábios está a sentir que está a ler acerca de si próprio. É outra das características do Bibliófilo, se não a principal: ficar cativo do livro, absorver as palavras como suas e mergulhar no mundo da personagem feita de letras.

(*Apostava qualquer coisa, menos um dos meus livros, estão doidos?)

Texto da autoria da Cat SaDiablo, que mantém o blogue A Bibliófila


Sobre Célia

  • Muito, muito “giro”!!!
    Adorei!!!

    E não podias ter mais razão! Ao que isto resume tudo :”Com um sor­riso nos lábios está a sen­tir que está a ler acerca de si pró­prio. É outra das carac­te­rís­ti­cas do Biblió­filo, se não a prin­ci­pal: ficar cativo do livro, absor­ver as pala­vras como suas e mer­gu­lhar no mundo da per­so­na­gem feita de letras.”

    É bom saber-se que não se está sozinho! =P e apesar de ser doença crónica nunca me senti tão bem ou “normal” xD

    Boas leituras*
    Estrela

    • Ainda bem que gostaste 🙂 Achavas que estavas sozinha? Somos muitos com esta doença! 😀

  • E é assim que percebo que não sou bibliófila… Colecciono livros sim, mas prefiro emprestados, gosto quando estão em mau estado mas desde que tenham as páginas todas legíveis. No entanto, revejo-me em tudo o resto, e sou daquelas que precisa de casa nova para livros e estantes. 😛 Sim, porque apesar de preferir livros emprestados, acho que compro 2 por cada livro que leio (emprestados ou meus pelo que começo a pensar que nunca irei ler os livros que tenho por casa *pânico*). Adoro estantes (há lá mobiliário mais lindo? Ok, talvez um sofá ou uma chaise longue confortável para ler…), tenho inúmeros marcadores de livros (sou das que “adquire” de dentro de livros *assobia inocentemente*), gosto de ler e ver os filmes baseados nas obras que li, adoro conversar e já conheci pessoal tão (ou pior) doido como eu por livros na net, e tenho inúmeras listas (às mencionadas acrescento “lista de livros a pedir na biblioteca ou àquela amiga bibliofila a quem convenci comprar o livro que quero ler” 😛 )

    Excelente texto. 😉

    • Não precisas de ter os sintomas todos para sofreres da doença, minha amiga! 😀 Como todas as doenças, varia de pessoa para pessoa 😛
      Obrigada 🙂

      • Ui se vamos por doenças então é normal os meus sintomas serem diferentes dos das outras pessoas. 😀

        E é assim que volto a ser, orgulhosamente, uma bibliófila! *vai nadar com os marcadores de livros qual Patinhas com as suas moedas* -> imagem mental estranha, mas pronto…

  • behmaria

    Muito bom. Sim cheguei ao fim “Com um sorriso nos lábios está a sentir que está a ler acerca de si próprio. 🙂

  • Adorei que tratasses o tema como uma doença crónica e fiquei espantada com o facto de seres tão pormenorizada nos sintomas. Confesso que padeço de alguns mas fico feliz por não ser de todos. Acho que tudo na vida tem de ter um equilíbrio e comprar 5 por cada livro que se lê, por exemplo, pode ser sintoma de algo mais do que gostar apenas de livros. Digo eu, isto é psicologia de trazer por casa, LOL.

    • Estás a insinuar que somos consumistas ou temos problemas de gestão de recursos, hein? 😀

  • Ai, disseste tudo, revejo-me em todos os sintomas desta doença que partilho contigo e com outros.

    Escreveste muito bem, eu não conseguia melhor.

    É caso para se dizer ainda bem que não estou sozinha e que mais alguém padece do mesmo mal, mas que mesmo assim é saudável.

  • Teresa Proença

    Parabéns por este texto espectacular.
    Estava a ler e só pensava: “Esta sou eu”.

    • Muito obrigada 🙂 Somos todos iguais, é incrível!

  • Obrigada! Estou a adorar ver que se identificam com as manias 😀

  • Rita Verdial

    Ohh Cat, adorei! Obrigada por escreveres sobre mim, sinto-me honrada x)
    Hehe a sério, está um texto giríssimo e dei por mim a sorrir de orelha a orelha e a acenar que nem uma tontinha.

    É maravilhoso haver quem nos compreenda nesta matéria 🙂

    • Ora, era mesmo sobre ti que estava a escrever, não viste que é sobre uma bibliófila? 🙂
      O mais giro é que eu também me ria como uma tontinha ao passar para o papel as manias 😀

  • slayra

    Bem isto não tem nada a ver comigo, que não me revejo nem um pouquinho neste texto, mas mesmo assim devo dizer que é um belo texto… muito bem escrito. 😀

    • LOL, quem não te conhece que te compre!

  • Filipa M.

    Este texto está fantástico. Os meus parabéns à CatSaDiablo pela linda crónica que construiu.
    Realmente senti-me com um sorriso nos lábios, visto que me identifiquei a 100% com as tuas palavras.
    Além disso, deste um toque divertido que deu um brilho especial a tudo. 😀

  • Queria agradecer à Célia o convite. Foi ela quem sugeriu o tema, e eu adorei! Comecei logo com ideias, e a fazer uma lista de manias (mais uma lista?!)
    Deu-me imenso prazer escrever este texto 🙂

    • Estante de Livros

      Eu é que agradeço pelo texto tão interessante e bem-disposto 😀

  • Sandra

    Cat, de bibliófila para bibliófila, só tenho um único comentário a fazer:
    Muito engraçado o teu texto!
    Revejo-me em muito do que escreves, claro.
    Ao ler o teu texto, lembrei-me de um livrinho que li há pouco tempo, Bibliotecas Cheias de Fantasmas, de Jacques Bonnet. Se não o leste (provavelmente já o leste ou está numa das tuas listas *assobio*), aconselho-te a sua leitura. Acho que vais gostar de alguns pormenores… 😉

    Parabéns mais uma vez!

    Sandra S.

    • Não li, mas está de facto na minha lista *assobio* Já me falaram tão bem dele!
      Muito obrigada 😀

  • JS

    Cat, isto está fantástico! Descreveste praticamente toda a população deste blog e de muitos outros…

    Parabéns, não só pelo texto, mas principalmente pela Doença 😉 Não há nada melhor.

    • O bibliófilo adora sê-lo 🙂 É a melhor coisa, de facto. Ainda bem que gostaste 🙂

  • Marta C.

    Adorei o texto, e como quase toda a gente antes de mim disse, revi-me em praticamente todas as palavras! com apenas uma excepção: adoro as minhas estantes e sou capaz de ficar horas a olhar para elas, a *suspirar*, a pensar onde vou por os livros que estão empilhados na lista “por ler” e a pensar em novas arrumações…
    parabéns pelo texto!!

  • Cat, parabéns pelo excelente texto.
    Revi-me em praticamente todas as descrições. Sim, sim, compro mais do que leio, já não tenho espaço nas prateleiras para os últimos 13 livros que comprei e adoro listas LOLOLOL
    E cheguei ai fim “Com um sor­riso nos lábios está a sen­tir que está a ler acerca de si pró­prio” =D
    Muito, muito bom! =D

  • Landa

    Bem, ao ler o teu texto fiquei a saber que tenho uma doença: sou Bibliófila! E uma coisa é certa, trabalho na área saúde e posso afirmar que o único remédio para aliviar os sintomas desta doença são os livros mas que na maioria dos casos não há cura possível! lol

    Cada vez mais sinto que tenho a necessidade de comprar e ler livros e fico contente por ver que à muitos casos similares. Cá em casa já começavam a ficar preocupados. lol

    Também aprecio a literatura ilustrada e tenho pena que hajam poucos exemplares disponíveis. É interessante ver imagens de certas coisas que lemos e não fazemos a minima ideia como são na realidade ou ver os mapas que nos ajudem a orientar na leitura. Mas agora com a internet torna-se tudo mais fácil!

    Parabéns pelo texto, está muito bom!

  • Guilty as charged! 😀

    A minha frase preferida: “O biblió­filo esforça-​se em espa­lhar a bibli­o­fi­lia” LOL!

  • Não sei se me assuste, ou se rejubile, em me reconhecer em quase tudo o que foi dito aqui. 🙂
    Agora a sério: Está excelente! Certeiro, mas humorado.
    E claro, algo assim só podia vir de quem tem um blog chamado “A Bibliófila”. XD

    P.S.: Não me importava nada mudar de casa por causa de não ter mais espaço para os livros. 😛

    • Obrigada Ana 🙂
      Também não me importava, sim senhora 😛

  • okay! fiquei a saber que tenho uma doença crónica; que saudades da doce ignorância.

    isto não se faz?!! lá vou tomar uma cura – ler!

  • Um dos melhores “Leitor Convidado” sem dúvida. Nada tenho a acrescentar aos comentários anteriores, pois partilho os mesmos sentimento.

    Só quero recordar-me, de uma amiga com que estive há pouco, que vai mudar de casa porque deixou de ter espaço para os livros.

  • Qual é a linha divisória entre a bibliofilia e a bibliomania? 🙂

  • Quantas vezes me revi neste texto. Quantas vezes concordei com o que estava a ler. Sem dúvida um dos melhores textos aqui expostos 🙂 Beijinho

  • Cat, gostei mesmo muito do teu texto. Consigo sentir-me retratada em quase todos, se não mesmo todos, os sintomas que mencionas. Pode ser uma doença crónica, mas não nos importamos com isso. eh eh 😛

    Muitos parabéns pelo texto. Tanto por nos conseguires descrever a todos nós, como por lhe conferires um certo humor, que nos consegue colocar um sorriso na cara. 🙂