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Olhos Brilhantes

Monday, May 23, 2011 Post de Estante de Livros

Autor: Catherine Anderson
Título Original: Bright Eyes (2004)
Editora: Arcádia
Páginas: 438
ISBN: 9789892800271
Tradutor: Francisco Silva Pereira

Sinopse
Zeke Coulter é um solteirão convicto e não revela quaisquer intenções em casar. Até que compra o rancho vizinho ao de Natallie Petterson, uma mulher muito atraente e divorciada, mãe de duas crianças, uma família completamente doida e um ex-marido envolvido em negócios obscuros. Quando o filho pré-adolescente de Natalie vandaliza a propriedade do vizinho, e esta se vê incapaz de pagar os estragos, Zeke oferece-lhe a possibilidade de que a divida seja paga com o trabalho do rapaz no rancho. Zeke tenta incutir alguma responsabilidade no rapaz e enquanto o faz começa a dar-se conta da grande reviravolta que se está a processar na sua vida. Natalie tem uma voz maravilhosa mas não acredita no seu talento nem na possibilidade de singrar no mundo da música. Mas, depois de a ouvir, Zeke está não só determinado a provar-lhe que tem talento mas também em de-monstrar-lhe que há homens dignos de confiança. E, naturalmente acaba por a seduzir. Mas a atracção crescente entre ambos é ameaçada por algo que pode condenar a sua felicidade.

Opinião
Em 2008, quando esta autora começou a ser publicada em Portugal, li um livro dela e, apesar de não ter achado nada de extraordinário, entreteve e acabou por ser uma leitura agradável. Passados 4 anos, achei que seria curioso voltar a ler algo dela e perceber se ainda tinha o potencial de me fazer passar algumas horas descontraídas.

A história é muito simples: Zeke Coulter compra uma casa no campo e um dia percebe que a sua casa e culturas foram vandalizadas. O culpado é um rapaz de 11 anos, que se sente revoltado pelo divórcio dos pais. Zeke vai pedir responsabilidades à mãe do rapaz, Natalie, que acaba por concordar que o pagamento dos estragos seja feito com ajuda do miúdo. Como seria de esperar, Zeke e Natalie acabam por se apaixonar, mas o livro gira também à volta de um assassínio, a partir de cerca de metade.

O livro divide-se assim, claramente, em 2 partes: a primeira aborda a evolução da relação entre Zeke e Natalie; a segunda ganha contornos policiais e acompanha a resolução de um crime. Um dos problemas é que são duas partes tão estanques que quase podiam pertencer a livros diferentes. Na primeira metade, pouco ou nada faz antever o crime que irá ocorrer; na segunda, a relação entre os dois protagonistas é quase completamente posta de lado. Isto faz com que, na minha opinião, estejamos perante um livro desequilibrado em termos de narrativa.

A primeira metade é previsível, o que não é necessariamente mau se, como eu, o leitor já sabe ao que vai e está na disposição de descontrair um pouco lendo uma história que não lhe exija muito – e, nesse aspecto, o livro é minimamente bem sucedido. A segunda metade apresenta um caso pouco interessante e que não dá pistas ao leitor que lhe permita adivinhar quem é o culpado, estragando, no meu caso, qualquer interesse que pudesse ter surgido até àquele ponto do enredo.

Parece que este é um livro até bastante apreciado entre os fãs da autora, e juntando esta informação a outros factores concluo que, entretanto, eu é que mudei como leitora e os seus livros perderam o potencial de me cativar para além do mínimo exigível. Fico contente por ter trazido este livro da biblioteca… trata-se de uma autora a que não deverei voltar tão cedo. – Célia M.

2/5 – OK






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