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[Opinião] Clube de Combate, de Chuck Palahniuk

Autor: Chuck Palahniuk
Título Original: Fight Club (1996)
Editora: Casa das Letras
Páginas: 207
ISBN: 9789724618210
Tradutor: Maria Dulce Guimarães da Costa
Origem: Comprado

Sinopse: A primeira regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A segunda regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A terceira regra do Clube de Combate é: dois homens por luta.
No mundo apocalíptico de Tyler Durden, os rituais secretos de combate são vividos como um desafio a todos os limites. O que é a lealdade? Que sentido faz pertencer a um grupo? A solidão é uma libertação ou a imagem íntima do terror?

Opinião: Quando na adolescência vi o filme, realizado por David Fincher e com Brad Pitt e Edward Norton nos principais papéis, fiquei completamente absorvido pela história de um vendedor de sabonetes com uma vida banal e frustrante, que vê a capacidade auto-destruidora de uma personagem chamada Tyler Durden como forma de desafio para a sua própria vida.

O narrador vê em Tyler aquela pessoa que sempre sonhou ser, um homem que desafia as regras do mundo e da sociedade, uma pessoa capaz de empolgar multidões, um homem capaz de ter sucesso em todas as frentes, quer seja com as mulheres, quer seja no seu emprego, quer no relacionamento com as pessoas em geral, um autêntico anti-herói capaz de agradar tudo e todos.

Tyler leva a personagem principal a descobrir um clube capaz de mudar a vida a quem o frequenta, chamado “Clube de Combate”, um local onde homens descarregam as suas frustrações diárias em lutas violentas. Pelo meio, o narrador consegue aperceber-se que afinal Tyler não era bem aquilo que ele pensava ser.

Pode-se dizer que este livro é como se fosse uma alegoria de uma sociedade violenta, egoísta, consumidora, azeda e frustrada, o que não está muito longe da sociedade actual.

O livro de Chuck Palahniuk, autor cuja obra conheço relativamente bem, é quase como um murro no estômago do leitor, directo, acusador, sem complexos em apontar o dedo a uma sociedade que facilmente reconhecemos. É um livro duro, azedo mas brilhante, porque nos mostra um lado secreto que quase vivemos. Para saber qual é esse lado, nada melhor do que embarcar na aventura de ler este livro. – Ricardo

Classificação: 5/5 – Adorei


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.