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[Opinião] Wicked Lovely – Amores Rebeldes, de Melissa Marr

Friday, January 21, 2011 Post de Célia

Autor: Melissa Marr
Título Original: Wicked Lovely (2007)
Série: Wicked Lovely #1
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 273
ISBN: 9789896372583
Tradutor: Luís Coimbra

Sinopse: REGRA # 3: Não olhar para fadas invisíveis. Desde que nasceu, Aislinn sempre viu fadas. Poderosas e perigosas, elas caminham ocultas entre os mortais. Aislinn tenta passar despercebida pois estes seres não gostam de ser descobertos e costumam castigar com crueldade as pessoas que detectam a sua presença. REGRA # 2: Não falar com fadas invisíveis. Agora as fadas perseguem Aislinn. O rei das fadas Keenan, aterrorizante e sedutor, tenta cativar Aislinn, fazendo perguntas que ela tem medo de responder.
REGRA # 1: Nunca chamar a atenção delas. Agora é tarde demais… Keenan, o Rei do Verão anda numa busca incansável pela sua rainha há nove séculos e está determinado a converter Aislinn na sua rainha a qualquer custo. Quando as regras secretas que sempre a tinham protegido deixam de funcionar, de repente está tudo em risco: a sua liberdade; o seu melhor amigo, Seth; a sua vida; tudo. Intrigas sobrenaturais, amores mortais, e confrontos entre reis antigos e expectativas modernas cruzam-se no enredo deste espantoso conto de fadas que Melissa Marr imaginou para o século vinte e um.

 

Opinião: Não sei quantas vezes já disse a mim própria que ia desistir da literatura young adult. Não por achar que seja má – tal como em qualquer outro tipo de livros, há o bom e o mau -, mas porque cada vez mais não tenho paciência para dilemas da adolescência. Ainda assim, tenho curiosidade em saber que bases fundamentam o sucesso de determinados livros dirigidos a essa faixa etária, e é por isso que volta e meia vou experimentando alguns deles.

 

Este Wicked Lovely foi adquirido num pack juntamente com o Sangue Felino, por mais 1€ do que custaria este último isolado. Achei que não era um risco muito grande e até poderia revelar-se uma boa surpresa. Os seres sobrenaturais que marcam a história deste livro são as fadas, supostamente uma nova tendência depois do boom dos vampiros. Pessoalmente, como foi uma novidade, confesso que gostei de ler sobre estes seres, os seus poderes e a forma como a sua sociedade funciona.

 

Mas a personagem principal deste livro é Aislinn, uma humana de 17 anos. As fadas não são visíveis ao olho humano (a não ser que assim o desejem), mas Aislinn sempre as conseguiu ver. Criada pela avó, que sempre lhe deu uma série de conselhos para não arranjar problemas com o mundo das fadas, Aislinn passa os seus dias a tentar ignorar as que se atravessam no seu caminho. Mas isso começa a tornar-se bastante difícil quando Keenan, o Rei do Verão, filho da Rainha do Inverno, acha que Aislinn é a Rainha do Verão que procura há tantas centenas de anos, e que irá ajudar o mundo a livrar-se do frio eterno.

 

A história gira basicamente em torno da tentativa de conquista de Aislinn para o mundo das fadas. Existe, claro, a componente de romance que acaba por não ser exactamente aquilo que se poderia esperar tendo em conta a premissa do livro e que não é tão enjoativa como um Crepúsculo, por exemplo. Mas, ainda assim, este livro continua a ter demasiadas hormonas à solta para o meu gosto e tendo já saído da adolescência há alguns anos, fez-me esgotar a paciência e revirar os olhos vezes sem conta.

 

Apesar destas minhas reticências, que reflectem única e exclusivamente a minha experiência e gosto pessoais, uma análise mais objectiva leva-me a concluir que a história peca por alguns pontos mal explicados ou pouco desenvolvidos. Um bom exemplo é a história da mãe de Aislinn, que a ter sido devidamente explicada poderia ter ajudado a conferir densidade ao enredo. Mas existem mais exemplos, que não irei dar porque já entram no campo dos spoilers. As personagens também me pareceram algo planas e aborrecidas, especialmente Aislinn. A única personagem cuja história despertou verdadeiramente o meu interesse foi Donia, mas infelizmente está pouco tempo em “cena”.

 

De um modo geral, não foi livro que me cativasse grandemente, apesar de ser uma leitura rápida e, a espaços, agradável. Não está nos meus planos continuar a seguir a série, mas para quem estiver interessado, o volume seguinte, Wicked Lovely – Tatuagem, está disponível a partir de hoje.

 

Classificação: 2/5 – OK


3 Responses to “[Opinião] Wicked Lovely – Amores Rebeldes, de Melissa Marr”

  1. tchetcha says:

    E eu que tenho andado a adiar a leitura por causa das razões que assinalaste…

  2. Lóide says:

    Se até gostaste da temática das fadas, aconselho a série Fever da Karen Marie Moning. Honestamente nem sequer tive curiosidade em ler este livro, pois assim que li a sinopse só consegui pensar que era uma nova versão com bastante menos qualidade da série Fever. E também pelo facto de, efectivamente, já não conseguir suportar mais protagonistas adolescentes com os seus dilemas e crises existenciais, mas pronto…
    A série Fever é boa, apesar de ter uma linguagem relativamente simples e fluída, gosto da estrutura hierárquica que a escritora criou para a sociedade Fae, e ainda tem a mais-valia da personagem feminina não ser adolescente! Enfim…

  3. […] – Wicked Lovely – Melissa Marr (Estante de Livros) […]


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