Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Título Original: Marina (1999)
Editora: Planeta
Páginas: 260
ISBN: 9789896571191
Tradutor: Maria do Carmo Abreu
Sinopse
Marina, tal como a obra que consagrou Zafón, é um romance mágico de memórias, escrito numa prosa ora poética ora irónica, assente numa mistura de géneros literários (entre o romance de aventuras e os contos góticos) e onde o passado e o presente se fundem de forma inigualável. Classificado pela crítica como «macabro e fantástico e simultaneamente arrebatador», Marina propõe ao leitor uma reflexão continuada sobre os mistérios da condição humana através do relato alternado de três histórias de amor e morte. Ambientada na cidade de Barcelona, a história decorre entre Setembro de 1979 e Maio de 1980 e depois em 1995 quando Óscar, o protagonista, recorda a força arrebatadora do primeiro amor e as aventuras com Marina, recupera as anotações do seu diário pessoal e revisita os locais da sua juventude.
Opinião
Li e gostei muito dos dois livros deste escritor espanhol que tinham sido publicados em Portugal, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo. Foi, por isso, com enormes expectativas que parti para esta leitura, com vontade de regressar aos mundos mágicos e à teia de belas palavras com que Carlos Ruiz Zafón nos tem vindo a brindar. Marina foi o último livro que escreveu antes de publicar o famoso A Sombra do Vento, e é também considerado o seu último livro juvenil, depois de ter publicado El príncipe de la niebla, El palacio de la medianoche e Las luces de septiembre. No entanto, e apesar de não ter lido os livros que o precederam, arrisco-me a dizer que Marina é mais um livro de transição, porque de juvenil só tem mesmo as idades dos protagonistas.
Óscar Drai é um adolescente que vive num orfanato em Barcelona, mas que encontra frequentemente consolo a vaguear pelas ruas de Barcelona e na liberdade que estas aparentam dar-lhe. A zona de Sarriá estava repleta de antigas mansões senhoriais, várias delas em ruínas, e o seu fascínio por este ambiente algo degradado leva-o lá frequentemente. Numa dessas ocasiões, Óscar conhece Marina e o seu pai, Germán, e começa a frequentar a casa deles. Uma visita ao cemitério de Sarriá em busca de aventura dá início ao desenterrar de vários segredos antigos e leva Óscar e Marina a encontraram-se no meio de uma história com personagens muito pouco usuais.
Este livro, à semelhança dos que já conhecemos do autor, recupera a cidade de Barcelona como palco de mistérios, segredos, e de uma história com ambiente gótico, apresentando mesmo alguns elementos de terror e sobrenatural. É um livro muitíssimo bem escrito, como é apanágio do autor, e que lança claramente as bases das suas obras posteriores. Por isso mesmo, e por já conhecer um pouco as linhas com que Zafón se cose, vários elementos do enredo tornaram-se algo previsíveis e o desenvolvimento das personagens perdeu um pouco em comparação com a riqueza a que o autor já nos tinha habituado. Por estes motivos, não foi um livro que me tivesse deixado uma impressão tão forte como os dois anteriores; não deixa, no entanto, de ser um bom livro, que julgo ser um bom ponto de partida a quem ainda não tenha experimentado este autor. – Célia M.
3/5 – Gostei
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olá
Não é, de facto, um livro “à altura” dos outros dois publicados em Portugal.
Mas este livro foi escrito antes dos outros 2 pelo que seria um pouco triste se fosse melhor que ambos.
Não li o livro na versão portuguesa e nem sei se incluíram a nota do autor no inicio livro. Nessa Nota CRZ diz que este é talvez a mais indefinível e pessoal obra sua. Diz também que este livro foi muitas vezes tratado como algo que não é.
E eu acho que é isso mesmo. Aqui foi editado depois da Sombra do vento e basta isso para que qualquer comparação seja injusta.
Eu já li 2 dos livros da “trilogia de niebla” e consigo perceber a evolução para este Marina e depois para os dois romances já conhecidos.
Nada bate o “A sombra do vento”, mas para um publico um pc mais jovem (concordo que de juvenil isto tem pouco) e mais dark este Marina é também excelente.
boas leituras
Sim, a edição portuguesa inclui essa nota do autor no início do livro, que sinceramente gostei muito de ler.
De facto, acho que teria apreciado muito mais este livro se fosse o primeiro dele que tivesse lido. Assim, acaba por sofrer um pouco por comparação que, como dizes, é injusta, mas no que me diz respeito inevitável…
Célia
Eu estou agora a ler esta obra de Zafón.
Até estou a gostar, mas é como dizes, uma vez tendo lido as suas outras obras anteriormente a comparação é inevitável e como tal não corresponde exactamente às expectativas.
Mas pronto, ainda vou a meio e há coisas que já tenho a certeza de ter descoberto. No entanto, há outras que ainda não percebi…
Enfim, agora é esperar pelo final…
Boas leituras*
Estrela
Li deste autor a Sombra do Vento e o Jogo do Anjo. Considero a Sombra do Vento uma obra prima. Comecei ontem a ler Marina mas como li somente vinte paginas nao posso dar ainda uma opiniao.
Barcelona fica mais bela e misteriosa nos livros de Zafon. Se conhecem o Cemiterio de Sarria informem-me onde se situa.