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[Opinião] A Corte dos Traidores, de Robin Hobb

Autor: Robin Hobb
Título Original: Royal Assassin (2.ª metade)
Série: A Saga do Assassino #3, Farseer Trilogy #2.2 | Realms of the Elderlings #2.2
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 368
ISBN: 9789896371555
Tradutor: Jorge Candeias
Origem: Comprado

Sinopse: Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte.
Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.

Opinião: A Corte dos Traidores, de Robin Hobb, é, até ao momento, para mim, o melhor dos volumes da Saga do Assassino. É uma roda-viva de emoções e descobertas que nos marcam e entusiasmam, tornando a leitura fluida e apaixonante.

Neste livro, a acção centra-se, sobretudo, na Torre do Cervo, sede real dos Seis Ducados, onde, a cada dia que passa, as intrigas ganham mais força e os desejos de poder e riqueza ganham contornos mais visíveis. Com um Rei debilitado física e psicologicamente e um príncipe herdeiro longe de casa, à procura de ajuda entre aqueles que muitos súbditos não conhecem, o príncipe Majestoso começa a tecer uma teia para alcançar o poder e realizar os seus desejos de condenar a cidade do Cervo ao ataque dos Navios Vermelhos. As suas intenções, quase sempre condenáveis, são o motor que instiga a trama e suscita confrontos, aventuras entusiasmantes e uma montanha russa de emoções que ora nos ligam ora nos afastam das personagens.

Em A Corte dos Traidores, Fitz, o bastardo real, volta a assumir um papel preponderante, na medida em que se torna espelho e transmissor de tudo o que se passa na Corte. O seu papel de equilíbrio transforma-se, neste volume, no de catalisador, despoletando acontecimentos que marcam a história e vida dos Seis Ducados. Inevitavelmente, a sua forma de estar e de agir, quer nas acções reais quer nas pessoais, cativam o leitor, estabelecendo-se uma ligação especial entre ambos, que, diga-se, muito favorece a leitura.

Uma vez mais, a autora brinda-nos com fantásticas descrições que nos transportam para a obra, como se, nós próprios, fossemos personagens nesta trama. Junta-se a isto, claro, a sua capacidade de criar uma sequência de acontecimentos que suscitam interesse, e nos envolvem, escondendo, a cada página, mil e uma surpresas e mistérios. Uma ideia é transversal a toda a obra: a Saga do Assassino continua com grande vitalidade. – Cristina

Classificação: 4/5 – Gostei Bastante


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.