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A Ilha do Final do Tempo

Monday, August 30, 2010 Post de Estante de Livros

Autor: Javier González
Título Original: Navigatio (2009)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 320
ISBN: 9789896372095
Tradutor: Sónia Rodrigues

Sinopse
A lenda de Boron­dón relata a exis­tên­cia de uma mis­te­ri­osa ilha no Atlân­tico, que apa­rece e desa­pa­rece ao longo dos sécu­los. Esta ilha está car­to­gra­fada por famo­sos nave­gan­tes, e o seu tes­te­mu­nho mais rec­nete é uma foto­gra­fia publi­cada no ano de 1958. Diz quem a viu que é o paraíso na Terra.
Nas ruí­nas da Igreja de uma pacata vila, descobrem-​se três objec­tos que haviam sido empa­re­da­dos, tal­vez para nunca mais serem encon­tra­dos: Uma pena, os res­tos mor­tais de um monge, e um manus­crito de nome Navi­ga­tio. Ale­jan­dra, uma bela médica forense encar­re­gada da autóp­sia dos res­tos mor­tais do monge, e o his­to­ri­a­dor Sebas­tian Came­ron, ver-​se-​ão envol­vi­dos numa inves­ti­ga­ção com­plexa e que pode mudar as suas vidas, a nossa his­tó­ria, e o con­ceito que temos do tempo. Mas terão que repe­tir a len­dá­ria via­gem que os mon­ges rea­li­za­ram há 1500 anos, e des­co­brir que no meio do Oce­ano Atlân­tico, por trás da névoa, se escon­dem as res­pos­tas há mui­tos sécu­los esque­ci­das pelo homem. Na Ilha do Final do Tempo.

Opinião
Durante umas obras na igreja da vila espanhola Castilla, são encontrados emparedados os restos mortais de um monge, juntamente com uma pena e um fio de cabelo, para além de um manuscrito Navigatio. Uma das pessoas envolvidas na análise destes estranhos acontecimentos é uma ex-aluna do historiador americano Sebastian Cameron, o qual, a coberto de ir fazer pesquisa a Espanha para o próximo filme da série Piratas das Caraíbas, aproveita algum do tempo livre para investigar este caso que bastante o intriga.

O estudo do cadáver mumificado e dos objectos que o acompanhavam permite a descoberta de alguns detalhes relevantes que podem explicar a sua presença na igreja (segundo se supõe desde os anos 30 do século XX), para além de colocarem Cameron no caminho da médica forense Alejandra e da jovem Lola, uma estudante de história que se encontra a desenvolver a sua tese sobre a mítica ilha de San Borondón. Enquanto estava a ler o livro, fiz uma breve pesquisa e descobri que esta ilha não era invenção do autor: San Borondón seria a oitava ilha das Canárias, conhecida por aparecer e desaparecer atrás de névoas, deixando toda a gente na dúvida sobre a sua existência e dando origem a várias expedições navais ao longo dos séculos, na senda da sua descoberta. Apesar de aparecer em alguns mapas, desde o século XIII, a sua existência é, obviamente, uma lenda. Javier González pega nesta lenda e alimenta o seu carácter misterioso, atribuindo-lhes características muito peculiares que não detalharei para não desvendar muito da história, mas que a tornavam num autêntico Paraíso na Terra.

O livro acaba por misturar elementos históricos, de thriller e de ficção científica, que se juntam a uma escrita prática e fluida e a um enredo que promete. De facto, é um livro que se lê muito bem do princípio ao fim e que apresenta ao leitor uma grande variedade de pontos de interesse, especialmente a nível histórico, que não permitem que a leitura se torne aborrecida. Proporciona também reflexões interessantes sobre a possibilidade de viajar no tempo, tema profusamente tratado na literatura, mas também noutras formas de arte.

Como pontos menos bons neste livro, por vezes tive a sensação que a narrativa se dispersa um pouco e pareceu-me que peca na interligação de todos os vários fios narrativos do livro. O desenvolvimento das personagens também não é grande, mas num livro deste género penso ser normal isso acontecer, focando-se a narrativa na descrição dos acontecimentos na qual se centra.

De uma forma geral, foi um livro que me agradou, apesar de não ter sido uma leitura particularmente marcante. – Célia M.

3/5 – Gostei

Livro n.º 73 de 2010







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2 Responses to “A Ilha do Final do Tempo”

  1. Hola, soy Javier González, autor de “Navigatio”, en Portugal titulada “A Ilha do Final do Tempo”. Ante todo agradecerte la lectura de mi novela y tu amable crítica. Es mi segundo título traducido al portugués (“A Quinta Coroa”, fué el primero) y me da mucho orgullo y me hace mucha ilusión tener lectores portugueses. Un saludo lleno de letras.


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