A Demanda do Visionário
Nota prévia: Tanto a sinopse como a opinião podem conter spoilers para quem não leu todos os volumes anteriores da Saga do Assassino.
Autor: Robin Hobb
Título Original: Assassin’s Quest (1997) – 2.ª metade
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 480
ISBN: 9789896372385
Tradutor: Jorge Candeias
Sinopse
O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.
Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo.
Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?
Opinião
Com A Demanda do Visionário chegamos ao fim desta série de livros e conhecemos finalmente o destino do nosso amigo Fitz e dos Seis Ducados, depois de tantas provações que tiveram de atravessar. Este volume pega na história precisamente onde A Vingança do Assassino terminou (até porque no original consiste apenas num volume) e logo de início proporciona ao leitor o reencontro com uma das personagens mais interessantes da Saga, cujo destino desconhecíamos: o Bobo. Revemos igualmente Kettricken, e é na companhia destes dois velhos amigos, e outros que encontrou na sua demanda, que Fitz irá continuar a procurar Veracidade, que tenta encontrar a ajuda dos Antigos para acabar com a ameaça dos Navios Vermelhos e com flagelo das forjas.
Neste volume, Robin Hobb apresenta o bom nível a que já nos habituou. Excelentes diálogos, personagens com as quais o leitor consegue identificar-se plenamente, aquele quê de factos por revelar que tornam a história ainda mais interessante, e um ritmo por vezes quase demasiado lento mas que é bem ultrapassado pelo interesse com que explora as suas personagens e respectivos dilemas. Quanto ao enredo, e numa perspectiva meramente pessoal, não fiquei grande fã da resolução que a autora apresentou para afastar a ameaça dos Navios Vermelhos e acho que a explicação do modo como se criavam os forjados e o objectivo com que era feito foi, de certo modo, insuficiente. O final é algo apressado, mas, a bem dizer, esta saga teve sempre o seu principal foco nas personagens e no seu caminho de aprendizagem, portanto foi nisso que a autora focou, e bem, os seus esforços. Robin Hobb é cruel com as suas personagens, no sentido em que não as coloca no caminho mais fácil nem lhes dá o final feliz que à partida se poderia esperar. Acho que a grande mais-valia desta autora é a forma como ela joga com os sentimentos das suas personagens e, ao mesmo tempo, com os do leitor.
Se tivesse de escolher uma palavra que definisse o final deste livro, diria agridoce. Não temos um final feliz para Fitz, mas parece estranhamente adequado. É um daqueles livros que entra de tal forma na mente do leitor que mesmo depois de virarmos a última página, é difícil abandonar a história, esquecê-la e muito menos pegar noutro livro tão cedo. Fico com muita curiosidade por ler a trilogia The Tawny Man, que acompanha Fitz e outras personagens conhecidas alguns anos depois, e que a Saída de Emergência já anunciou ir publicar no futuro (ainda não são conhecidas datas). Recordo também que a editora anunciou recentemente que Robin Hobb virá ao nosso país em 2011
Ficam ainda os meus parabéns ao Orlando Moreira, que traduziu o 1.º volume, e ao Jorge Candeias, que traduziu os restantes, pelo excelente trabalho, pois é fácil perceber que a fantástica “voz” da autora nunca se perdeu. – Célia M.
9/10 – Excelente
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Mais uma vez estamos de acordo. Terminei a minha leitura há 2 ou 3 dias e sinceramente o final soube a pouco. Não pelo destino dado aos personagens mas porque toda a estória é um caminho para chegar ali, centravamo-nos nos personagens e nas histórias paralelas mas ao fim e ao cabo esta saga é a estória da vida de Fitz e de como ele contribuiu para a resolução de um problema, à primeira vista sem solução, que assolava os Seis Ducados. Mesmo neste volume, toda a viagem até às Montanhas é demasiado longa e cheia de peripécias para que no fim a resolução seja descrita de forma tão rápida, tão abrupta e tão carente de pormenores; deu-me a sensação de que foi um final escrito muito à pressa, tendo em conta o ritmo da narrativa geral.
Enfim…foi uma opção da autora. Mesmo assim gostei muito desta Saga e fiquei contente quando à uns meses foi anunciada a publicação de mais aventuras nos Seis Ducados, estes personagens e cenários não nos deixam…!
Acabei recentemente de ler este livro e tenho de concordar que ficou essa “sensação agridoce”.. Agora é esperar ansiosamente por novidades – como The Tawny Man!
[...] – A Demanda do Visionário – Robin Hobb (Estante de Livros) [...]
como leitor entusiasta do fantastco e com anos de experiencia no que toca a esse ramo, devo dizer que a demanda do visionario e o lvro mais apaixonante que li até a data. fiquei carente de mais obras do genero. logo, sera possivel que alguem me informe se mais livros de hobb serão traduzidos para portugues?
atenciosamente:
melvin mondavarius
Olá melvin!
A Saída de Emergência irá começar a publicar em breve outra trilogia da autora, “Tawny Man”, que decorre 15 anos depois da “Saga da Assassino”, e na qual entram, por exemplo, o Fitz e o Bobo. Sei que o primeiro volume que vão publicar já está traduzido, por isso não deve demorar muito mais
Alguem sabe a data exacta da vinda de hobb?
Obrigado
A editora ainda não divulgou a data. Quando isso acontecer, daremos conta