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[Opinião] Prazeres Proibidos, de Laura Lee Guhrke

Autor: Laura Lee Guhrke
Título Original: Guilty Pleasures (2004)
Série: Guilty #1
Editora: Livros d’Hoje
Páginas: 320
ISBN: 9789722038188
Tradutor: Sónia Mota Maia
Origem: Comprado

Sinopse: Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos…
Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele?
Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali?

Opinião: Graças à White_Lady, cujas opiniões tenho em grande conta (e que, mais uma vez, foram de grande valia), decidi comprar este livro na última Feira do Livro de Lisboa e guardá-lo para as férias, altura que me parece mais propícia a este tipo de leituras.

A história é simples: no século XIX, um duque inglês leva a cabo escavações na sua propriedade para descobrir antiguidades romanas e conta, para isso, com ajuda de Daphne Wade, especialista em catalogar e tratar descobertas arqueológicas, devido aos anos de prática que ganhou a ajudar o pai nessa tarefa em vários locais do mundo. Há algum tempo que Daphne vinha desenvolvendo uma paixão platónica pelo duque Anthony, que nunca passou disso mesmo pela timidez e discrição da jovem. No entanto, quando ouve uma conversa de Anthony com a sua irmã Viola, em que este fala dela em termos depreciativos, Daphne decide demitir-se, dando assim início a uma viragem na sua personalidade e fazendo com que o duque comece a vê-la com diferentes olhos.

Apesar de decorrer num período histórico, não se pode considerar um romance histórico, uma vez que é praticamente apenas destacada a componente “romance”. Contudo, existem algumas informações interessantes relativamente a escavações arqueológicas e ao tratamento das peças descobertas.

Raramente um livro deste género tem um final imprevisível, mas também não é isso que o leitor aqui procura. Apesar de já sabermos para quem fim as personagens se dirigem, raramente os acontecimentos ou diálogos parecem forçados e a história decorre com uma fluidez que agarra o leitor e não o deixa largar o livro até voltar a última página. Existindo a predisposição ideal, acaba por ser um livro recompensador.

É, basicamente, um livro para almas românticas, que, apesar do cariz mais explícito de algumas cenas, nunca parece demasiado físico ou superficial, sendo antes uma história que apela aos sentimentos e glorifica esse sentimento tão importante que é o amor. Dentro do género, pareceu-me muito bom e espero continuar a seguir as histórias desta autora.

Classificação: 8/10 – Muito Bom

Livro n.º 63 de 2010


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.