A Feiticeira
Autor: Michael Scott
Título Original: The Sorceress (2009)
Editora: Gailivro
Páginas: 394
ISBN: 9789895577026
Tradutor: Leonor Bizarro Marques
Sinopse
Nicholas Flamel ficou com o coração despedaçado ao ver a sua amada Paris desmoronar-se. A cidade foi destruída por Dee e Machiavelli, mas Flamel também teve a sua quota-parte de responsabilidade. Sophie e Josh Newman revelam cada vez mais sinais de serem os gémeos da profecia e Flamel tem de os proteger dos Anciãos Negros. Mas o Alquimista enfraquece a cada dia que passa, Perenelle continua presa em Alcatraz e, agora que Scatty desapareceu, o grupo está desprotegido. A única arma de que dispõem é Clarent – a espada gémea de Excalibur. Mas o seu poder maléfico é tão indomável que quem a empunha corre o risco de a alma lhe ser roubada. Para manter a esperança de derrotar Dee, Nicholas tem de encontrar um ancião que ensine aos gémeos Josh e Sophie a terceira magia elementar- a Magia da Água. O problema é que que Gilgamesh é mesmo muito louco.
Opinião
Quando saiu A Feiticeira fiquei com bastante curiosidade em relação a este livro (não fosse eu uma grande fã da literatura fantástica). Pesquisei e descobri que pertencia a uma saga intitulada “Os Segredos do Imortal Nicholas Flamel”, e que para além deste já tinham sido editados mais dois: O Alquimista e O Mágico. Prevê-se que a série esteja concluída em 2012, com um total de 6 livros. Pesquisando mais um pouco, descobri que Nicholas e Perenelle Flamel existiram mesmo: Nicholau Flamel nasceu em Paris, em 28 de Setembro de 1330. Quase setecentos anos depois, é reconhecido como o maior Alquimista de todos os tempos. Diz-se que descobriu o segredo da vida eterna. Os registos certificam que morreu em 1418. Mas o seu túmulo está vazio.
A história desta série passa-se no mundo actual (S.Francisco, Paris, Londres), com dois jovens cépticos em relação à magia, mas que quando se vêm envolvidos no meio de uma batalha de poderosos mágicos e de deuses e feiticeiras… nem conseguem acreditar no que lhes está a acontecer. Contém seres míticos, lendas e imortais, deuses e bruxas, magos, feiticeiras e anciãos… e agora imaginem estes imortais que vivem há 300/500 anos a usar telemóveis, portáteis e alta tecnologia… o autor consegue e muito bem misturar e interligar estes dois mundos: real e fantasia.
Neste terceiro volume, após os drásticos acontecimentos do último livro (O Mágico), Josh, Sophie e Nicholas, conseguem a custo salvarem-se de Dee e seguem caminho para Londres, tendo que deixar para trás a guerreira que os protegia: Scatach. Mas Londres é a cidade de Dee e assim que eles chegam verificam que a presença deles já é aguardada; têm de fugir e ir ao encontro do contacto que os irá ajudar: o cavaleiro Sarraceno Palamedes e grande amigo do Conde de St.Germain.
As coisas não correm bem entre Palamedes e Nicholas devido a antigos dilemas e os gémeos ficam cada vez mais desconfiados das verdadeiras intenções do alquimista, quando através do Cavaleiro descobrem que houve outros gémeos. É no esconderijo de Palamedes, e juntamente com William Shakespeare, que os gémeos e Nicholas travam mais uma batalha com Dee e os seus seguidores, que são cada vez são mais perigosos e poderosos. Mas agora que Josh foi desperto juntamente com Sophie, também eles se estão a tornar mais fortes e mais uma vez conseguem, a custo, livrar-se de Dee. E então só resta uma solução a Nicholas, levar Josh e Sophie até ao Ancião Gilgamesh para lhes transmitir mais uma magia elementar (a Água). Mas a jornada não é fácil, uma vez que Dee não lhes dá descanso.
Entretanto, Perenelle continua presa em Alcatraz, cada vez mais consciente do perigo, quando descobre o segredo guardado nas celas profundas da prisão. Com a ajuda de um fantasma, ela vai conseguindo escapar dos perigos a que está sujeita, principalmente quando têm como carcereira uma esfinge, que suga a sua aura, deixando-a fraca e sem poderes. Perenelle começa a perder a esperança quando vê chegar à ilha Machiavelli, pois sabe do que ele é capaz, mas quando menos espera ganha uma aliada que pode ser a sua salvação. Poderá Perenelle confiar e ter uma réstia de esperança ou será uma armadilha?
O autor continua a descrever a história a um ritmo veloz, com uma escrita prática, que torna a leitura bastante acessível. Mais uma vez vemo-nos no meio de seres míticos; deuses, monstros, vampiros, anciãos feiticeiras, bruxas. Há de tudo o que uma história de fantasia “precisa”. Deixo também uma nota ao excelente trabalho do autor em pesquisar os locais e certas personagens que menciona (deixando mesmo uma nota no final dos livros). Resumindo, posso dizer que após a leitura dos 3 livros seguidos (O Alquimista, O Mágico e A Feiticeira), foi uma leitura vertiginosa, cheia de aventuras a um ritmo alucinante, acabando por tornar-se numa leitura compulsiva. – blackjewel
8/10 – Muito Bom
(Nota: Um agradecimento muito especial à blackjewel do nosso fórum pela colaboração com o blog! )
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obrigado eu, canochinha
foi um prazer
Olá,
Por acaso também sou seguidora da série mas infelizmente ainda não tive oportunidade para ler este terceiro volume. Pela tua opinião parece ser mais um volume fantástico recheado de aventura e magia. Mal posso esperar por lhe deitar a mão.
Beijinhos e boas leituras!
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