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O Mago — O Aprendiz

Monday, April 12, 2010 Post de Estante de Livros

Autor: Ray­mond E. Feist
Título Ori­gi­nal: Magi­cian: Appren­tice (1982)
Edi­tora: Saída de Emer­gên­cia
Pági­nas: 416
ISBN: 9789896371937
Tra­du­tor: Cris­tina Correia

Sinopse
Na fron­teira do Reino das Ilhas, existe uma cidade tran­quila cha­mada Cry­dee. Nessa cidade, vive um rapaz órfão de nome Pug. Tra­ba­lhando nas lides do cas­telo que o aco­lheu, ele sonha com o dia em que se tor­nará um guer­reiro valo­roso ao ser­viço do rei. Mas o des­tino troca-​lhe as vol­tas e o fran­zino Pug acaba por tornar-​se apren­diz do mis­te­ri­oso Mago Kul­gan. Nesse dia, o des­tino de dois mun­dos altera-​se para todo o sem­pre. Subi­ta­mente a paz do reino é esma­gada, sem pie­dade, por mis­te­ri­o­sas cri­a­tu­ras que devas­tam cidade após cidade. Quando o mundo parece desa­bar a seus pés, Pug per­cebe que ape­nas ele poderá mudar o rumo dos acon­te­ci­men­tos, pene­trar as bar­rei­ras do espaço e do tempo, e domi­nar os pode­res de uma nova e estra­nha magia… Esta é uma via­gem por rei­nos dis­tan­tes e ilhas mis­te­ri­o­sas, onde irá conhe­cer povos e cul­tu­ras exó­ti­cas, apren­der a amar e des­co­brir o ver­da­deiro valor da ami­zade. Mas, no seu cami­nho, terá de enfren­tar tene­bro­sos peri­gos e der­ro­tar os ini­mi­gos mais cruéis.

Opi­nião
Ray­mond E. Feist é um conhe­cido autor de fan­ta­sia ame­ri­cano, que tem cen­trado mai­o­ri­ta­ri­a­mente o seu tra­ba­lho no mundo fic­tí­cio que criou e que foi apre­sen­tado aos lei­to­res em 1982, atra­vés de O Mago. Devido ao seu volume con­si­de­rá­vel, uma boa parte do texto foi cor­tada na edi­ção ori­gi­nal, mas qua­tro anos mais tarde, devido ao sucesso que o livro teve, decidiu-​se republicá-​lo com texto extra, em 2 volu­mes: Appren­tice Mas­ter. Esta edi­ção por­tu­guesa cor­res­ponde à pri­meira metade.

A his­tó­ria decorre no mundo fic­tí­cio de Mid­ke­mia, come­çando a sua acção por centrar-​se na loca­li­dade de Cry­dee, onde os jovens Pug e Tomas se pre­pa­ram para pas­sar à idade adulta ao submeterem-​se ao Dia da Esco­lha, no qual será deci­dido a sua futura “pro­fis­são”. Os jovens são (ou não) esco­lhi­dos por vários mes­tres para os mais vari­a­dos ofí­cios, de acordo com as suas capa­ci­da­des… e quando Pug já pen­sava que não ia ser esco­lhido por nin­guém, o mago Kul­gan chega-​se à frente e responsabiliza-​se pela edu­ca­ção do jovem órfão.

Pug ini­cia assim a sua apren­di­za­gem nas artes mági­cas e cedo des­co­bre que tem mui­tas difi­cul­da­des… ou será o seu talento pouco con­ven­ci­o­nal? Ao mesmo tempo, o apa­re­ci­mento de um barco com­ple­ta­mente des­co­nhe­cido leva à sus­peita que o Reino está pres­tes a ser ata­cado por uma força nunca antes vista e que, por isso, se sus­peita ser pro­ve­ni­ente de um mundo para­lelo. Este facto levará o Duque de Cry­dee a uma via­gem rumo ao cen­tro de deci­são do Reino para avi­sar os res­pon­sá­veis, na qual embar­cam tam­bém Pug e Tomas, dando assim iní­cio a uma série de aventuras.

Em pri­meiro lugar, não posso dei­xar de dizer que gos­tei muito da forma como Ray­mond E. Feist escreve. É daquele tipo de livros que dá von­tade de ir lendo deva­gar, de forma a con­se­guir­mos apre­ciar devi­da­mente cada pala­vra. Isto é mais evi­dente numa fase ini­cial do livro, onde há menos acção e onde o autor ainda se encon­tra mais cen­trado em dar a conhe­cer este novo mundo aos lei­to­res. Não posso dei­xar de dar tam­bém uma pala­vra à tra­du­tora, que me parece ter feito um exce­lente tra­ba­lho em trans­mi­tir ao lei­tor a essên­cia do estilo do escritor.

No que à his­tó­ria diz res­peito: é um bom entre­te­ni­mento, e penso ser esse o seu objec­tivo prin­ci­pal. Inclui per­so­na­gens bem deli­ne­a­das, ape­sar de, para o meu gosto pes­soal, um pouco este­re­o­ti­pa­das. É um livro de fan­ta­sia, no sen­tido mais tra­di­ci­o­nal do termo, pois inclui elfos, anões e outros seres sobre­na­tu­rais, que acre­dito poder agra­dar mais a quem esteja a come­çar a ler o género do que a quem, como eu, já leu muita fan­ta­sia e não con­se­gue evi­tar com­pa­ra­ções. É que é quase impos­sí­vel não encon­trar algu­mas seme­lhan­ças notó­rias entre este livro e O Senhor dos Anéis, e ainda mais difí­cil se torna quando a pes­soa que aqui vos escreve já leu este último livro umas quan­tas vezes, bem como todos os outros rela­ci­o­na­dos, e o conta entre os seus favo­ri­tos de sempre.

Ape­sar disso, é uma lei­tura que reco­mendo, por­que é um livro bem escrito e agra­dá­vel. Fico a aguar­dar a sua con­ti­nu­a­ção. — Célia M.

7/​10 — Bom

Livro n.º 31 de 2010

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