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[Opinião] O Mago – O Aprendiz, de Raymond E. Feist

Autor: Raymond E. Feist
Título Original: Magician: Apprentice (1982)
Série: Mago #1
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 416
ISBN: 9789896371937
Tradutor: Cristina Correia
Origem: Recebido para crítica

Sinopse: Na fronteira do Reino das Ilhas, existe uma cidade tranquila chamada Crydee. Nessa cidade, vive um rapaz órfão de nome Pug. Trabalhando nas lides do castelo que o acolheu, ele sonha com o dia em que se tornará um guerreiro valoroso ao serviço do rei. Mas o destino troca-lhe as voltas e o franzino Pug acaba por tornar-se aprendiz do misterioso Mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para todo o sempre. Subitamente a paz do reino é esmagada, sem piedade, por misteriosas criaturas que devastam cidade após cidade. Quando o mundo parece desabar a seus pés, Pug percebe que apenas ele poderá mudar o rumo dos acontecimentos, penetrar as barreiras do espaço e do tempo, e dominar os poderes de uma nova e estranha magia… Esta é uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde irá conhecer povos e culturas exóticas, aprender a amar e descobrir o verdadeiro valor da amizade. Mas, no seu caminho, terá de enfrentar tenebrosos perigos e derrotar os inimigos mais cruéis.

Opinião: Raymond E. Feist é um conhecido autor de fantasia americano, que tem centrado maioritariamente o seu trabalho no mundo fictício que criou e que foi apresentado aos leitores em 1982, através de O Mago. Devido ao seu volume considerável, uma boa parte do texto foi cortada na edição original, mas quatro anos mais tarde, devido ao sucesso que o livro teve, decidiu-se republicá-lo com texto extra, em 2 volumes: Apprentice e Master. Esta edição portuguesa corresponde à primeira metade.

A história decorre no mundo fictício de Midkemia, começando a sua acção por centrar-se na localidade de Crydee, onde os jovens Pug e Tomas se preparam para passar à idade adulta ao submeterem-se ao Dia da Escolha, no qual será decidido a sua futura “profissão”. Os jovens são (ou não) escolhidos por vários mestres para os mais variados ofícios, de acordo com as suas capacidades… e quando Pug já pensava que não ia ser escolhido por ninguém, o mago Kulgan chega-se à frente e responsabiliza-se pela educação do jovem órfão.

Pug inicia assim a sua aprendizagem nas artes mágicas e cedo descobre que tem muitas dificuldades… ou será o seu talento pouco convencional? Ao mesmo tempo, o aparecimento de um barco completamente desconhecido leva à suspeita que o Reino está prestes a ser atacado por uma força nunca antes vista e que, por isso, se suspeita ser proveniente de um mundo paralelo. Este facto levará o Duque de Crydee a uma viagem rumo ao centro de decisão do Reino para avisar os responsáveis, na qual embarcam também Pug e Tomas, dando assim início a uma série de aventuras.

Em primeiro lugar, não posso deixar de dizer que gostei muito da forma como Raymond E. Feist escreve. É daquele tipo de livros que dá vontade de ir lendo devagar, de forma a conseguirmos apreciar devidamente cada palavra. Isto é mais evidente numa fase inicial do livro, onde há menos acção e onde o autor ainda se encontra mais centrado em dar a conhecer este novo mundo aos leitores. Não posso deixar de dar também uma palavra à tradutora, que me parece ter feito um excelente trabalho em transmitir ao leitor a essência do estilo do escritor.

No que à história diz respeito: é um bom entretenimento, e penso ser esse o seu objectivo principal. Inclui personagens bem delineadas, apesar de, para o meu gosto pessoal, um pouco estereotipadas. É um livro de fantasia, no sentido mais  tradicional do termo, pois inclui elfos, anões e outros seres sobrenaturais, que acredito poder agradar mais a quem esteja a começar a ler o género do que a quem, como eu, já leu muita fantasia e não consegue evitar comparações. É que é quase impossível não encontrar algumas semelhanças notórias entre este livro e O Senhor dos Anéis, e ainda mais difícil se torna quando a pessoa que aqui vos escreve já leu este último livro umas quantas vezes, bem como todos os outros relacionados, e o conta entre os seus favoritos de sempre.

Apesar disso, é uma leitura que recomendo, porque é um livro bem escrito e agradável. Fico a aguardar a sua continuação. 

Classificação: 7/10 – Bom

Livro n.º 31 de 2010


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.