2014 Reading Challenge

2014 Reading Challenge
Célia has read 0 books toward her goal of 75 books.
hide

Estou a Ler

Newsletter

Arquivo

Creative Commons License This blog by Estante de Livros is licensed under a Creative Commons Atribuição-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal License.

Visitas desde 20/07/2007

Guerra Mundial Z

Wednesday, April 14, 2010 Post de Célia

Autor: Max Brooks
Título Original: World War Z (2006)
Editora: Gailivro
Páginas: 396
ISBN: 9789895577002
Tradutor: Pedro Garcia Rosado

Sinopse
Trabalhando para a Comissão do Pós-Guera das Nações Unidas, Max Brooks teve acesso quase exclusivo aos arquitectos da vitória da Guerra Mundia Z. Se o relatório da ONU fornece um relato factual autorizado de tudo o que aconteceu, nesta obra, de um dos principais autores e investigadores que contribuíram para esse relatório, estão os testemunhos, feitos na primeira pessoa, dos que viveram o surto de epidemia/pandemia e que revelam o terrível custo humano deste conflito.

Do doutor Kwng Jingshu, o médico chinês que examinou o ” Doente Zero”, a Paul Redeker, o muito controverso autor do Plano Laranja, Brooks falou com mais protagonistas fundamentais da guerra dos Zombies do que qualquer outra pessoa. Ao longo deste livro, o autor revela a extensão integral das transformações sociais e políticas a que o surto deu origem. A natureza perturbadora destes relatos exige ao leitor alguma coragem. Mas, como diz Brooks, não podemos esconder-nos por detrás das estatísticas entorpecedoras dos relatórios oficiais. Chegou a altura de encarar o verdadeiro horror que foi a guerra dos Zombies.

Opinião
Max Brooks é filho do conhecido realizador de cinema Mel Brooks e, para além da faceta de escritor é também argumentista. Guerra Mundial Z, originalmente publicado em 2006, segue a mesma temática de Zombie Survival Guide, de 2003, um manual de sobrevivência para se conseguir lidar com um potencial ataque zombie; no entanto, desta vez o autor optou por agregar uma série de testemunhos alguns anos decorridos sobre a Guerra dos Zombies e que nos ajuda a perceber como se iniciou, como se lidou com o problema e as repercussões que teve.

Se no parágrafo anterior anterior vos pareceu que eu estava a falar de uma qualquer guerra ocorrida na realidade, é porque é assim mesmo que este livro aborda a temática. Pegando numa guerra fictícia, em que o inimigo é uma das criaturas mais utilizadas na ficção de terror – e tal como habitualmente, aqui consistem em seres mortos-vivos, sem pensamentos ou qualquer tipo de sentimento – Max Brooks constrói um livro contado na primeira pessoa, no qual encarna o papel de um investigador que viajou pelo mundo para falar com diversas pessoas envolvidas, de uma ou outra forma, nesta guerra devastadora para a raça humana.

O livro é composto dessa série de relatos, que apresentam perspectivas diversas, em termos da naturalidade dos entrevistados, do seu envolvimento (pessoal ou profissional) na guerra e do impacto que esta teve nas suas vidas. Esta abordagem multi-perspectiva ajuda, sem dúvida, a tornar esta história mais credível apesar de sabermos que tudo não passa de ficção. Outro factor que contribui para que o leitor, de certo modo, acredite no que está a ler, é que, no fundo, o livro fala dos instintos da raça humana e do medo, temas com que facilmente nos conseguimos identificar. Para além desta temática, é possível entrever também algum criticismo à forma como os responsáveis lidam com os conflitos actuais.

O que menos me cativou neste livro foram alguns relatos mais impessoais, centrados em política ou em aspectos técnicos da guerra propriamente dita, que, na minha opinião, não foram devidamente contrabalançados com os relatos mais emotivos, que criam uma maior ligação emocional com o leitor. De resto, foi uma leitura que me agradou, e apesar de não ser particularmente fã de literatura de terror, a personificação do inimigo nos zombies, que deu origem a alguns momentos menos recomendáveis para os mais sensíveis, acabou por não me afectar grandemente. Gostei. - Célia M.

7/10 – Bom

Livro n.º 32 de 2010


3 Responses to “Guerra Mundial Z”

  1. Rui Baptista says:

    Descordo um pouco do último parágrafo, a parte dos ” rela­tos mais impes­so­ais”. Não houve nenhuma parte no livro que tivesse gostado menos. Mas claro, são opiniões.

    O primeiro livro dele é també muito bom, no entanto, acaba por ser inferior a este. E é sobretudo para amante de zombies, seja no cinema, literatura ou BD.

    E porque é que ele ainda não escreveu mais nenhum livro? :(

    PS. Estão a atrabalhar na adaptação cinematográfica deste livro.

  2. Nerito says:

    Interessante. Até que eu gostei das narrativas políticas e/ou econômicas. Minha crítica foi sobre alguns relatos que não correspondiam com o perfil real. Falo, por exemplo, de um cirurgião brasileiro que soou muito como um gangster norte-americano.
    Mas considerei o livro muito interessante, com uma construção inteligente anacrônica, de forma a incentivar o leitor a reconstruir a narrativa cronológica. Abraços.

    • lino says:

      Realmente, um médico que anda com um Desert Eagle AE.50, só na cabeça de quem não entende nada de Rio de Janeiro.


Leave a Reply