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Revolutionary Road

Tuesday, March 23, 2010 Post de Estante de Livros

Autor: Richard Yates
Título Original: Revolutionary Road (1961)
Editora: Civilização Editora
Páginas: 300
ISBN: 9789722626361
Tradutor: Isabel Baptista

Sinopse
O primeiro romance de Richard Yates, Revolutionary Road, tornou-se um clássico logo após a sua publicação em 1961. Nele, Yates oferece um retrato definitivo das promessas por cumprir e do desabar do sonho americano. Continua hoje a ser o retrato da sociedade americana. Um casal jovem e promissor, Frank e April Wheeler, vive com os dois filhos num subúrbio próspero de Connecticut, em meados dos anos 50. Porém, a aparência de bem-estar esconde uma frustração terrível resultante da incapacidade de se sentirem felizes e realizados tanto no seu relacionamento como nas respectivas carreiras. Frank está preso num emprego de escritório bem pago mas entediante e April é uma dona de casa frustrada por não ter conseguido seguir uma promissora carreira de actriz. Determinados a identificarem-se como superiores à crescente população suburbana que os rodeia, decidem ir para a França onde estarão mais aptos a desenvolver as suas capacidades artísticas, livres das exigências consumistas da vida numa América capitalista. Contudo, o seu relacionamento deteriora-se num ciclo interminável de brigas, ciúmes e recriminações, o que irá colocar em risco a viagem e os sonhos de auto-realização.

Opinião
O livro “ Revolutionary Road”, de Richard Yates, deu-se a conhecer ao grande público, mais recentemente, através do filme, realizado por Sam Mendes e com as interpretações de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio, e é daqueles casos em que quase agradecemos a Hollywood por chamar a nossa atenção para uma obra destas.

A história é mais uma daquelas histórias que já nos habituámos a ver, quer na ficção, quer até na vida real, mas o segredo está na forma como o autor a trabalha e apresenta ao leitor, a sua escrita fabulosa, envolvente, irónica, e bem cinematográfica, conseguindo seduzir o leitor desde a primeira à última página.

Em meados dos anos 50, Frank e April Wheeler vivem uma vida cómoda, segura, ele com um emprego estável, ela uma dona de casa eficaz, mas escondem atrás desse comodismo um casamento infeliz, frustrante, de completa fachada, sem se sentirem realizados um com outro.

À medida que vamos avançando nas páginas, ambos querem tentar dar o “salto” à sua relação e ás suas vidas, mas vimos um facto que vai mudar completamente a vida de ambos, e que irá marcar para sempre a sua relação, criando um ciclo terrível de acontecimentos que irá desembarcar numa tragédia que termina com o livro.

Não é certamente um livro onde a felicidade esteja presente nas suas páginas, é um livro triste, algumas vezes negro demais, e com um final que nos põe com um nó na garganta, mas é uma história a ler com atenção, porque histórias destas estão mais perto de nós do que pensamos. E porque a vida também é feita de frustrações e não apenas de contos de fadas.  – Ricardo

9/10 – Excelente






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3 Responses to “Revolutionary Road”

  1. tonsdeazul says:

    Como não vi o filme tinha muita curiosidade no livro e realmente tem uma história marcante e como bem referes no final fica-se com “um nó na garganta”!

    Gostei especialmente desta passagem no livro:
    «É como se toda a gente tivesse feito um acordo tácito para viver num estado de auto-ilusão total. Para o diabo com a realidade! Vamos ter uma data de estradinhas giras e às curvas e casinhas giras pintadas de branco, de cor-de-rosa e de azul-bebé; vamos ser todos bons consumidores e um exemplo de solidariedade e criar os nossos filhos numa redoma de sentimentalismo – o papá é um homem óptimo porque ganha a vida, a mamã é uma mulher óptima porque ficou ao lado do papá estes anos todos – e se a velha realidade alguma vez saltar cá para fora e disser Buu, nós ocupamo-nos com qualquer coisa e fazemos de conta que aquilo nunca aconteceu.»

    Pois para mim tem a particularidade de transparecer a essência da história, “pessoas jovens e encantadoras”! Será mesmo assim?! Pois…

  2. Bruno says:

    Um dos melhores livros que tive o prazer de ler no ano passado.

  3. artemisa289 says:

    Citando o bruno também foi para mim um dos melhores livros que li o ano passado. O porquê? O excelente retrato da autodestruição de ” pessoas jovens e encantadoras” num ambiente claustrofóbico.

    P.S: Pecados íntimos (no mesmo estilo mas na minha opinião inferior a revolutionary road


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