O Fim do Alfabeto
Autor: C.S. Richardson
Título Original: The End of the Alphabet (2007)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 96
ISBN: 9789722342735
Tradutor: Maria do Carmo Figueira
Sinopse
Ambrose Zephyr descobre de repente que o tempo se está a esgotar quando o médico anuncia que, devido a uma misteriosa doença, lhe resta um mês de vida. Por isso, ele e a mulher, Zappora Ashkenazi, decidem viajar para todos os sítios de que ele mais gostou ou que mais queria ver, de A a Z, começando por Amesterdão. Em Istambul, porém, Ambrose e Zappora dão ao resto do percurso um rumo inesperado, ao fazerem as pazes com o tempo perdido e as muitas perguntas deixadas para trás… O Fim do Alfabeto é uma história mágica, evocativa e inesquecível que nos leva numa viagem espiritual até às profundezas do amor, da perda e da vida.
Opinião
Existem livros que, não se dando nada por eles, se revelam autênticas surpresas. O Fim do Alfabeto, de CS Richardson, é um deles. Não pela história em si, mas pela forma como nos retrata a vida, nos faz pensar na mesma, nas emoções inerentes e em tudo e todos os que nos rodeiam.
Numa visita ao médico (coisa que todos adoramos…), Ambrose é confrontado com a (dolorosa) notícia de estar doente. O seu mundo perfeito, enquanto empregado e marido, desaba por completo e, na ânsia de aproveitar cada momento, que pode ser o último, o protagonista decide soltar-se de todas as amarras. De improviso, surpreende a mulher com uma viagem por vários dos locais que, por uma razão ou outra, marcaram as suas vidas.
É esta jornada contra o tempo que o leitor testemunha, enquanto o autor, saltitando entre o passado e o presente, nos revela as personagens. Essencialmente, a acção centra-se no casal Ambrose e Zappora e são os acontecimentos da sua vida a dois que dão azo a um lado mais emotivo da estória. Enquanto lê, o leitor é confrontado com as incertezas da vida e, embora não queira, é levado a pensar no que faria se estivesse diante de uma perda semelhante.
O Fim do Alfabeto não é uma obra-prima, mas não deixa de ser uma espécie de conto, cuja linguagem coloquial o torna atractivo. Acima de tudo, o livro cumpre a sua função de nos fazer pensar para além do que lemos e, claro, toca-nos pelo acontecimento marcante que é a morte. Não se julgue, no entanto, que o livro é simples, porque, na verdade, o autor exige, durante toda a leitura, concentração máxima. Tal deve-se, sobretudo, à forma pouco habitual de como apresenta a interacção entre os personagens – diálogos surgem no meio da narrativa, sem indicação de interlocutor. Vale a pena experimentar, sem dúvida. – Cristina
8/10 – Muito Bom
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Nunca tinha ouvido falar… mas já está apontado mentalmente. Pareceu-me engraçado!
Boa semana.
É um livro pequenino, mas muito mimoso.