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O Nome do Vento

Monday, October 19, 2009 Post de Estante de Livros

Autor: Patrick Rothfuss
Título Original: The Name of the Wind (2007)
Editora: Gailivro
Páginas: 976
ISBN: 9789895576715
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse
«Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho.»

Opinião
Nos últimos tempos, este livro foi, muito provavelmente, aquele cuja leitura mais expectativas me criou. Para isso contribuíram as excelentes opiniões de um livro que se insere no meu género preferido, juntamente com o facto de ter, aparentemente, todos os ingredientes que me cativam num livro. Posso dizer que gostei bastante, apesar de não ter sido exactamente o que estava à espera.

No início de "O Nome do Vento", o leitor encontra um misterioso estalajadeiro que gere o seu estabelecimento num local remoto de um mundo fictício criado para servir de base a este livro. Depois de um Cronista chegar à estalagem "Pedra do Caminho", Kvothe cede ao pedido de lhe contar a sua história e pede-lhe 3 dias para o fazer. Neste livro, assistimos ao primeiro dia desses relatos.

Sem querer entrar muito na história e estragar a surpresa de vários acontecimentos presentes no livro, posso dizer sucintamente que este livro se centra na juventude de Kvothe, tanto na tribo nómada Edema Ruh, como na sua posterior entrada na Universidade, onde as suas excelentes capacidades lhe permitirão destacar-se rapidamente dos demais e, ao mesmo tempo, meter-se em alguns sarilhos. Esta estadia na Universidade é, parece-me, o factor que leva a que este livro seja comparado por alguns à saga do Harry Potter, mas digo desde já que as semelhanças terminam no facto de termos um jovem a entrar para um instituto de ensino para desenvolver as suas capacidades especiais. O tom é muito mais negro e menos juvenil e a história tem uma estrutura completamente diferente.

O grande destaque desta história é a personagem principal: Kvothe é um jovem muito peculiar e, seja no desenrolar do relato, seja nas secções do presente, é quase impossível o leitor não se sentir intimamente ligado às suas emoções. O livro tem outras personagens interessantes, entre as quais o Mestre Elodin e o amigo de Kvothe no presente, Bast. De facto, agora que penso nisso, concluo que as personagens mais interessantes desta história são, também, as mais misteriosas. Senti um certo distanciamento da grande maioria das restantes personagens, especialmente de Denna, que é bastante importante para Kvothe e, presumo, para o desenvolvimento do resto da história nos 2 volumes seguintes. Espero vir a gostar um pouco mais desta personagem.

Em termos de enredo, posso dizer que foi, numa boa parte do tempo, interessante o suficiente para captar a minha atenção. Mas, num livro com quase 1000 páginas, é bastante difícil conseguir manter sempre a um nível elevado o nível de interesse do leitor. Agora de repente, lembro-me de 2 autores que li recentemente e que, na minha opinião, conseguem isso muito bem: George R.R. Martin e Jacqueline Carey. Neste caso, achei sinceramente que algumas partes do livro poderiam ter sido dispensadas, porque apresentam descrições longas de acontecimentos que pouco acrescentam ao desenrolar da história.

Quanto à escrita de Patrick Rothfuss, numa palavra: adorei! Acho que ele tem um dom e consegue, quando quer, enredar e emocionar o leitor com as suas palavras. Tem secções verdadeiramente maravilhosas, com frases que merecem ser lentamente saboreadas.

Quero ainda dar os parabéns ao tradutor e demais envolvidos no tratamento deste texto, que me pareceu perto da perfeição, sendo ainda mais de louvar tendo em conta edições menos cuidadas publicadas anteriormente por esta editora.

Posto isto, apesar das falhas que apontei, foi um livro que me deu bastante prazer ler. Aguardo ansiosamente a publicação dos restantes dois volumes. - Célia M.

8/10 - Muito Bom

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  3. O Nome da Rosa
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  5. A Sombra do Vento

7 Responses to “O Nome do Vento”

  1. L says:

    Já pas­sei o meio deste livro e estou a ado­rar cada capí­tulo que leio, e mal posso espe­rar pelo seguinte. Recomendo-​o viva­mente.
    Só duas coi­sas me des­gos­ta­ram, a pri­meira é ser uma tri­lo­gia, pergunto-​me se haverá algum livro de fan­ta­sia que acabe num único volume?
    a segunda é ter 1000 pági­nas, a ver­são que se pode encon­trar na ama­zon tem 600… um volume mais pequeno seria infi­ni­ta­mente mais pra­tico de ler.

  2. Ana says:

    Con­cordo con­tigo L, o livro é fan­tás­tico, tam­bém estou a ado­rar, mas até acho posi­tivo ser uma tri­lo­gia, a única parte má de ser uma tri­lo­gia é o facto de estar-​mos á espera dos próximos -.-

  3. Scientist128 says:

    Eu ter­mi­nei de ler o livro a algum tempo. Toda a sua opi­nião está cor­r­reta, ape­sar de qual­quer amante do livro se sen­tir um pouco des­con­for­tá­vel ao ouvir as crí­ti­cas. Eu ado­rei o livro e real­ment epode ser com­pa­rado a saga Harry Pot­ter e outras sobre heróis talen­to­sos e pro­fe­cias escon­di­das, mas o ponto que real­mente des­taca o livro dos outros , além da nar­ra­tiva única e cati­vante, é a impor­tân­cia dad para a música. De como a música é um per­so­na­gem que auxi­lia o herói a pas­sar por horas negras e como serve de lem­brança da famí­lia que lhe foi tirada e que agora o motiva a bus­car vin­gança con­tra um mal negli­gen­ci­ado pelo medo da huma­ni­dade. Foi um ponto que achei tam­bém bom para ser destacado.

  4. Ana says:

    Eu estive a pes­qui­sar, e o pró­ximo livro da tri­lo­gia só deve sair em Março de 2011!!
    Nem quero ima­gi­nar quando é que sai em por­tu­gal -.-
    Mas que cha­tice estou tão empol­gada em ler o próximo-​.-
    Quanto tempo, mais ou menos é que demora a tra­du­zir um livro deste tama­nho?
    Se alguém me pudesse res­pon­der…
    Obrigada

    • Estante de Livros says:

      Ana, teria de ser um tra­du­tor a responder-​te a essa ques­tão…
      De qual­quer modo, posso dizer-​te que o tempo que uma tra­du­ção demora depende de várias coi­sas, entre elas o tipo de livro, por­que há livros que são mais com­pli­ca­dos de tra­du­zir do que outros e, obvi­a­mente, o tama­nho.
      Pode­mos sem­pre fazer um para­lelo com outro livro que a Gai­li­vro publi­cou recen­te­mente: “A Lança do Deserto”, de Peter V. Brett, que tem mais de 700 pági­nas, foi publi­cado em Abril e foi lan­çado por cá no dia 1 de Julho. Por­tanto, tal­vez demore à volte de 3 meses.

      • Ana says:

        obri­gada :) vão ser pelo menos dez meses de espera-.-

        • Estante de Livros says:

          Bem, mas tenta ver as coi­sas pelo lado posi­tivo: ao menos sabes quanto tempo terás de espe­rar, enquanto os fãs do George R.R. Mar­tin já há 5 anos que espe­ram e deses­pe­ram pela con­ti­nu­a­ção das “Cró­ni­cas de Gelo e Fogo” e não fazem a mais pálida ideia de quando sairá… :/​;)


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