Sangue Asteca
Autor: Gary JenningsTítulo Original: Aztec (2.ª metade)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 544
ISBN: 9789728839949
Tradutor: Carlos Romão
Opinião
Sangue Asteca é a segunda metade do original “Aztec” (já comentei a primeira parte aqui), um romance histórico que se debruça sobre o auge e o fim da civilização asteca, contadas pela voz de um nativo que assistiu a este período da história do seu país.
Não me canso de elogiar a pesquisa subjacente a esta obra, que é a todos os títulos notável. O retrato dos astecas é muito completo: os usos e costumes, a variedade de povos dentro do chamado Mundo Único, a hierarquia política, as cidades, etc. etc. É como entrar numa máquina do tempo e estar ali, todo o tempo, a assistir à capitulação final. E esta, para além dos massacres levados a cabo pelos espanhóis, foi também originada pelas rivalidades internas entre vários chefes astecas e pelas doenças trazidas pelos “brancos”, a que muitos nativos não sobreviveram.
A única coisa que tenho a apontar, e não é um defeito em si mas uma questão de gosto pessoal, é que nesta segunda metade do livro senti que o destaque dado à parte de ficção foi mais curto (o que não deixa de ser compreensível devido à importância dos factos históricos relatados). É um livro extenso, com um grande manancial de informação, e por isso senti algumas vezes necessidade de “respirar”, o que foi melhor conseguido na primeira metade. No entanto, isto é apenas um detalhe e para quem gosta de romances históricos este é um livro altamente recomendado. Para além de nos permitir aprender mais sobre a história do nosso mundo, ensina-nos também a importância de tentar, sempre que possível, olhar para as coisas sob várias perspectivas. Tal como eu, muitos de vós devem ter aprendido na escola o quão valentes e empreendedores foram os conquistadores na época dos Descobrimentos, mas o que nunca ou quase nunca me disseram é que muitas destas conquistas foram obtidas a custo da aniquilação de civilizações e povos que tinham tanto direito de existir como nós.
Duas notas finais: a primeira é que podem comprar um pack com os dois livros pela módica quantida de 25€ no site da editora; a segunda diz respeito à revisão deste livro, porque existem demasiadas gralhas que um livro desta qualidade não merece. Fica o pedido da sua correcção em reedições futuras. - Célia M.
9/10 – Excelente
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Demasiado sexo numa imagem sublime e cristalina dos astecas e conquistadores.
Manuel, só achaste o sexo em demasiado? E a violência não achaste demasiada?
Eu acho que o livro é forte em ambos os aspectos, mas não me chocou porque interiorizei que eram características da civilização sobre a qual estava a ler.
Realmente as gralhas são algumas…é uma pena pois estamos embaladas e as gralhas atrapalham o ritmo de leitura. Sei que não se consegue um livro sem gralha alguma, é muito difícil. Mas aqui nota-se que foi um pouco de descuido… acho.
Mas estou a gostar bastante, ao ponto de andar com o "calhamaço" sempre atrás.
um blog a ter em conta.
Isso que dizes é verdade, no outro livro era mais a história de Mixtli, e aqui era mais a história dos Astecas. Mas de qualquer maneira é simplesmente brutal!
Algo me diz que esse(s) livro(s) vai fazer parte da minha biblioteca…
Apesar de, regra geral, os livros da SdE terem uma boa revisão, por vezes, saem alguns em que isso não acontece.
Acabei de ler o Relíquia e os erros são em número exagerado. Até parece que não houve revisão, tal é o número de palavras a mais ou a menos, falta de "s", géneros dos artigos errados, erros ortográficos….)
É uma pena porque retira alguma qualidade à obra.
Assim que terminar o Mar de Ferro talvez comece a ler esta série.
Tenho o primeiro volume para ler, mas só o irei fazer qd tiver tb o segundo, mas estou bastante curiosa =)
Parece que estes dois volumes vão fazer parte da minha biblioteca. Se a primeira análise me tinha entusiasmado, a segunda deixou-me em pulgas. Adoro romances históricos e, curiosamente, nunca li nada sobre este tema, pelo que Sangue Asteca parece um óptimo começo.
Um obra excelente, mas com algumas coisas…forçadas. A constante evolução do Mixtli, sempre, sempre a subir na sociedade. A permanente 'cegueira' de Mixtli para com a irmã da mulher (não me lembro do nome dela…). E para mim, o fim de Mixtli, era previsivel…Mas independentemente deste dois aspectos, esta é uma obra a não perder para quem quiser saber mais osbre os Astecas, sem ser de uma forma 'estudiosa'
pco69@yahoo.com