O Professor
Tradutor: Maria do Carmo Figueira
Sinopse
Neste seu terceiro livro de memórias, Frank McCourt, autor de As Cinzas de Ângela e Esta É a Minha Terra, escreve uma crónica irreverente e vigorosa sobre os trinta anos durante os quais deu aulas em diversos liceus de Nova Iorque. Com o seu característico humor, ressonâncias líricas e honestidade desarmante, McCourt relembra os desafios e as recompensas com que se deparou no ensino público nova-iorquino, criando assim um relato inspirador e comovente sobre as relações humanas e sobre como aquilo que temos para dar e receber pode fazer a diferença na vida de cada um.
Opinião
Já conheço o nome de Frank McCourt há algum tempo (tenho “As Cinzas de Ângela” por ler), mas até agora ainda não tinha lido nenhum livro dele, pelo que este “O Professor” foi a minha estreia neste autor. Frank McCourt publicou 3 livros autobiográficos durante a sua vida (mais um livro de Natal), tendo vindo a falecer em Julho deste ano.
“O Professor” aborda a vida de professor de Frank McCourt e todas as dificuldades que passou até finalmente conseguir perceber que era mesmo aquilo que gostava de fazer, ao longo dos 30 anos durante os quais leccionou. Frank vai muito jovem da sua terra natal, a Irlanda, para os Estados Unidos e depois de algum tempo a trabalhar numas docas enquanto estudava consegue finalmente uma colocação como professor.
Nos primeiros tempos, Frank sente muitas dificuldades em captar a atenção dos alunos e apenas consegue fazê-lo quando conta histórias da sua infância na Irlanda. O passar dos anos foi-lhe trazendo alguma segurança, e permitiu ao mesmo tempo que aplicasse os seus peculiares métodos pedagógicos nas aulas de Escrita Criativa que leccionou. Não só a escrita é despretensiosa, como é também despretensiosa e humilde a forma como Frank McCourt fala do sucesso que os seus métodos de ensino tiveram. Isto porque estamos perante um homem que tentou sempre fazer aquilo que lhe parecia melhor, na vida como no emprego, apesar de todas as suas inseguranças e defeitos e de ter cometido alguns erros que o ensinaram o que precisava de aprender. Pessoalmente, achei a história deste homem interessantíssima (pelo menos no período que nos é relatada), também porque muitas vezes consegui identificar-me com os sentimentos de insegurança e procura de vocação que descreve. Quanto aos métodos de ensino, para além das suas peculiaridades, estes tinham sempre por base a ideia de que é possível fazer alguma coisa de todos os alunos, por mais desesperado que pareça o caso… basta tentar compreendê-lo e descobrir como pode ser motivado. E essa é uma ideia que me agrada bastante.
Isto para dizer que foi uma leitura que me agradou imenso e que recomendo vivamente. – Célia M.
Posts relacionados:




Olá amigos,
gostei muito deste post, e não vou deixar de procurar este livro para acrescentar às minhas leituras.
Beijo
Tenho bastante curiosidade em ler este autor. Sempre me pareceu simples e cativante e, a julgar pela tua crítica, é-o. Espero vir a adquirir este livro, já que tenho as outras obras dela que mencionáste.
Este é um dos livros que quero adquirir, fruto do meu apreço por McCourt.
É ótimo ler uma obra que nos agrada tanto, né?
E que venham muito mais leituras como essa! Beijos!
Olá,
Eu ganhei um selinho muito carinhoso no meu blog e nas minhas indicações coloquei você por este maravilhoso trabalho desenvolvido aqui que acompanho sempre que posso!
Passa lá para pegar o seu presente
http://cabiveiseincabiveis.blogspot.com/2009/09/meu-segundo-selinho.html
Abraços fortes… e PARABÉNS
Estou a terminar a leitura deste livro e estou a adorar, recomendo vivamente!
O percurso de vida do autor é muito interessante, desde a forma como ele ingressou na carreira de professor até aos mecanismos por ele encontrados para captar a atenção dos alunos. A escrita é simples, mas cativante, pelo que me tem levado a esboçar vários sorrisos à medida que leio o livro =)
Enquanto professora, também, ando com este livro espremendo o tempo que não sobra para ir lendo ora duas páginas, ora aquelas poucas possíveis.
Estou claramente rendida, pois revejo-me nas mesmas dúvidas hoje em dia, nas observações numa sala de aula, delicio-me com o humor do professor, a quem aqueles adolescentes que caracteriza com precisão logo de início, chamam "man". Há muita irreverência e há o lado humano com as suas fraquezas, confissões, receios e pequenos triunfos.
Nunca me aconteceu andar uma sandes a voar pela sala mas há aqueles momentos em que penso "e agora o que faço?". O primeiro dia de aulas é tremendo – é o retrato que fica logo tirado, com equívocos ou não.
Gosto do tom, da escrita, da simplicidade e da franqueza. Gostei também do texto introdutório.
Professores ou não, já todos teremos sido adultos e, por isso, não posso deixar de recomendar a leitura deste livro.
Obrigada, Canochinha!
*já todos teremos sido alunos.