A Música das Borboletas
Autor: Rachael King
Título original: The Sound of Butterflies
Editora: Editorial Presença
Páginas: 288
ISBN: 9789722341998
Tradutora: Lucinda Santos Silva
Opinião: Já há muito tempo que a capa de um livro não me cativava tanto, mas atraiu-me também o interesse suscitado pela sinopse de A Música das Borboletas. Não sou grande apologista da Natureza, mas a história parecia ter todos os ingredientes para surpreender. Afinal, esqueceram-se do sal…
A acção centra-se na vida comum de um casal, Sophia e Thomas Edgar, que, de repente, após alguns meses de casamento, se afastam. A tentativa de glória chama por Thomas, um amante de borboletas, que parte para o Amazonas em busca de uma espécie rara e desconhecida. Durante o período de separação, ambos os personagens vão lutar por se impor: ela na sociedade londrina, tentando fugir aos estereótipos e críticas sociais da época e ao jugo familiar do seu pai; ele, um amador, num grupo de investigadores diplomados, com quem partiu e com quem deseja aprender e se igualar.
Porém, a viagem idílica de Thomas acaba por ter fortes consequências. No regresso a Londres, o casal percebe que o tempo os transformou, tornando-se estranhos um para o outro; e, simultaneamente, o naturalista regressa mudo e distante sem que se perceba porquê. O mistério que envolve a sua viagem, e consequente transformação psíquica, vai sendo desvendado ao longo de vários capítulos. Esse é, porventura, o grande ponto de interesse da obra, a qual peca por ver a sua acção muito centralizada nos protagonistas, sem desenvolvimento de outras personagens que podiam dar mais cor e animação.
A escrita de Rachael King é bastante fluída e realista, transportando-nos para cenários longínquos e povoados por várias curiosidades, quer culturais, quer no que diz respeito à fauna. No entanto, o facto da história ser contada de três formas distintas – pelo narrador, pelos diálogos entre as personagens e seus pensamentos, e pelas cartas de Thomas – exige muita concentração ao leitor, o que nem sempre permite encarar a leitura com leveza.
Confesso que, para mim, o livro se revelou uma montanha-russa: tão rápido cativa como se torna desinteressante e sem ritmo. Sigam o vosso instinto. – Cristina
6/10 – Bom, mas recomendado com reservas
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Andava de olho neste livro, mas pelo que contas já não sei se vou comprar. Vou esperar mais algum tempo e dar prioridade a outros livros.
A Estante tem dois selinhos à sua espera no blog Chá da Meia-Noite
De facto, a capa é belissima.Quanto ao livro em si, penso que talvez não seja o meu género.
Revelou-se uma montanha russa? Recomendado com reservas?
De certeza que se está a escrever sobre um livro?
Marina De,
Pode não concordar com o conteúdo da opinião expressa relativamente a este livro, mas não me parece que possa pôr em causa a forma que escolhemos para opinar sobre livros. Se existe alguma coisa que não lhe agrada neste blog ou nos posts que o compõem, de certeza que nesse mundo vasto que é a internet conseguirá encontrar opiniões escritas e classificadas de uma forma que consiga atingir os seus padrões de qualidade.
Marina De, obrigada desde já por perder tempo com uma opinião que lhe merece tantas críticas. Sim, estava a falar de um livro e não retiro nada do que disse. Eu escrevo aquilo que sinto, mesmo que isso possa parecer disparatado. A mim, soa-me bem e é fiel aos momentos de leitura que experienciei.
Como a Canochinha disse, o que não falta são blogs sobre livros, portanto, se está mal, procure novos sítios. Tenho todo o gosto em sugerir-lhe alguns… embora imagine que irá pôr o meu bom gosto em causa.