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O Punhal do Soberano

Friday, August 7, 2009 Post de Estante de Livros
Autor: Robin Hobb
Título Original: Royal Assassin (1.ª metade)
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 384
ISBN: 9789896371302
Tradutor: Jorge Candeias



Sinopse
Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo. Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo. Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?

Opinião
Neste segundo volume da Saga do Assassino (podem ver a opinião sobre o primeiro aqui), continuamos a acompanhar o crescimento de Fitz e a sua vida como bastardo na corte do Rei Sagaz. Fitz continua a tentar adaptar-se ao seu papel de assassino e espião do Rei e a sofrer com as imposições que estas tarefas acarretam. Já muitos conhecem as habilidades de Fitz com o Talento, mas quase todos ignoram que ele também possui uma habilidade chamada Manha, que lhe permite comunicar com os animais. Neste livro, Fitz arranja um novo amigo, Lobito, e confesso que gostei muito das partes entre os dois. No meio disto tudo, Fitz tem ainda de lutar pelos seus sentimentos em relação a Moli, uma amiga de infância que se tornou em algo mais.

A história segue as várias pontas soltas deixadas do livro anterior: para além do regresso de Fitz a Torre do Cervo e da sua evolução como homem do Rei, assistimos às consequências dos ataques dos Navios Vermelhos, com o aparecimento de vários “Forjados” (pessoas completamente desprovidas da sua essência, que agem como animais). Este ataque a pessoas inocentes continua a ser um dilema para o Rei e a sua corte, uma vez que tanto o processo como o objectivo continuam a ser uma incógnita, para além de trazer um grande sofrimento aos sobreviventes que vêm os seus entes queridos serem sujeitos à terrível tranformação.

Em termos de história, estamos perante um volume de transição, por assim dizer, em que fica a sensação de que estamos a ser preparados para acontecimentos e desenvolvimentos posteriores. Apesar de gostar imenso do enredo e da grande maioria das personagens que Robin Hobb criou para este livro (Veracidade, o Bobo, a Dama Paciência…), para mim o ponto alto (já o tinha sido no volume anterior) é mesmo a sua escrita e a forma como nos envolve no que estamos a ler. Há livros em que somos meros espectadores e em que simplesmente vamos testemunhando acontecimentos; há outros em que parece fazermos parte da história, em que as personagens acabam por se tornar amigos: este livro inclui-se, sem dúvida, nesta segunda categoria. Aguardo ansiosamente a publicação do próximo volume, “A Corte dos Traidores”, que constitui a 2.ª metade do original Royal Assassin e está previsto para Outubro deste ano. – Célia M.

8/10 – Muito Bom






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12 Responses to “O Punhal do Soberano”

  1. Pjsoueu says:

    Despertou-me o apetite pla leitura deste livro que desconhecia:)

    Bjs

    pj

  2. Carla Martins says:

    Nota 8…uhuuuuuu

    Tem uma promo lá no meu blog! Passa lá para prestigiar!

    Beijos e ótimo fds!

  3. Marta says:

    Ola
    Deixei um miminho no meu blogue para vocês
    Beijinho

  4. Mónica says:

    Já comprei o 1º volume da saga mas confesso que, apesar das óptimas críticas que tenho lido (inclusive a tua) ainda não me deu para pegar nesta série. Acho que tenho de me dedicar a ele brevemente pois, com dois livros tão bem pontuados, não é mesmo algo para se ignorar por muito tempo :)

    P.S.
    Continuo a ficar espantada com a velocidade a que lês HEHEHE

  5. Canochinha says:

    Mónica, quanto à velocidade a que leio… Deduzo que nem sempre vou ter tanto tempo como tenho agora, por isso é de aproveitar! :)

  6. zebra3 says:

    deixei uma coisinha no meu blog, passem por lá :) boas leituras!

  7. Cristina says:

    As tuas críticas tem-me espicaçado a curiosidade. Podes-me relembrar em quantos volumes consiste a saga?

  8. Canochinha says:

    Cristina, no original são 3 livros. Por cá, como o 2.º e o 3.º originais vão ser divididos em 2 volumes cada, a saga fica com um total de 5 volumes em Portugal.

  9. Paula says:

    Já comprei o primeiro volume, mas ainda não li :)

  10. Laelany says:

    Ando curiosa com estes livros e ao mesmo tempo com um pé atrás. Com as tuas críticas fiquei com vontade de ler.

    Quando vi os livros pensei que seria uma história sobre um assassino e a sua missão e que não ia sair muito desta linha. Mas parece que afinal não é assim :D

  11. João says:

    Acabei de ler este livro, mas sinceramente não percebi o título. Não reparei em nenhuma referencia a um punhal no livro, percebi que o soberano era o rei. Alguém me pode explicar??

    • Estante de Livros says:

      Sempre entendi o “Punhal” como uma referência ao Fitz, em sentido figurado…

      Célia


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