O Caso das Mangas Explosivas
Autor: Mohammed Hanif
Título Original: A Case of Exploding Mangoes (2008)
Editor: Porto Editora
Páginas: 327
ISBN: 9789720045126
Tradutor: Teresa Curvelo
Sinopse
No dia 17 de Agosto de 1988, o presidente paquistanês Zia ul-Haq morreu num acidente aéreo. No avião presidencial viajavam igualmente o chefe dos serviços secretos e o embaixador dos Estados Unidos. Não houve sobreviventes e, ainda hoje, a razão que levou à queda do avião continua envolta em mistério. O acidente ficou a dever-se a:
Falha mecânica?
Falha humana?
Impaciência da CIA?
Maldição de uma cega?
Generais descontentes com as suas pensões de reforma?
A estação das mangas?
Ou o responsável terá sido o próprio narrador, Ali Shigri, um jovem cadete da Força Aérea, que nos relata a sua participação nos acontecimentos?
Com um humor ácido e um ritmo trepidante, digno dos melhores thrillers políticos, Mohammed Hanif retrata sem contemplações os aspectos mais absurdos da vida militar durante os últimos dias de vida do cruel ditador Zia ul-Haq, expondo as manipulações de todos os implicados que, com a sua miopia política, contribuíram para o auge do fanatismo radical.
Opinião
Se pudesse definir o livro “ O Caso das Mangas Explosivas” eu não hesitaria e escolheria o adjectivo “ hilariante.” O livro de estreia do autor paquistanês, Mohammed Hanif, é uma pequena, e bela, surpresa, com uma história divertida, embora num registo bastante ácido e apesar de ter críticas bem negras à sociedade, ainda por cima embrulhadas numa capa muito atractiva. Tudo isto acaba por se tornar num conjunto de condimentos saborosos para não deixar de ler esta obra.
A história gira à volta do assassinato, ou pelo menos julga-se ser um assassinato, do presidente paquistanês Zia ul-Haq, na qual o narrador, Ali Shigri, cadete da Força Aérea e único sobrevivente do acidente, é o único suspeito de estar envolvido numa tremenda manipulação mas que se veio a provar ser mais uma tremenda trapalhada.
Durante o livro, vão-se narrando algumas das peripécias em que Zia ul-Haq está envolvido, desde a altura em que é preso, quase querendo à força que ele assumisse um crime do qual é inocente, passando até pelo um desmantelar de ideias feitas sobre o exército em geral, o paquistanês em particular pois claro, e sobre o que é a vida num país liderado por um ditador que apenas lidera no papel.
O narrador apresenta sempre um registo bastante irónico, com considerações divertidas das quais esperemos sempre um humor, por vezes, até bem negro.
Contar mais sobre o livro seria desvendar demasiado, e estragaria o prazer em descobrir mais esta história, por isso apenas digo que se puderem não hesitem comprar esta obra irresistível. – Ricardo
8/10 – Muito Bom
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Nunca pensei que este livro fosse orientado para a comédia. Pensava que era um drama qualquer, ou coisa do género. Agora vou ter que considerar lê-lo xD
Na praia toda a gente tinha esse livro. Não vou comprar. Mas obrigada pela opinião.
Rir lendo é ótimo, né? Se bem que eu leio muito no metrô, então ia ficar com fama de louca…hauhauhauhaua
Acho que fiz bem em comprá-lo… eheheheh
Quero ver se o leio quanto antes… Parece muito bom!
Assim como o Rui Bastos, também pensei que seria um livro mais sério. Sua resenha despertou meu interesse, realmente vou dar uma procurada!
Beijos
Não conhecia. Aliás, ando muito presa aos mesmos autores… fiquei curiosa, até porque o adjectivo 'hilariante' acaba por ser um grande motivo para esta leitura.
Obrigada pela sugestão.