Os Intocáveis
A acção de Os Intocáveis foca-se, sobretudo, na história pessoal e profissional de Danny Boy. Quando a história começa, ele tem 13 anos e carrega nos ombros o peso das responsabilidades de um homem de família. Por ela, faz tudo, embora nem sempre tome as decisões a pensar no bem desta ou nos sentimentos de quem pertence a esse círculo. O seu carácter altruísta vai-se transformando e, ao longo da trama, percebe-se que Danny é, de facto, um ser individualista, bruto e fortemente afectado pela violência psicológica e física de que fora vítima.
A obra de Martina Cole permite-nos uma viagem profunda ao mundo da Máfia, onde o personagem principal vai ganhando espaço. Pelo reconhecimento social, ele e o seu amigo Michael, personagem secundária, mas sempre presente na estória, são capazes de tudo e acabam por perder noção da realidade e do aceitável. O livro permite-nos compreender os valores por que se regem os Padrinhos, as ideias dos mesmos e os negócios a que, muitas vezes, se associam para prosperar. Inevitavelmente acabamos por pensar neste livro como um espelho da realidade siciliana, à qual sempre se fecha os olhos, mas que se sabe existir.
A acção está recheada de intriga, suspense e violência que nos deixa boquiabertos. Embora a trama esteja bem construída, o livro parece-me demasiado longo, perdendo, por vezes, o interesse. A autora podia ter evitado algumas descrições demasiado extensas e que pouco adiantam à obra, como também podia não ter cedido a uma linguagem dura, banal e marcada por algum calão. Percebe-se a intenção – levar os leitores a entrar no mundo dos “duros” – mas, às vezes, é quase forçada. Para quem, como eu, adora histórias sobre a Máfia e pretende descobrir um pouco mais sobre os seus códigos morais (independentemente de os aceitarmos ou não), é um livro a ler. – Cristina
7/10 – Bom
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Não é um livro que me desperte muita curiosidade.
Já me registei no forum.
E não sei se podia mas no meu blogue sobre livros escrevi um post hoje em que deixei link para este blogue devido a um livro que tenho ouvido falar mto bem aqui e no forum. se quiser espreitar o blogu é http://claudiaoliveiraescreve.blogspot.com/
O título me deixou com a maior curiosidade, mas depois que vi a nota, desenteressei-me.
beijos!
Li dois livros da Martina Cole: "Justiça Amarga" e "Duas Mulheres" e adorei. O primeiro é sobre uma mãe de três filhos que é uma prostituta; a história começa com o rapto da filha mais nova; gostei muito desta história porque esta mãe, apesar da profissão que exercia, amava os seus filhos acima de tudo e era capaz de tudo por eles; era uma mulher com sentimentos e esta filha que foi raptada tinha um QI baixo mas era especial e muito amada pela mãe e irmãos. E o segundo é sobre uma mulher que matou o marido a machado e é presa, mas a história tem um final muito inesperado, uma reviravolta espantosa, também esta mulher é mãe e tem um grande coração, então porque é que matou o marido com violência?! Só lendo é que se sabe.
Agora, este livro "Os intocáveis", não me desperta curiosidade, mesmo apesar de ser escrito por esta autora de que gosto muito, porque não me interessam histórias de Máfia. Só gosto de histórias sobre mulheres e mães. Recomendo a leitura dos dois primeiros, são muito bons!
Viva !
Se me permitem :
A afirmação de Saramago, em Portugal, parece ser um facto. Sem dúvida por ter ganho o prémio Nobel.
Creio que Saramago tem uma obra prima "Memorial de Convento". O resto quanto a mim deixa muito a desejar. Saramago, herdou duma escrita que foi forjada durante o fascismo e que trabalhou para que os seus textos escapassem à censura.
Mas acho que não há evoluição na sua escrita. Mesmo se os temas tratados reenviam para o inconsciente colectivo da humanidade ( ensaio sobre a cegueira por exemplo ).
O ano da morte de Ricardo Reis parece-me algo fácil e, ao mesmo tempo, destruidor da obra de Pessoa. Algo oportunista.
Não deixa de ser curioso que todos os livreiros Parisienses tivessem exposto, em suas montras, as obras de Lobo Antunes, quando souberam que Saramago tinha ganho o prémio Nobel.
Não vou escrever mais sobre o assunto : Já vi círculos literários andarem à batada por causa de opiniões diferentes.
Eu acho que o blog está muito bem. E de blogs literários são sempre necessários. Não li o blog todo : Já apresentaram Le Clézio ?
No que diz respeito à Máfia. Até agora, segundo o que li, o autor que melhor a pode dar a entender é Umberto Eco ( Nome da Rosa ). Veja-se o papel de Jorge.
Não sei se incomodei : Mas a literatura é realmente não só parte do meu trabalho mas uma paixão para mim ( sobretudo a teoria literária )
E Viva o Porto !
Nunca li nada desta autora mas estive para comprar livros dela quando estive de férias devido ao preço acessível a que se encontravam.
Mesmo depois desta opinião, fiquei curiosa, e de algum modo aborrecida, por não ter investido em pelo menos um livro.
É uma autora a anotar no meu caderno de referências futuras.