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Das Palavras às Imagens (IV)

Saturday, July 18, 2009 Post de Estante de Livros

Estreou na passada quinta-feira mais um filme baseado na famosa série de livros "Harry Potter", da autoria da inglesa J.K. Rowling. Não sendo fã acérrima dos livros, gostei bastante na altura em que os li e vi todos os filmes até agora, pelo que já fui ver também Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Não consigo apontar todas as diferenças entre livro e filme, até porque o li quando saiu, em 2005, e só me lembro das linhas gerais da história.

São quase 2h30 de filme: achei um pouco longo e parado demais, e o que impede que se torne mais aborrecido são os comic-reliefs. Apenas na parte final o filme se torna dinâmico e realmente emocionante, e confesso que fez com que me viessem as lágrimas aos olhos.

Em termos de performance dos actores, continuo a achar o Daniel Radcliffe demasiado inexpressivo, e é pena porque a personagem merecia mais. De resto, gostei muito dos desempenhos do Michael Gambon (Dumbledore) e em especial do Alan Rickman (Snape).

Este filme irá ser especialmente apreciado pelos fãs da série, mas se olharmos para ele como obra de cinema, acho que deixa um bocadinho a desejar. O meu preferido da série continua a ser, sem sombra de dúvidas, "O Prisioneiro de Azkaban", realizado por Alfonso Cuarón, realizador que arriscou bastante, mas que na minha opinião foi o que conseguiu captar melhor a essência daquele mundo mágico.

O último livro desta série, Harry Potter and the Deathy Hollows (Harry Potter e os Talismãs da Morte) irá levado ao grande ecrã em dois filmes, com estreia marcada para 2010 e 2011. - Célia M.

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17 Responses to “Das Palavras às Imagens (IV)”

  1. WhiteLady3 says:

    Não se pode dizer que o livro seja muito mexido, pelo que se o filme é um pouco parado deve de estar algo fiel. :P

    O livro centra-​se sobre­tudo na des­co­berta do que levou Tom Mar­volo Rid­dle a tornar-​se em Vol­de­mort e que pas­sos tomou, sendo para isso usado o Pen­sa­tó­rio, estando a acção reser­vada no final com a demanda em busca de uma das Hor­cru­xes e o assalto (por assim dizer) a Hogwarts. Se tiver isso, acho que já me dou por con­tente se for ver o filme. :)

  2. Canochinha says:

    Hum… sin­ce­ra­mente gos­ta­ria de ter visto mais do Pen­sa­tó­rio e da his­tó­ria do Vol­de­mort. Acho que ele apa­re­ceu pouco. Mas a parte final está fixe :)

  3. Canochinha says:

    Ah, e deixa-​me acres­cen­tar: eu não disse que o filme não estava fiel ao livro… mas às vezes as coi­sas que fun­ci­o­nam bem num livro nem sem­pre fun­ci­o­nam bem num filme. O que eu achei é que podiam ter explo­rado melhor as cenas de acção que exis­tem no livro por forma a tor­nar o filme um boca­di­nho menos parado… Ou então encur­ta­vam a dura­ção do filme :)

  4. WhiteLady3 says:

    Mas o livro não tem tanta acção assim. As duas pri­mei­ras par­tes, por assim dizer, centram-​se sobre­tudo no novo ano de Harry (Quit­tich, aulas e ele a stres­sar por causa do Mal­foy) e nas visi­tas atra­vés do Pen­sa­tó­rio. Logo, não há assim tan­tas cenas de acção que pos­sam ser explo­ra­das, por­que essas só se dão mesmo no final. :/

    E então quer dizer que não explo­ram muito o Pen­sa­tó­rio? Era o que mais gos­tava de ver… *faz cara de choro* Bah, nunca mais é segunda!!

  5. Bruno says:

    Tam­bém li o livro mal ele saiu em Outu­bro de 2005. Quando fui ver o filme, sepa­rei aquela ideia que tinha na cabeça “se vai ser ou não total­mente fiel ao livro”.
    Não é fácil adap­tar este tipo de livros, com uma his­tó­ria riquís­sima, onde na adap­ta­ção cine­ma­to­grá­fica com 2h30 de dura­ção torna-​se impos­sí­vel colo­car cerca de 600 pági­nas…
    Na minha opi­nião a trama prin­ci­pal do livro está no filme, sabendo que mui­tas cenas estão mal con­ta­das e que para quem não leu o livro, fica sem per­ce­ber o que acon­te­ceu.
    Encon­trei alguns erros no filme, mas em geral, supe­rou as minhas expec­ta­ti­vas e tam­bém veio uma lágri­ma­zita ao canto do olho nas cenas finas do filme!
    ADOREI!! Sem dúvida, o mais dra­má­tico e com mais comé­dia de todos os outros filmes.

  6. Canochinha says:

    Whi­te­Lady, Quid­ditch é só um lamiré, no Pen­sa­tó­rio só vemos quando o Dum­ble­dore conhece o Vol­de­mort em cri­ança e depois a cena desta com o Slughorn. Já não me recordo ao certo da sequên­cia das cenas do livro… mas sin­ce­ra­mente, achei o filme muito para­dito e fiquei com a sen­sa­ção que podiam ter feito a coisa mais inte­res­sante. Mas lá está, não deixa de ser uma opi­nião ;)

  7. Canochinha says:

    Bruno, quanto a per­ce­ber a trama do filme… No final, um rapaz de 12 – 13 anos que estava ao meu lado, e que cla­ra­mente não tinha lido o livro, sai-​se com esta: “Então mas o filme acaba assim? Que por­ca­ria…” LOL

  8. WhiteLady3 says:

    no Pen­sa­tó­rio só vemos quando o Dum­ble­dore conhece o Vol­de­mort em cri­ança e depois a cena desta com o Slughorn.
    Bah, assim não vale! :(

  9. Canochinha says:

    Ups, des­culpa!!! :$ :$

  10. WhiteLady3 says:

    lol eu não estava a queixar-​me de spoi­lers, é mesmo de terem dei­xado um monte de coi­sas de fora, se só apa­re­cem essas duas cenas. ;)

  11. Canochinha says:

    Ahhh, lol!
    Pois, já muita coisa se me var­reu da memó­ria, mas tinha a ideia que haviam muito mais memó­rias explo­ra­das no Pen­sa­tó­rio e que nos davam uma visão muito melhor de quem era o Vol­de­mort. Mas só apa­rece isso mesmo :/

  12. WhiteLady3 says:

    Há mais e muito mais inte­res­san­tes, segundo o meu ponto de vista…

  13. Maria says:

    O meu livro favo­rito con­ti­nua a ser Harry Pot­ter e o Pri­si­o­neiro de Azka­ban, e con­cordo com a Cano­chi­nha, sem dúvida que, do ponto de vista cine­ma­to­grá­fico, o filme cor­res­pon­dente é o melhor dos 6; Alfonso Cua­rón é um rea­li­zado de mão cheia, que arris­cou bas­tante, foi exí­mio na direc­ção de acto­res e nos peque­nos por­me­no­res que fazem deste um filme muito bom, mesmo que Alfonso não esti­vesse muito bem “ambi­en­tado” como ele pró­prio refe­riu nal­gu­mas entre­vis­tas.
    Mas devo dizer que fiquei posi­ti­va­mente sur­pre­en­dida com este Half-​Blood Prince, prin­ci­pal­mente por­que con­se­guiu ficar bas­tante intenso na parte final e, enfim, os efei­tos espe­ci­ais são um regalo para os olhos. Pre­firo não tecer quais­quer com­pa­ra­ções com o livro, acho que é um erro, seja qual for o filme — os fil­mes são base­a­dos na his­tó­ria de um deter­mi­nado livro, não uma trans­po­si­ção total­mente fiel para um ecrã, senão, dei­xava de ser um filme (é o que acho; tal­vez seja a minha veia mais ciné­fila a falar ;) .

    Ah, e apro­veito para dar os pará­bens aos res­pon­sá­veis pela “Estante”, prezo muito a vossa opi­nião e pon­tos de vista. E agra­de­cer o tempo dis­pen­sado com o blog :D

  14. Maria says:

    Ah, só que­ria acres­cen­tar um desa­bafo: que bom seria se o Guil­lermo del Toro tivesse ficado com o pro­jecto, como era pre­visto… Enfim, you can’t always get what you want.

  15. Canochinha says:

    Maria, começo por agra­de­cer os elo­gios! Todo o tempo que dedi­ca­mos ao blog é empre­gue com todo o cari­nho :)

    Quanto ao “Pri­si­o­neiro”, con­cordo basi­ca­mente com tudo o que dis­seste. Este deixou-​me um boca­di­nho a dese­jar, mas ainda assim acho que vale a pena, espe­ci­al­mente pela parte final. E já agora, par­ti­lho ple­na­mente a tua opi­nião quanto ao Guil­lermo Del Toro! Bem, vamos espe­rar pelo tra­ba­lho dele n’”O Hob­bit” :)

  16. PortoMaravilha says:

    Fiquei bas­tante decep­ci­o­nado com o filme.

    A autora ela­bo­rou, quanto a mim, uma exce­lente obra. Creio que a par­tir do segundo tomo se sente a von­tade duma cons­tru­ção, dum plano.

    O pano de fundo não é mais que a re-​visita da his­tó­ria do nazismo. Puros-​Sangue con­tra lati­nos e outros( san­gue mis­tu­rado ou impuro ).

    O último filme peca quer pela dura­ção ( muito longo ) e, sobre­tudo, pela inca­pa­ci­dade que terá o espec­ta­dor que não leu o livro em enten­der qual é o papel do livro que H. Pot­ter guarda con­sigo. Não conheço as tra­du­ções em Por­tu­guês : O Livro do prín­cipe de san­gue mis­tu­rado trans­forma total­mente H Pot­ter. Algo que não se entende bem na tela.

    Uma das minhas pai­xões é a lite­ra­tura ( com a Banda Dese­nhada /​Acho que a Banda dese­nhada já é literatura ).

    Ater­rei aqui via os Por­tis­tas de Ban­cada, via o blog para o qual comento ( Bibo-​Porto ).

    Se me auto­ri­za­rem, será com pra­zer que darei a minha opi­nião de Hobbit-​Portista (lol) sobre as vos­sas lei­tu­ras em curso.

    E Viva o Porto !

  17. Laelany says:

    Fui ver hoje o filme..por sim­ples acaso.

    Con­fesso que não li o livro. Só li a série até ao 4º livro, Harry Pot­ter e o Cálice de Fogo e desde então,não sei bem porquê, não me deu para ler o resto dos livros.

    No entanto, vi os filmes.

    Não gos­tei deste filme =S Achei-​o muito muito longo. Penso que con­se­gui per­ce­ber o geral do enredo todo, mas não era muito claro. Apos­ta­ram mais nas cenas de comé­dia que rodam à volta dos namo­ros dos per­so­na­gens (que até foram bem engraçadas).


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