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Opinião: Cruel Abandono | Penny Vincenzi

Autor: Penny Vincenzi
Título original: Sheer Abandon (2003)
Editora: Porto Editora
Páginas: 640
ISBN: 9789720045041
Tradutor: Isabel Alves
Origem: Recebido para crítica 

Sinopse: Numa noite de 1986, uma bebé recém-nascida é encontrada abandonada no aeroporto de Heathrow. Goradas as investigações, a criança é entregue às autoridades e posteriormente adoptada.
Passados quinze anos, a bebé, Kate, é já uma bela adolescente, aspirante a modelo, que decide procurar a mãe biológica.
Essa busca vai reunir três mulheres – Martha, Clio e Jocasta – que 16 anos antes se tinham conhecido, casualmente, durante uma viagem à Tailândia.
As três amigas têm agora vidas agitadas mas bem-sucedidas, cheias de preocupações profissionais e de relações amorosas nem sempre fáceis. Martha continua solteira e é uma advogada de sucesso; Clio é uma médica presa a um casamento falhado; Jocasta é uma jornalista apaixonada por um homem com pavor dos compromissos.
Kate irá concretizar o seu desejo de conhecer a mãe biológica, mas isso obrigará a que seja revelado um segredo que uma das mulheres guardara ciosamente ao longo de todos esses anos…

Opinião: Cruel Abandono começa o seu enredo em 1986, quando uma jovem mulher chega ao aeroporto de Heathrow vinda de Banguecoque e dá à luz numa arrecadação, abandonando lá o bebé. Sabemos também que, no ano anterior, três jovens – Jocasta, Martha e Clio – tinham partido numa aventura pela Tailândia, pelo que o mistério relativamente à identidade da mãe é o motor que conduz a história, de volta ao presente.

Ao longo das páginas deste livro, vamos acompanhando a vida e a história destas três mulheres: as suas profissões, os seus relacionamentos e os seus sentimentos. Mas para além das personagens principais, temos também oportunidade de ir conhecendo um leque de várias personagens secundárias, incluindo a bebé abandonada no aeroporto, agora uma adolescente, que deseja descobrir quem é a sua mãe biológica. De facto, este é o principal foco de interesse da história e posso dizer que, uma vez desvendado o mistério, e mesmo ficando por saber quem é o pai (cuja identidade adivinhei ainda antes de saber quem era a mãe), senti que o dinamismo da história se ressentiu um pouco. Já agora, aproveito para dizer que me parece que o livro ganharia caso tivesse menos 150-200 páginas.

Apesar disso, foi uma leitura agradável e interessante, porque as personagens são bem dimensionadas e a história é suficientemente interessante para conseguir agarrar o leitor. O livro apresenta ainda uma dimensão interessante (para quem gosta do tema), entrando nos meandros da política e das suas influências. Resumindo, é uma boa leitura de Verão.

Classificação: 7/10 – Bom


Sobre Célia

Tenho 36 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.