Confissões ao Luar
Autor: Alice HoffmanTítulo Original: Skylight Confessions
Editor: Edições ASA
Páginas: 208
ISBN: 9789892305394
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
Sinopse
Arlyn Singer acredita no destino e no poder dos sentimentos. Intimamente, sabe que existem pessoas mágicas «que sabem voar». Naquele que será um dos momentos mais determinantes da sua vida, Arlyn pressente a chegada do seu grande amor. Mas o destino parece pregar-lhe uma partida ao colocar o frio e calculista John Moody no seu caminho. John é o oposto da sonhadora Arlyn. Contudo, a paixão entre ambos é arrebatadora e o casamento inevitável. A vida encarregar-se-á de os levar, a eles e aos seus filhos, a uma insólita casa de vidro no campo, mas também aos arranha-céus de Manhattan e às águas azuis do estreito de Long Island… Um caminho de perda e redenção que inclui Sam, o filho de ambos, um artista brilhante e explosivo; Blanca, a bela solitária que tenta desesperadamente proteger o irmão do seu destino e que vive a sua própria vida num mundo habitado por livros; e Will, o neto, a braços com uma família fragmentada, emocional e misteriosa que, afinal, nada sabe sobre o amor.
Uma família tão real e tão frágil que poderia verdadeiramente ter existido para escrever a sua própria história. Um livro impossível de esquecer, que exigirá um novo olhar sobre a vida familiar e os laços que nos unem.
Opinião
Confissões ao Luar está dividido em 3 partes: cada uma delas é contada na perspectiva de uma personagem, que pertence a uma geração diferente de uma família disfuncional.
A primeira parte apresenta-nos Arlyn Singer, uma jovem de 17 anos que, após perder o pai, encontra John Moody e apaixona-se por ele, acreditando que os dois estão destinados um ao outro. No entanto, depressa o conto de fadas se torna em pesadelo. Para além das dificuldades no seu casamento, Arlyn e John têm ainda de lidar com o filho Sam, que desde cedo se mostra uma criança diferente e que ficará para sempre marcado por um acontecimento traumático. A segunda e terceira partes são relatadas na perspectiva de Blanca, filha de Arly, e Will, filho de Sam.
Apesar de Alice Hoffman ter uma escrita agradável, nunca me senti completamente dentro da história; as personagens e as suas motivações também foram sempre uma espécie de enigma. Algo que pode ter contribuído para isso é que tive a impressão que a história é contada um pouco depressa demais e que mereceria um pouco mais de desenvolvimento. O livro é relativamente pesado, mas tem algumas reflexões interessantes sobre as escolhas que fazemos e os caminhos que tomamos. De referir ainda a presença de alguns elementos sobrenaturais na história, nomeadamente fantasmas.
Resumindo, foi uma leitura agradável a espaços mas que não me marcou particularmente. Segundo algumas opiniões que li, não sera também o livro mais conseguido da autora, pelo que se mantém a vontade de ler outros livros seus. – Célia M.
5/10 – Razoável
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Esta autora é conhecida pela sua escrita enigmática, aberta a interpretações diferentes.
Este livro está na lista de desejos, mas já li o "Encantamento" e até gostei.
Deixo aqui o link para a minha opinião no caso de teres curiosidade.
Bjinhos
Também estou lendo um livro que não está marcando não…isso me incomoda! Afe!
Com a rapidez que les os livros achas que consegues tirar partido das historias e personagens?
Cláudia, se não achasse lia mais devagar. Cada pessoa tem o seu próprio ritmo de leitura, há quem precise de ler mais devagar para apreciar a história adequadamente a história e há quem não precise, como é o meu caso.
Para além disso, de momento estou de férias, o que significa que tenho mais tempo disponível para ler.
Quando li a sinopse pareceu-me mais interessado do que aquilo que a tua sinopse deixa entender. Acho que desce uns quantos degraus na minha lista de interesses.
Não sendo nada comigo, só gostava de dizer que cada pessoa tem o seu ritmo de leitura. Acho que todos os que visitam o blog têm consciência de que as mensagens/histórias dos livros que a Canochinha lê são devidamente apreendidas, dado as suas críticas serem tão apaixonantes e esclarecedoras.
Também conto desforrar-me nas férias e ler, ler, ler… até não poder mais!
Ler faz bem pra alma….
estou esclarecida