333
Autor: Pedro Sena-LinoEditor: Porto Editora
Páginas: 184
ISBN: 9789720042743
Sinopse
Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos.
É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida.
Opinião
Pedro Sena-Lino é um poeta com vários livros publicados, e 333 é o seu primeiro romance, fazendo aquilo que eu chamaria poesia em prosa.
Acho que a maioria dos leitores gosta de ler livros sobre livros, e eu não sou excepção. Portanto, a mini-sinopse acima é, no mínimo, cativante. Esta é a história de um livro muito especial e do destino que tiveram os seus 333 exemplares. Escrito por uma freira portuguesa e impresso em Milão, o livro é uma compilação de cartas plenas de sentimento. Entre todos os exemplares, alguns perderam-se, outros nunca foram lidos e muitos tiveram um triste fim; porém, vários deles mudaram para sempre a vida de quem os leu, tornando-se difícil distinguir onde acaba a história do livro e começa a vida do leitor, tal é a ligação criada entre ambos.
E assim decorre o livro, descrevendo o destino dos livros, em histórias mais curtas ou mais longas, como pequenas peças que se vão juntando para formar o belo puzzle final, sendo a cola a bela escrita de Pedro Sena-Lino, que é uma autêntica lufada de ar fresco. Este livro é ainda, tal como o autor refere, uma homenagem às mulheres escritoras que, ao longo dos séculos, lutaram contra a discriminação a que foram votadas.
Termino com uma pequena passagem que retirei do livro e que muito me agradou:
Quando um livro se abre, solicita-nos, pede-nos. Convoca-nos: não estamos apenas no voltar das páginas, ou a segurá-lo. Implica esse gesto que o agarremos no nosso interior, que lhe demos um mundo onde exista, onde alicerce o seu. Abre-se porque precisa do que o leitor é e lhe dá. O livro é vivo pela vida do leitor. E, por isso, não se abre logo; revela-se, tanto quanto dois mundos se tocam ao final das suas geografias – e aí, apenas nesse lugar onde dois extremos se ligam, se cria o imaginário, a eternidade dos vivos.
Célia M.
8/10 – Muito Bom
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Tenho a convicção que a sua leitura poderia ser uma bela surpresa.
Por causa do titulo pensei que fosse um daqueles livros sobre uma segredo mirabolante que abala a sociedade, à la codigo da vinci. lol.
Como nos pudemos enganar!lol
Parece ser uma boa leitura e por isso vai para a minha sempre crescente wishlist.
Este foi um livro que mal saiu captou-me logo a atenção.
Espero lê-lo em breve.
Já agora, adorei o excerto!
Do blog Vidas Desfolhadas
http://www.vidasdesfolhadas.blogspot.com/
Estou como a Madrigal, pelo título pensei que fosse mais um daqueles livros de conspirações mirabolantes e nem me dei ao trabalho de ler a sinopse.
Depois desta tua opinião e, mais concretamente, do excerto que colocaste, é sem dúvida uma opção a ter em conta nas próximas compras.
Engraçado, também pensei como a Madrigal, que fosse mais uma daquelas histórias à lá Dan Brown que entopem as livrarias e que já enjoam perante tanta falta de originalidade. Por isso digo que até poderia ser uma boa surpresa este livro.
Acreditem que não tem mesmo NADA a ver
Eu acho que a "culpada dessa situação é a capa e a sinopse até poderia ser bem mais explicita.
lololol
Pensa tudo o mesmo!
Podiam fazer um post sobre isso: o que sugere a capa de um livro ou mesmo o seu titulo sem a leitura da sipnose.
A moda do Dan Brown já acabou. agora o que está a dar é vampiros, ou melhor raparigas adolescentes e vampiros.lol
Madrigal, por acaso isso é uma excelente ideia! Costuma-se dizer "Don't judge a book by its cover" e este 333 é um excelente exemplo, não porque a capa seja feia mas porque, quanto a mim, não transmite a ideia certa acerca do que o livro contém. Depois, há as capas horríveis em livros excelente e talvez mais frenquentemente o contrário
Canochinha, o problema é que "os olhos tb comem". lol Muitas capas atraem ou repelem as pessoas. Uma vez vi num documentário inglês, que os editores passavam bastante tempo a discutir as capas do livro. Por exemplo, aquele livro que saiu recentemente. "O beijo de Gustav Klimt" tem uma capa lindissima, estive a ver a edição inglesa e achei a capa horrivel, perante as duas numa livraria a que eu pegava primeiro era a nossa edição.
Parece extremamente interessante. Nunca tinha ouvido falar dele e, quando te vi a ler, associei outra coisa qualquer ao título. Fazer dos livros protagonistas é simplesmente adorável.
Canochinha, como vai? Escrevo do Brasil, e me interessei muito por este livro "333". Procurei em algumas livrarias do Brasil e não encontrei… você sabe se há uma edição brasileira dele?
Abraços.
Tatiana, o livro é de um escritor português e foi publicado muito recentemente por cá por isso ainda não existe nenhuma edição no Brasil.
Por acaso a capa já me tinha chamado várias vezes a atenção
E a tua crítica, canochinha, ainda me aguçou mais a curiosidade