A Cidadela Branca
Autor: Orhan Pamuk
Editor: Editorial Presença
Páginas: 181
Tradutor: Manuela Vaz
Sinopse
Em pleno século XVII, num mundo misto de fantástica sabedoria e de assustadora barbárie, um jovem estudante italiano viajava tranquilamente de Veneza para Nápoles quando foi capturado por piratas turcos. Após algumas voltas e reviravoltas do destino, torna-se escravo de um estranho cientista turco, conhecido como o Mestre. Este sábio, ávido pelo conhecimento científico e progressos intelectuais do Oeste, procura, recorrendo ao diferente saber do prisioneiro, conseguir o seu aperfeiçoamento intelectual e científico, e nos anos que se seguiram o escravo ensina ao Mestre o que ele aprendera no velho continente, da medicina à pirotecnia. Mas Hojas o Mestre, quer mais: quer saber o porquê de serem quem são e até que ponto, uma vez desvendados e trocados os seus mais íntimos segredos, as suas identidades não serão confundidas ou trocadas.
Opinião
Depois de me ter deliciado com as suas crónicas, no livro Outras Cores, fiquei ainda mais curioso em conhecer a obra, premiada com o Nobel da Literatura, do turco Orhan Pamuk.
Sempre gostei de obras de escritores que me dão a conhecer os modos de vida, e as tradições seculares, dos seus povos e das suas religiões. Como Salman Rushdie (um dos meus escritores favoritos), entre outros, Pamuk dá-nos a conhecer as tradições muçulmanas, quase sempre inspiradas no livro “ As mil e uma noites”.
“A cidadela branca” é um livro pequeno, mas recheado de detalhes filosóficos, reflectindo a existência humana de duas pessoas, mas que podemos reflectir sobre a nossa própria existência.
A história gira à volta de um estudante italiano que, no século XVII, é raptado por piratas turcos tornando-se escravo de um cientista. Hojas, o cientista, é mais conhecido por o Mestre que aproveita a extraordinária capacidade intelectual do seu para viver uma vida diferente da que estava a viver até ao momento.
No meio duma peste que começa a assolar a cidade, o Mestre pede ao escravo que escreva, ao mesmo tempo do que ele, histórias da sua vida que tenha vivido. Curioso é que o escravo e o Mestre são idênticos, quase gémeos, levando-os a confundir as suas identidades, quase como se estivessem os dois a viverem a mesma vida.
As perguntas “sou o que sou? “ e “O que sou eu?“ são aquelas que o Mestre gostaria de serem respondidas, reflectindo a sua vivência na vida.
8/10 – Muito Bom
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Ainda bem que gostaste!!!
Sou sincero, não sei bem se este é um bom livro para começar Pamuk, mas no teu caso não foi o primeiro, portanto acho que ias preparado…
Agora tens de ler “A Vida Nova”. Mas volto a avisar-te: “A Vida Nova” não tem mesmo nada a ver com “A Cidadela Branca”. É diferente, um pouco mais deprimente até, cinzento… Mas se gostaste da escrita directa de Pamuk e se gostaste desta reflexão sobre a existência humana, então acho que vais gostar da Vida Nova! Pessoalmente, a conclusão desse livro mudou totalmente a minha maneira de ver o mundo.
Espero que continues a apostar no autor… E que estejas preparado para tudo, e que gostes!!!
Com tantas coisas boas que dizem sobre este escritor, vou ter mesmo de experimentar.:)
sobre sua pergunta, às vezes uso um pouco de aquarela nas últimas camada, mas naqueles trabalhos foram só vinho.
abxxxx!
Pedro, por um lado penso que é um dos livros bons para começar, a história é curta e como é dos livros do seu inicio de carreira assim podemos acompanhar a sua evolução como escritor. Por outro, este não era bem o livro que queria começar a ler deste escritor, mas foi, o que na altura me apareceu e resolvi experimentar. Gostei, pois claro, voltarei a Pamuk brevemente.
Aguardo a tua crítica ao “Firmin”, de Sam Savage, pois acredito que vais gostar.
Quanto mais te oiço falar deste escritor, mais interessada fico. Ainda assim, sinto-me pouco preparada para enfrentar a complexidade que as suas obras retractam.
Boas leituras!
Do autor já li A Vida Nova, e honestamente não gostei particularmente…
Claro quefico sempre feliz por encontrar quemtenha boas opiniões dos autores de quem não gostei particularmente, porque fico sempre mais descansada!