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A Gárgula

Monday, April 13, 2009 Post de Estante de Livros
Autor: Andrew Davidson
Editor: Caderno
Páginas: 552
ISBN: 9789892301747
Tradutor: Elsa T. S. Vieira



Sinopse
O belo e atormentado narrador de A Gárgula conduz numa estrada sinuosa quando é ofuscado pelo que parecia ser uma saraivada de setas. Despenha-se numa ravina e acorda numa unidade de queimados, sofrendo as torturas dos condenados. É agora um monstro. A sua vida acabou. Mas está apenas a começar: um dia, Marianne Engel, uma encantadora e indomável escultora de gárgulas, entra no seu quarto e revela-lhe que foram amantes na Alemanha medieval: ele, um mercenário que sofrera terríveis queimaduras; ela, uma freira escriba no famoso mosteiro de Engelthal, onde lhe prestara cuidados de enfermagem. À medida que se desenrola a sua história, qual Scherazade, e relata outras histórias igualmente fantásticas de amor imortal no Japão, Islândia, Itália e Inglaterra, o narrador é devolvido à vida e, por fim, ao amor. A Gárgula é um romance extraordinário que levará o leitor numa metamórfica e original viagem. Fá-lo-á acreditar no amor, em milagres e na rendição. O mais extraordinário romance de estreia da última década: uma fascinante história de amor sobre o poder libertador do sofrimento, que transcende os limites do nosso tempo e espaço.

Opinião
Fiquei com este livro debaixo de olho desde que saiu porque gostei da sinopse e achei a história original, mas agora que já o li vejo que a sinopse não nos prepara exactamente para o que vamos encontrar. Eu não sei bem o que esperava deste livro, mas, de facto, não foi nada daquilo que estava à espera. O que não quer dizer que não gostei.

O narrador da história (cujo nome nunca chegamos a conhecer) começa a contá-la a partir de um acidente de viação que queimou o seu corpo quase por completo e que o leva a permanecer numa unidade de queimados em recuperação. Ao longo desse tempo, ele irá conhecer várias pessoas muito diferentes das suas anteriores companhias, uma vez que antes do acidente ele era um actor pornográfico viciado em cocaína. Entre essas pessoas, está Marianne Engel, que os médicos acreditam sofrer de esquizofrenia, e que afirma que ela e a personagem principal se conheceram muitos séculos antes. Assim, a história presente é entrelaçada com relatos passados, nos quais Marianne conta ao narrador como se conheceram e qual foi o desenrolar da sua história.

O “Inferno” de Dante é muitas vezes referido ao longo do livro e existem alguns paralelismos (referidos, porque não conheço a obra de Dante). O elemento fogo é uma presença constante ao longo do livro e, de acordo com os mitos cristãos, é visto como uma forma de redenção. De certo modo, é isso que acaba por acontecer à personagem principal: a destruição da imagem que tinha antes do acidente acaba por fazê-lo dedicar-se ao seu interior.

Para além dos elementos históricos do livro, introduzidos pela voz de Marianne Engel, ela conta também várias histórias cujo ponto comum é o sacrifício por amor. Adorei-as todas, mas gostei em especial da história de Sei.

Gostei muito da forma que Andrew Davidson escolheu para escrever o seu livro. Utiliza um tom muito sarcástico, por vezes, mas na maior parte do tempo consegue perfeitamente fazer-nos entrar na cabeça da sua personagem e compreender os seus sentimentos.

Um livro estranho, mas que se entranha… Recomendo! – Célia M.

8/10 – Muito Bom






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10 Responses to “A Gárgula”

  1. Tita says:

    Comprei este livro num alfarrabista e estou à espera q chegue… e dp… vai para lista de espera =P
    Mas se já andava curiosa em relação ao livro…agora, depois da tua opinião, ainda fiquei mais =)

  2. Francisco Norega says:

    Já tinha olhado para esse livro várias vezes, na Fnac cá de Coimbra.

    No entanto, estava algo reticente, mas pela tua crítica acho que é um livro a não perder ;) A ver se o compro, quando tiver possibilidade.

  3. Miar à chuva says:

    Assim como tu, quando este livro saiu fiquei com ele “debaixo de olho”. No entanto já és a 3ª pessoa cuja opinião é “o livro é MUITo estranho” ou “as primeiras páginas são difíceis de nos conquistar” mas que depois gostam…
    Continuo sem saber muito bem o que pensar. Pode ser que arrisque a comprá-lo.

  4. Canochinha says:

    Muito sinceramente, acho que a leitura vale a pena. Se te surgir uma boa oportunidade, não a desperdices ;)

  5. Madrigal says:

    É o livro que estou a ler. Tal como a Canochinha também o comprei porque gostei da sipnose.
    Prendeu-me desde as primeiras páginas e não o acho estranho. Mas como sou fã dos Ficheiros Secretos, Dr. Who, Buffy e vi alguns dos filmes do Tim Burton poucas coisas me parecem estranhas. lol

  6. Canochinha says:

    Madrigal, depois vou gostar de saber a tua opinião :)

  7. katy says:

    Ando doida pa ler esse livro! Mas tenho imeeensos, pelo que vou esperar por uma promoção ou assim..mas com certeza o lerei! ;)

  8. Mónica says:

    Também gostei muito deste livro. Achei-o diferente e foi essa diferença que me prendeu logo de início.

    Como diria Fernando Pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

    Definitivamente um livro a não perder!

  9. Madrigal says:

    Canochinha, está combinado. :)

  10. Miss Alcor says:

    Parece-me MUITO bem!
    Fiquei super curiosa com a história, e se é um livro que nos faz dar valor aquilo que possuímos e não ao que podemos arranjar externamente como gratificação, deve realmente ser genial!


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