Tesouros Escondidos
Para descomprimir da agitação que marca actualmente a minha vida diária, apostei numa leitura mais leve. A escolha recaiu sobre o novo livro da Nora Roberts, Tesouros Escondidos, sobretudo pelo sucesso da autora em Portugal e por conhecer pouco da sua obra. Tesouros Escondidos não é, de facto, nenhuma obra-prima, mas agarra-nos por completo até à última página e encanta os corações mais românticos.
Há quem diga que os livros da Nora Roberts são todos fruto de uma fórmula de sucesso, onde só mudam as personagens. Eu, por enquanto, só li dois, mas pareceram-me bem diferentes. A acção de Tesouros Escondidos centra-se na relação entre Dora Conroy, proprietária de uma loja de antiquidades, e Jed Skimmerhorn. Os seus caminhos cruzam-se quando Jed ao tentar romper com o seu passado, esquecendo a sua profissão, a sua família e algumas das suas memórias, decide alugar um apartamento a Dora, cuja alegria e força interior serão um grande apoio. Com o passar do tempo, entre eles cresce uma relação de amor-ódio que nos vai apaixonando. Por vezes, encanta-nos a força de Dora, por outras, o romantismo de Jed, o que torna a leitura viciante.
Contudo, a história deste livro não se cinge às peripécias amorosas dos dois protagonistas. A estas, a autora acrescentou, em dose qb, o suspense de uma investigação policial envolvendo o roubo de um quadro que, por acaso, Dora adquire num leilão. Por onde o quadro passa deixa um rasto de morte que chega até Dora e que, durante algum tempo, a atemoriza. A autora explorou uma intriga interessante e carregada de tensões, pelo que, apesar de, desde o início, sabermos quem é o chefe da quadrilha, a forma como é apanhado ou as suas decisões para reconquistar o quadro surpreendem-nos sempre.
Numa obra cativante, o meu destaque vai para as descrições da autora que, sem exageros nem excessivos cuidados literários, consegue apelar às nossas emoções e aos nossos sentidos, transmitindo imagens tão realistas que parece que estamos a presenciá-las. A escrita fluída torna a leitura viciante e, por vezes, é difícil pararmos. Tanto assim é que, quando terminei a leitura, ontem de manhã, senti-me desgostosa por ter chegado ao fim. Aconselho vivamente. – Cristina
8/10 – Muito bom
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Apesar de já ter ouvido falar muito desta escritora, ainda não li nada da autora. Quem sabe se não me atrevo este ano…
Parece uma obra interessante, sem dúvida… Vai dar a lista. Obrigado.
http://ossonseasletras.blogspot.com/
Bem… fiquei entusiasmada!! É bem capaz de ser o livro com que me iniciarei nesta autora =)
Obrigada pela sugestão e opinião =)
Já há um tempinho que não pego num livro da Nora Roberts porque não tendo andado para aí virada… Mas não há dúvida que, de vez em quando, sabe bem para desanuviar
Ainda só li um livro da Nora Roberts, “Dama Negra” ou algo parecido, e este livro parece uma boa escolha para ir desanuviando de vez em quando
Gostei ler a tua opinião, mas estou com um pé atrás em relação a este livro… Já li vários desta escritora e os últimos desiludiram-me… Os melhores dela são, sem dúvida: a trilogia da Irlanda (há a intensidade das palavras, do cheiro, dos sentimentos, da música, das amizades e tudo), Lua em Sangue (várias personagens, vidente, crime, suspense, também amizades) e Pantâno da Meia Noite (sobrenatural mas interessante, diferente). Foram os que mais gostei e tos recomendo. São surpreendentes.
Vou tentar ver se os leio, flicka. Creio que este não fica atrás na questão de tu sentires as emoções e quase presenciares as cenas da história. É viciante.
Ainda não li nada desta autora, tenho um para ler, mas já há algum tempo que ando de olho nela. Participei no passatempo para tentar ganhar este e gostei dos capítulos disponíveis. Talvez venha a adquiri-lo…
Só lium livro da Nora Roberts, mas gostei bastante!
Este parece-me muito interessante, e realmente às vezes faz falta umac oisita para desanuviar!