Palomar
A primeira sensação que tive quando acabei de ler “Palomar”, de Italo Calvino, foi mesmo que, numa outra altura da minha vida, iria, certamente, relê-lo. E, talvez, com essa releitura, iria apreciar esta obra duma outra maneira, duma maneira quiçá mais “madura”, porque este livro merece ser lido com tempo (certamente irei relê-lo numa altura de férias), pensado, discutido e depois ser-lhe feita uma reflexão mais séria.
Digamos que, envolvido que estou no rebuliço dos dias e na falta de tempo, a altura para o ler não terá sido a melhor, e talvez desse mais valor a um livro mais “imediato” e não a um que necessita de ser lido com mais tempo, como refiro atrás.
Não quero dizer com isto que “Palomar” seja um mau livro, com uma história complicada, difícil, muito antes pelo contrário, a história, ou melhor, o conjunto de histórias de tão simples que são, merecem serem melhor percebidas, melhor discutidas e isso apenas com tempo e com uma reflexão. Não é à toa que eu considero o final muito melhor do que o seu início, provavelmente já me estava a habituar ao seu estilo, embora me pareça que no último capítulo tenha as reflexões mais pessoais com as quais acabamos por nos identificar depressa.
O livro gira à volta do Sr. Palomar e das suas “aventuras”, que acabam sempre numa reflexão filosófica. Ele está dividido em 3 capítulos, “As férias de Palomar”, “Palomar na cidade” e “Os silêncios de Palomar”, que depois estão subdivididos em pequenas histórias, onde descobrimos alguns sentidos às coisas mais mundanas do mundo.
Foi o primeiro livro de Calvino que li, certamente irei voltar a ler mais obras suas, principalmente as mais conhecidas.
Simples, muito narrativo e com reflexões merecedoras de destaque, é um livro que nos ajuda a ver o mundo com outros olhos e a reparar nas coisas mais simples que, muitas vezes, nos passam ao lado. – Ricardo
7/10 – Bom
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Não sei se será correcta a minha questão mas a vossa meta de livros nao andará a colocar-vos entraves na apreciação dos livros, ou seja, como querem atingir determinado número não andarão a “folhear” em vez de “explorar” os mesmos?
Desculpem se for incorrecto o que pergunto mas é algo honesto.
Caro anónimo, por acaso até estás a ser incorrecto. Isto porque a única pessoa aqui que tem uma meta de livros por ler este ano sou eu e se reparares esta opinião pertence ao Menphis. Portanto, aquilo que dizes não faz qualquer sentido.
Para além disso, pertence a cada um de nós determinar o que quer ler, quando e como.
Anónimo, eu não tenho nenhuma meta de livros, aliás eu não consigo que me limitem os livros, e que me digam quais os livros que irei ler, é por isso que nem consigo participar em leituras conjuntas, quanto mais me dizem para ler eu não leio
agora, certamente, este livro irei reler porque neste existiu sempre uma coisa que me limitou e muito: o tempo.
Mm… pois eu vou deixar uma sugestão, Menphis. O primeiro livro que li de Italo Calvino foi O Barão Trepador e fiquei rendida a mais este autor. Depois, escolhi mais obras dele e não me arrependi. Não li Palomar ainda. Num outro registo, o autor escreveu sobre contos de fadas – a merecer a nossa leitura também.
Boa continuação e o desafio de travar conhecimento com tal barão que não desce, nem por nada, das “suas” árvores. Irreverente e nada superficial.
Confesso que estava à espera desta crítica, quando vi que estavas a ler o livro.
.
Será um livro a ter em conta, especialmente pelo teu último parágrafo
SD
Parece um livro extremamente interessante. Essa análise e visão nova e descobridora que nos mostra inspira-me grande curiosidade. Agora, com a Sábado, sairá um livro dele e espero lê-lo. Conto ficar tão entusiasmada quanto tu.
Ainda para o Anónimo,mas agora com mais tempo: Compreendi bem a tua questão e nem achei que fosse por mal. A única situação que me levou a não explorar o livro de maneira mais conveniente foi mesmo o meu tempo, quase nunca um livro com 150 páginas me duravam 2 semanas,dura 3/4 dias. mas, este livro acabou por me aparecer numa altura em que a minha vida está muito ocupada, por isso tenho a sensação que é uma excelente obra mas a qual não a apreciei convenientemente. Digamos que fui um mau leitor da mesma, tendo a humildade suficiente para, daqui a algum tempo, voltar a pegar nela, mas com mais “tarimba” e tempo. Mas esta situação acontece-me algumas vezes, o caminho mais fácil é abandonar o livro, mas este eu não queria fazer isso.
Hoje tive uma surpresa, cheguei à papelaria e vi o livro na Sábado. Embora me custasse comprar a revista por causa da capa, lá veio o livro também.
Menphis, uma dica: para a próxima, pergunta se podes levar só o livro. É o que eu faço todas as semanas e assim só gasto 1€
E quanto ao Barão Trepador, certamente o irei ler, assim como os seus contos. Aliás, vou aproveitar as promoções dos livros dele que estão na Feira de Livro de saldos aqui no Porto para comprar .
De Calvino li Se numa noite de Inverno um viajante e tenho em “lista de espera” o Barão Trepador. Gostei bastante da escrita do autor. Estou curiosa em relação a este que leste e também ao Cidades Invisíveis.
Sou um fã de Italo Calvino. OS seus contos (em edições dos anos setenta ou coisa parecida) são muito bons – na Teorema estão espalhados em volumes soltos, penso. Palomar é muito interessante, sim, bem como a trilogia dos nossos antepassados de que alguns leitores aqui falam. Destaco ainda As Cidades Invisíveis e Seis Propostas Para o Novo Milénio. Mas o meu favorito é, sem dúvida, Se Numa Noite de Inverno é um Viajante – enerva, apetece bater em alguém, mas para quem gosta de livros é das coisas mais recompensadoras de sempre! Vale a pena descobrir!
Tenho esse livro… igualzinho ao que está na foto… mas ainda não li!! Chegará a vez dele…
Compreendo perfeitamente a questão do tempo e da disposição para a analise do livro. Boas Leituras!
Têm um miminho no meu blog para vocês. Passem por lá para saber o que é
Boas leituras
Deixei no meu blog um pequeno presente. Espero que gostem
Sandra do blog Vidas Desfolhadas
Temos um novo prémio no nosso blog
Boas leituras!
Nunca li nada de Italo Calvino, mas está para breve acabar com este jejum!
Já ouvi muito boas críticas ao escritor, e esta só vem somar à curiosidade que tenho!
Olá,
há um prémio para este blog, no Conta-me Histórias.
Canochinha, Cristina e Menphis, tenho no meu blog um pequeno presente para vocês. Visito-vos com frequência e partilho de muitas das vossas opiniões.
Segundo várias opiniões que já li, este não é mesmo o melhor de Italo Calvino. Não é um livro que esteja nos meus planos ler nos próximos tempos. Talvez o problema não seja só da tua falta de tempo
Penso que me iniciarei no autor com O Barão Trepador ou com As Cidades Invisíveis.
Tem um prémio lá no “Livros e Leituras” para este blog!
Abraços
Passei para avisar que tem um prémio no meu blog.
Boas leituras
Passo para vos dizer que têm um prémiozito no meu blog e aproveito para vos dar os parabéns pelo vosso blog. Foi o primeiro que visitei nestas lides da blogoesfera das leituras e fiquei fã.
Olá a todos!
Quando vi na barra lateral o “Palomar” fiquei com um bichinho de cá voltar para saber a tua opinião, Menphis!
O “Palomar” foi o primeiro (e único, por enquanto) livro que li do Italo Calvino.
É, realmente, um livro para se ler com calma e com o espírito do próprio Palomar.
O Palomar tem uma forma fantástica de olhar o mundo! Detém-se a olhar o mais ínfimo dos pormenores, como o prado verdejante, ou como o acasalamento das tartarugas. É de cada um destes pormenores que o curioso e constante inquiridor Palomar nos vai desvelando as suas inquietações.
Menphis, este é um livro para se ler de vez em quando. É sempre bom questionarmos os nossos paradigmas e ideias e Italo, por meio de Palomar, faz-nos reflectir!
Aproveita este livro com toda a calma do Mundo, eh eh!
Gosto bastante de romances de ideias. Ainda há pouco tempo terminei a leitura de “Quando Nietzsche chorou” e adorei todo o conjunto de mensagens e conceitos por detrás da obra.
A tua opinião sobre “Palomar” cativou-me, sobretudo pelo facto de levar-nos a reflectir e a ver as coisas simples da vida.
Apesar de bastante curiosa relativamente à obra de Calvino, ainda não li nada sobre o autor. Todavia, já tenho em lista de espera “As Cidades Invisíveis” !
A propósito, deixei-vos um miminho no meu Blog !
Bjinhos