Os Apanhadores de Conchas
Sinopse: Penelope Keeling, filha de artista, é uma mulher suficientemente independente e activa para aceitar passivamente a velhice.Olha para trás e recorda a sua vida: uma infância boémia em Londres e em Cornwall, um casamento desastroso durante a guerra e o homem que ela verdadeiramente amou.
Teve três filhos e aprendeu a aceitar cada um deles com as suas alegrias e desilusões.
Quando descobre que o seu bem mais importante vale uma fortuna – Os Apanhadores de Conchas -, um quadro que o pai lhe deu de presente e pintado por ele próprio, é ela que passa a decidir e determinar se a sua família continuará a ser mesmo uma família ou se se fragmentará definitivamente.
Assim que este livro saiu com a colecção da revista Sábado tive de imediato imensa vontade de o ler, mas por um ou outro motivo, a sua leitura foi sendo adiada. Em boa hora lhe peguei.
Este é o livro de Penelope. Através dele, conhecemos a sua família, a sua história e os seus sentimentos. Tanto a família como a história da sua vida não são aquilo que normalmente consideramos como feliz, ideal. Dois dos seus filhos são pessoas ocas, interesseiras e pouco sentimentais; a sua vida foi, em boa parte do tempo, uma sucessão de infelizes acasos. Mas, apesar disso, Penelope é uma personagem notável que se mantém fiel àquilo em que acredita.
Todos os capítulos têm o nome de uma personagem, e, deste modo, todo o livro é um desfilar de personagens que fazem ou fizeram parte da vida de Penelope. Na minha opinião, a caracterização das personagens é precisamente um dos grandes trunfos do livro, como se ganhassem vida a cada palavra, a cada descrição. São daquelas personagens com as quais nos conseguimos identificar, e mesmo aquelas que aparentemente têm sentimentos menos positivos são descritas de tal forma que, mesmo não concordando, compreendemos as suas acções.
A narrativa salta constantemente entre presente e passado, e é precisamente no passado que se encontra a explicação para muitas das coisas que decorrem no presente. Recuamos à Inglaterra da 2.ª Guerra Mundial, acontecimento esse que marcou a vida de Penelope para sempre.
A escrita de Rosamunde Pilcher é simplesmente deliciosa, bem como a forma como ela escolheu contar-nos a história da sua fantástica personagem principal. Fiquei muito bem impressionada!
Para finalizar, quero ainda acrescentar que este é daqueles livros que ficam connosco mesmo depois de voltada a última página. Adorei! – Célia M.
9/10 – Excelente
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Excelente comentário. também comprei este livro, assim como os demais da biblioteca sábado, e fiquei curiosa para pegar nele. tenho que o colocar como uma das próximas leituras.
É por causa de comentários como estes… apaixonados pela leitura e pelos livros que eu adoro passar por cá. Nunca repararia no livro, mas com um 9 como pontuação… é sem dúvida um livro a considerar.
bj.
P.S.: No post anterior, em que chamava a atenção para o prémio, escrevi no singular, mas obviamente é para as 3. Canochinha, Cristina e Menphis! Copiei a mensagem, e o dedo foi muito rápido a submeter do que eu queria.
Canochinha, Cristina e Menphis! Copiei a mensagem, e o dedo foi muito rápido a submeter.
Gostei muito de ler a tua opinião.Rosamunde Pilcher é uma das minhas autoras preferidas. Este livro foi o primeiro que li desta autora em 2006 e fora um dos melhores que tinha lido daquele ano. O segundo que li foi “O solsticio de Inverno” e, como podes ir constatar através do primeiro post deste ano no meu blog, é igualmente magnifico, carregado de emoções e descrições, também recomendo a leitura desse livro.
Flicka, apesar de tantos livros por ler e da dificuldade que tenho em baixar a pilha, esta escritora é sem dúvida a acompanhar
Está na lista para ler, mas, depois desta crítica, parece subir uns quantos degraus. Apesar do nome do livro me dizer pouco, a sinopse sempre me chamou e estou bastante curiosa para dar vida a esta Penelope.
Fiquei com imensa vontade de ler o livro!
)
Quando vi o título na colecção da Sábado, soube que tinha de o comprar. Ainda não o li por mero acaso, mas fiquei ainda mais curiosa agora!
(Vou começar a ler um da Agatha Christie… já ouvi falar tão bem, que tenho mesmo de começar a ler!
Miss, já agora qual é o livro da Agatha que vais ler?
Adorei a discrição e como fala da 2ª guerra mundial e tudo fiquei curioso. tenho de lhe por os olhos, salvo seja
Já comecei a ler e para já estou a gostar imenso!
:D:D)
Não faço ideia se comecei pelo melhor ou pelo pior dela, mas cá vou andando e vendo (PS – hoje fui ao quiosque e comprei outro volume da colecção da RBA, só para o caso de gostar muito ou no caso de não gostar, para dar uma segunda oportunidade!
Um livro muito bom, de uma autora a seguir