Pássaros Feridos
Desde que adquiri Pássaros Feridos, com a colecção de livros da Sábado, que o livro me andava a ‘chamar’. As óptimas críticas aos livros e ao estilo da autora Colleen McCullough faziam o meu interesse crescer. Por isso, estas férias, decidi aventurar-me pelos meandros desta história e confesso-vos que as expectativas foram altamente superadas.
A base da acção da obra gira em torno da história e vida da família Cleary. Inicialmente a viver na Nova Zelândia, o clã parte, logo ao princípio, para a Austrália atrás de uma vida melhor na fazenda de Drogheda. No encantamento de um país novo e cheio de oportunidades, surge uma paixão avassaladora entre Meggie Cleary e o padre Ralph de Bricassart, que, directa ou indirectamente, se transforma no motor de todos os acontecimentos futuros. O livro foca o percurso de três gerações e as suas diferentes formas de encarem a vida, os seus desafios, os seus medos, as suas paixões e as suas ansiedades. E mesmo havendo personagens masculinas em maior número, a força da história está entregue nas mãos do sexo feminino. Há uma maior exploração destas personagens e, acima de tudo, é com elas que a história se desenvolve. A autora soube dar uma vivacidade muito forte à narrativa que, como mulher, me envolveu e me apaixonou.
Esta obra prima, igualmente, pela interligação entre a ficção e a realidade. Através de uma pesquisa bastante elaborada, a autora descreve muitos dos acontecimentos históricos mundiais que atravessam o espaço temporal da acção (1915-1969), realçando a perspectiva australiana e as consequências destes. Tudo foi explorado ao pormenor, interessando e tornando-se uma forma descomplexada de aprendizagem, enquanto o leitor se entretém.
Neste livro, embora a letra continue demasiado pequena, a tradução está muito mais cuidada, comparado com a d’O Padrinho, o que não só facilita a leitura como a torna mais agradável. O único problema de Pássaros Feridos é que me aguçou o apetite para ler a saga O Primeiro Homem de Roma, da autora. E a carteira não gosta.
Só não dou 10/10 a Pássaros Feridos porque, embora seja bastante apreciadora de descrições, e de muitas delas serem excepcionais, em alguns casos, no início, achei-as excessivas. Nem nos ajudam a conhecer personagens/ambientes nem fazem a acção progredir. Por isso, a minha nota é um prémio para o livro em si, por se ter revelado surpreendente e marcante; e, quem sabe, para mim, por não ter desistido, quando essa ideia me passou pela cabeça. – Cristina
9/10
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Como disse na minha opinião, simplesmente adorei este livro. Ao contrário de ti, nunca achei as descrições excessivas e a leitura foi, no seu tudo, muito agradável. Mas ainda bem que as opiniões não são todas iguais!
Gostei ler a tua opinião e compará-la com a da canochinha. Respeito a tua como a dela, acho piada à diferença de opiniões. Como já disse num comentário, vi a mini-série baseado deste livro que se deu na TV, eu tinha na altura 14/15 anos e lembro-me que tinha gostado muito! Por isso já não vou ler esse livro mas vou ler outro da mesma autora “Tim” que vai ser o próximo a ler. Vamos lá ver o que vou achá-lo… A maior parte de leitores fizeram uma excelente crítica relativamente a esse livro “Tim”.
Obrigada, Flicka. Depois conta-nos sobre esse livro. É também bom para a discussão e para o blog que haja uma diferença de opiniões. Somos pessoas diferentes, logo, a forma como interpretamos e analisamos é diferente, o que favorece o nosso crescimento e quem nos visita
Pena que tenhas visto a série. Acho que os livros têm sempre um encanto maior.
Em breve, muito em breve lerei!
Embora a tua opinião seja um pouco menos positiva do que a da Canochinha, não duvido que vou adorar o livro!
(eu ainda nem li e já estou ansioso por ler a saga sobre Roma!)
Agora já posso dizer que já o estou a ler.
E ainda bem que o comprei com a revista Sábado, pois estou a gostar imenso da saga da família Cleary. Tal como a Canochinha, as descrições para mim também não são em excesso! Ou não fosse eu uma fã incondicional de Eça de Queirós!
De facto um excelente livro que merece ser saboreado de uma forma calma.
Foi dos melhores livros que li este ano.
Para mim tb é dos melhores livros q já li!! Mas melhor do q esse só o ‘Toque de Midas’!! Acho q deves ler esse antes de te aventurares na Saga d’O Primeiro Homem de Roma’… e acho q o ‘Toque de Midas’ vai ganhar a tua fabulsa pontuação de 10/10!!! Bjs, adoro ler os teus comentários!
Por coincidência estava a ver este blog pela 1ª vez, e reparei que estava este comentário acerca dos Pásaros Perdidos, que começei a ler….
Ainda fiquei mais emplogada c/ a leitura
adorei este livro, sem dúvida nenhuma… quero ver se ataco a colecção toda do primeiro homem de roma… ~(o problema dos livros grandes, não se pode andar com eles de um lado para o outro…) mas gostei imenso do “toque de midas”.. e “tim” é lindíssimo… leiam que não se vão arrepender