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O Sétimo Selo

Monday, September 15, 2008 Post de Estante de Livros
Sinopse: Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666.



O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade: O apocalipse.

De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.


Já tive oportunidade de ler quase todos os livros do escritor português José Rodrigues dos Santos (depois deste, só me ficou a faltar “A Ilha das Trevas”) e a minha opinião mantém-se: trata-se de um excelente comunicador, mas continua a faltar-lhe alguma habilidade como contador de histórias.

Se não tivesse outro mérito, este livro serve perfeitamente aquele que julgo ter sido um dos principais objectivos que levou JRS a escrevê-lo: chamar a atenção para os problemas do aquecimento global e da escassez da fonte de energia que actualmente faz girar o mundo, o petróleo. Apesar da visão mais ou menos catastrófica da situação actual (mas que o escritor faz questão de realçar se basear em factos comprovados cientificamente), o livro apresenta-nos um manancial de informação super interessante sobre a história das fontes de energia utilizadas pela civilização e sobre a evolução do aquecimento global. Impossível não pensar duas vezes sobre o que andamos a fazer ao nosso ambiente e como estamos a comprometer a sobrevivência dos nossos filhos e netos. Posso dizer que estas foram as partes que mais gostei do livro, onde senti que aprendi.

Por outro lado, continuo a achar a personagem principal, Tomás Noronha, pouco convincente. Já para não falar do enredo e as suas tentativas de criar pólos de interesse com os enigmas (neste caso, com o número 666), que poderiam ter sido muito mais bem desenvolvidos, na minha opinião. Como já referi, continuo a achar que o JRS ainda tem de evoluir bastante como contador de histórias… Aliás, até considero que os seus melhores livros, nesse aspecto, foram até agora “A Filha do Capitão” e “Codex 632″. Este “O Sétimo Selo” e “Fórmula de Deus” valeram essencialmente pela informação e conhecimento que transmitem ao leitor. – Célia M.

7/10






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18 Responses to “O Sétimo Selo”

  1. Cristina says:

    Acho que os livros dele mostram um lado dele que, muitas vezes, não o deixam explorar enquanto jornalista: a investigação. Concordo perfeitamente contigo – é cuidadoso na investigação, mas a personagem principal não tem grande sal.

    O livro dele que mais gostei e que me parece mais equilibrado (investigação vs personagens) é A Filha do Capitão. Só tenho uma palavra para o descrever: excelente!

  2. Canochinha says:

    Também gostei muito d’”A Filha do Capitão”, mas gostei ainda mais do “Codex 632″ pela pesquisa histórica :)

  3. Flicka says:

    Ainda não li nenhum dos livros do JRS mas tenho comigo “O Codex 632″ para experimentar, para ver se gosto do seu genero de escrita e além disto, a sinopse parece-me interessante… Irei lê-lo em breve.
    Em relação a este livro, ouvi falar de algumas pessoas que acharam esse livro tal como tu achaste, é só interessante pela informação sobre o aquecimento global do que pela história em si.

  4. tonsdeazul says:

    Gostei de ler os seus livros, especialmente o “Codex 632″ e “A Ilha das Trevas”.
    Concordo que lhe falta a vertente de contador de histórias, que ainda está muito presa ao lado de jornalista.

  5. bauny says:

    Só li a ‘Fórmula de Deus’, o Sétimo Selo está ali na prateleira em lista de espera… Achei interessante pelos factos, mas neste tipo de romance baseado em factos reais fico sempre na dúvida sobre o que é ficção ou não…

  6. Mónica says:

    Dos JRS já li o Codex e a Fórmula de Deus. Confesso que gostei bastante especialmente pela vertente informativa, pois o Noronha é assim um bocado a dar para o “sem sal”.
    Encontro-me presentemente a ler “A Filha do Capitão” e, apesar de ainda ir no início, confesso que achei a descrição da feira de Paris demasiado pormenorizada para o meu gosto (não tenho grande paxorra para descrições).
    Quanto ao “sétimo selo” encontra-se na pilha dos “A ler”.

  7. Canochinha says:

    flicka, o “Codex 632″ foi o livro do JRS que gostei mais até agora. Principalmente pelo interesse que tenho por História e pelo tema que ele abordou, em particular. Houve quem achasse o livro uma “seca”, pelos inúmeros detalhes históricos, mas eu não sou da mesma opinião :)

    Tonsdeazul, é isso mesmo! Acho que o JRS continua muito preso ao seu lado de jornalista e já perdi mais ou menos a esperança que esse factor se desvaneça.

    bauny, também tenho alguns problemas com isso. Apesar de o escritor fazer questão de afirmar que os factos científicos constantes do livro são reais, fico sempre com algumas dúvidas em traçar o limite entre o que é real e o que é ficção…

    Mónica, achei “A Filha do Capitão” um dos melhores livros dele, onde melhor conseguiu entrelaçar realidade com ficção. Apesar das descrições mais pormenorizadas, acredito que vás gostar ;)

  8. Pedro says:

    Canochinha, parece que temos opiniões quase idênticas!
    Talvez seja melhor falar um dia contigo sobre o assunto, para não me alongar no comentário, mas por enquanto posso dizer:
    - achei o livro “catastrófico”, quase assustador perante a atenção sobre o quecimento global!
    - fiquei muito mais bem informado (segundo se crê!) acreca de todo esse negócio petrolífero, e concordei com algumas coisas;
    - como acho sempre, é um livro que nos deixa agarrados até ao fim, uma leitura fácil e um certo suspense que nunca nego. Além de que a conclusão é, para mim, boa;
    - ao contrário do que fez em todos os seus anteriores livros (à excepção de “A Ilha das Trevas”), o SLB não é mencionado. Não perdoo;
    - muito mais do que nas suas outras obras, Tomás Noronha está mais burro que nunca. Por isso, não em convenceu!

    E muito mais… Espero falar contigo, se tiver oportunidade de ir ao Fórum ou no MSN!!

  9. Canochinha says:

    Pedro, estou sempre à disposição para falar sobre livros :)

    Quanto ao facto de não falar no Benfica neste livro, sinceramente não achei falta nenhuma *assobio* ;)

  10. Anonymous says:

    Já li a ” A Filha do Capitão” e o “Codex 632″ gostei dos dois, mas, acho que sem me ter apercebido devo ter formulado a mesma opinião dele como contador de histórias, porque não voltei a comprar mais nenhum livro,no entanto, agora fiquei com uma certa vontade de ler este, pelo tema que aborda.
    SL

  11. Livros em 2ª Mão says:

    Este foi o único livro do JRS que li até agora e não fossem as opiniões (quase) unânimes em relação ao livro “A Filha do Capitão”, desistia de vez de o ler. Na minha opinião, faltou uma história suficientemente poderosa para sustentar toda a informação, o personagem principal deixa muito a desejar e até mesmo a parte mais positiva do livro – a informação que transmite – repete-se ao longo do mesmo.
    No entanto, considero que a leitura, embora não seja imprescindível, não é de todo uma perda de tempo.

  12. Canochinha says:

    SL, este livro vale certamente pelo tema que aborda e pela chamada de atenção para a situação ambiental do nosso planeta ;)

    Livros em 2.ª Mão, acho sinceramente que deves ler “A Filha do Capitão”, que em termos de história fica a léguas deste (para melhor).

  13. anaaaatchim! says:

    Este livro, bem como a Fórmula de Deus, estão na minha pilha de livros “a ler”… Como sei que ele é muito descritivo, estou a guardá-los para quando estiver para aí virada :)

    Ainda só li o Codex, e adorei! Estou a pensar comprar em audio-livro para oferecer ao meu marido – que não gosta de ler (um dos meus maiores desgostos) :(

  14. Canochinha says:

    Ana, o meu par também não gosta de ler… Mas vejo isto pela positiva: se fôssemos os dois viciados a nossa casa ainda ficava mais atafulhada de livros do que vai ficar (assim que tivermos uma casa nossa) :)

  15. anaaaatchim! says:

    Oh Canochinha… mas e se não fosse a internet, eu falava de livros com quem???? É um desgosto prontos… *snif*

    O que vale é que ele até gostou da ideia do audio-livro… vou ver se puxo a brasa à minha sardinha dessa forma!

    Quanto ao teu ponto de vista… vê por outro lado… se ele gostasse de ler o mesmo que tu era tão fixe!! :)

  16. Canochinha says:

    Ana, tens toda a razão! Eu adorava viver com um livro-dependente como eu, mas não calhou assim… O que se há-de fazer? ;)

    (pode ser que convença as crianças, quando as tiver – tu aí já levas avanço :D )

  17. Mónica says:

    Deve ser prática comum. O meu maridão também não gosta de ler (eu desde que começei a trabalhar em Fevereiro já comprei casa e já me casei… apressadinha não sou? é por isso que os meus blogs têm andado parados :( ).
    Tenho o grande desgosto de dizer que aquela alminha nunca leu um livro completo na vida.
    O que mais me chateia é quando eu lhe peço de prenda livros ele perguntar com aquela cara de quem não percebe mesmo a minha tara por livros: “Tens a certeza que não queres mais nada? Assim algo que te faça falta.”
    Era muito melhor que ele gostasse de ler e o mesmo que eu. Assim tinha alguém com que dividir as contas :D

  18. Neveral Smice says:

    Nice :)


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