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A Máquina do Tempo

Tuesday, September 30, 2008 Post de Estante de Livros
Sinopse: No final da época vitoriana, um cientista inventa a Máquina do Tempo e viaja até ao ano 802.700, onde encontra tudo mudado. Nesta época, muito mais utópica, as criaturas que encontra pareciam viver em perfeita harmonia. O Viajante do Tempo pensa poder estudar estes magníficos seres humanos, desvendar-lhes os segredos e regressar ao seu tempo. Até que descobriu que a sua invenção, o seu passaporte para a fuga, tinha sido roubada…


Comprei este livro na colecção do ano passado do DN, mas, tal como a maioria dos outros livros desta colecção, ainda não lhe tinha pegado. O facto de, na sexta-feira passada, me ter esquecido do livro que ando a ler no trabalho (segunda semana consecutiva em que me acontece algo do género), levou a que tivesse de arranjar um livro com poucas páginas para me entreter no fim-de-semana e a minha escolha recaiu sobre este “A Máquina do Tempo”. Originalmente publicado em 1895 por H.G. Wells (autor do também muito conhecido “A Guerra dos Mundos”), é normalmente considerada como a obra que popularizou o conceito de viagem no tempo.

O livro é curto e lê-se de um fôlego. Não se centra nas personagens e nas suas descrições ou sentimentos, mas sim na “aventura” e na imaginação do que será o nosso planeta daqui a muitos milhares de anos. E o que nos é apresentado é, de certo modo, bastante assustador mas inevitavelmente fascinante… Porque muito do fascínio do ser humano por este conceito de viagem no tempo advém da curiosidade não só de conhecer tempos anteriores ao nosso (em mais pormenor do que conhecemos), mas também de saber o que o futuro nos reserva e ao nosso Planeta. Por isso, este livro é um exercício muito interessante, que peca apenas por ser curto. De facto, no final, fiquei com imensa vontade que o livro tivesse o dobro ou o triplo do tamanho, com mais aventuras e especulações. Ainda assim, é uma leitura bastante recomendável. – Célia M.

7/10

PS: A capa do livro tem a pergunta “Onde é que você iria?”… E vocês? Onde é que iriam com uma máquina do tempo e porquê?






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12 Responses to “A Máquina do Tempo”

  1. Filipe de Arede Nunes says:

    Aqui está um livro que gostaria de ler.

    Conheces, ou aqui alguém conhece, alguma edição?

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

  2. Canochinha says:

    Filipe, a capa que eu coloquei no post é de uma edição da Europa-América: http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=72599

  3. Cristina says:

    Não é bem o meu género de livros, mas acho que, se me dessem oportunidade, não perderia a hipótese de viajar até à Idade Média. Sempre foi uma época que me fascinou pela exuberância, pelas lutas que se travaram.

  4. Pedro says:

    Eu gostava muito de ler este livro. Vi o filme e fiquei bastante interessado na obra do autor, da qual apenas li “A Ilha do Dr. Moreau”. Acho que tenho de concordar quando dizes que o livro poderia desenvolver mais, porque realmente trata assuntos fascinantes mas que, numa obra mais extensiva, desenvolveria mil e uma teorias… =) Excitante, não é?

  5. Mónica Colaço says:

    Se eu pudesse regressar no tempo julgo que iria até o Egipto na altura de Ramsés II. Eu sei que não sou propriamente original mas o Egipto sempre me fascinou e adora ver de perto como as coisas realmente eram :D

  6. Menphis says:

    Por acaso, nunca li este livro, e digo mesmo por acaso, porque adorei o ” A guerra dos mundos”, e até aprecio ficção cientifica embora não seja um género onde visite muito.

    Quanto à tua pergunta: sei lá, gostava de ir a tantos sítios na história, desde Roma Antiga até aos anos 60 do século passado, passando pela Grécia antiga, mas gostava de ter essa máquina para, essencialmente, mudar pequenos gestos e pequenas palavras que se fossem sido feita/ditas de formas diferentes a minha vida poderia ser um bocadinho melhor.

  7. Anonymous says:

    Canochinha, sabes o que é o George Steiner diz sobre os criticos literários?

  8. Canochinha says:

    Anónimo, não faço ideia. Nunca li nada dele e também não conheço as suas citações. Fico à espera que me elucides!

  9. Anonymous says:

    Na versão completa, Steiner perguntava: ‘Quem quer ser crítico quando pode ser escritor? Quando um crítico olha para trás vê a sombra de eunuco!’

    Admirável!

    (José Redol)

  10. Joana Pinto says:

    Pois eu iria aproveitar-me um pouco da máquina…Regressaria aos primórdios da Humanidade…Ao Antigo Egipto…Ao período dos Descobrimentos…Aos anos 60…
    Sou abusadora, mas os sonhos são mesmo assim!

  11. anaaaatchim! says:

    Parece um livro bem apetecível, obrigada pela opinião / sugestão :)

    De vez em quando gosto de ler assim uns livros que mostrem uma sociedade humana diferente!

    Eu se me apanhasse na máquina, não iria ao passado… iria ao futuro, ver se a humanidade ainda existia, para ficar descansada com o tipo de mundo que deixo para a minha filha, e para os seus filhos, e filhos dos filhos, e por aí adiante… Se visse que ainda “existíamos”, já não era mau :) (entrava na máquina novamente e ía só até logo à noite para ver os numeros do Euromilhões, e voltava logo para este preciso instante ;) )

  12. djamb says:

    Tive essa mesma sensação quando li “Relatório Minoritário” de Philip K. Dick, por ter acho fascinante as portas que o autor abriu em termos de ficção científica :)


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