A Muralha de Gelo
N’A Muralha de Gelo, George R. R. Martin volta a surpreender e a cativar o leitor do princípio ao fim. A história conhece novos desenvolvimentos e levanta o pano sobre desfechos completamente imprevisíveis. Confesso que fiquei surpresa com alguns deles e, até ao último momento, esperei que não acontecessem.
Neste novo volume da saga, o gelo estalou por completo e as divergências entre os Lannister e os Stark começam uma guerra pelo poder sobre os Sete Reinos. Consequentemente, as movimentações de ambos os lados, nomeadamente as estratégias militares, diplomáticas e pessoais, tornam a acção mais avassaladora. A cada página há novas para descobrir e, para isso, muito contribui também a forma característica como o autor organiza a obra. O facto de cada capítulo ser baseado numa personagem dá-nos a conhecer novos pormenores e novas perspectivas de um acontecimento, permitindo-nos criar a nossa própria estória das Crónicas de Gelo e Fogo.
As descrições voltam a ser, para mim, o ponto alto do livro, mas os diálogos entre as personagens são igualmente muito bons. Tão bons, e recheados de um misto de bondade e malícia/ironia, que, ao longo de toda a obra, é impossível destacarmos uma personagem preferida. Quer vilões, quer heróis têm os seus atractivos que nos deixam entusiasmados e divertidos.
Nunca pensei vir a gostar tanto de fantasia, mas a verdade é que estou completamente viciada. O autor conseguiu de maneira simples transformar um mundo imaginário num mundo real, onde sobressaem as intrigas, a luta pessoal, o amor, a amizade e a traição. Ingredientes mais do que suficientes para prosseguirmos a leitura volume após volume. – Cristina
9/10
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Confesso que tenho inveja (saudável) de vocês as duas: Cristina e Canochinha.
Queria tanto poder ler assim como vocês.
Então e por que não podes, Mary?
Mary, provavelmente tenho mais tempo disponível que tu (imagino eu), mas a verdade é que ultimamente não tenho visto séries nem filmes em casa… Qualquer tempo disponível que tenho, aproveito para ler! É vício
Quanto a este livro, é muito bom. Gostei especialmente do carácter de imprevisibilidade. Ninguém está a salvo! Para quem ainda não começou a ler a Saga, estão à espera do quê?
Cristina, eu leio, mas não tenho é tempo para ler muito. A verdade é que trabalho longe de casa e muitas vezes chego a casa depois das 9/10 horas e ainda tenho que trabalhar.
E como, no outro dia, tenho de acordar cedo, acaba por ser muito difícil.
Estou à espera das férias…
Compreendo-te perfeitamente, Mary. Eu, desde que tenho o segundo trabalho, leio muito menos. Chego a casa estoirada de tudo e como acordo cedo depois no comboio prefiro ir a dormir do que a ler.
Quero férias!
A opinião positiva parece ser generalizada. É uma obra fantástica, espero que mantenha este ritmo e esta capacidade de surpreender e enfeitiçar os leitores