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A Criança Roubada

“A Criança Roubada” (The Stolen Child), livro de estreia do americano Keith Donohue, conta a história de Aniday (antes Henry Day), uma criança que foi roubada do seio da sua família pelos trasgos, um grupo de crianças que não envelhecem. Mas é também a história da criança que ocupou o seu lugar e que esperava pela sua vez de voltar ao mundo dos humanos há décadas. E é precisamente assim que o livro se desenrola, alternando os capítulos para acompanhar o destino das duas personagens centrais. Ao longo desses capítulos, observamos o crescimento difícil do novo Henry Day, que luta por se conseguir integrar num mundo que lhe é estranho, tentando esconder o seu segredo de tudo e todos; e acompanhamos Aniday, que tem de se adaptar à vida na floresta, enfrentando o crescimento do seu espírito, mas não do seu corpo.
O tema central deste livro é a procura da identidade, a compreensão da essência do que somos… Temática que, por si só, dá pano para mangas, e que aqui é, na minha opinião, bem explorada.
Gostei bastante da mitologia introduzida no livro e do tratamento que lhe foi dado, com todas as descrições do dia-a-dia do grupo de crianças e do que elas faziam para sobreviver e esconder-se do mundo. Gostei do desenvolvimento das personagens, apesar de nem sempre ter compreendido claramente o que as motivava (senti um pouco de falta de profundidade).
Quanto ao culminar da história, e tentando não revelar muito acerca do final, posso dizer que o carácter “aberto” do mesmo não me satisfez plenamente. Nem sempre é mau, mas neste caso senti falta de uma maior clarificação quanto ao destino final das personagens.
Para primeiro livro, a opinião final é positiva… Vou-me manter atenta aos próximos livros do escritor. – Célia M.


7/10


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.