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O Traficante de Armas

Opinião gentilmente escrita pelo meu querido chateaufiesta. Obrigado!

“Um instrutor de combate maneta chamado Cliff (sim, eu sei, ele era maneta e ensinava combate corpo a corpo, de tempos a tempos a vida tem destas coisas) disse-me uma vez que a dor era algo que uma pessoa só podia infligir a si própria. Outras pessoas podem bater-nos, apunhalar-nos ou tentar partir o nosso braço, mas a dor é algo que só pode ser infligido pelo próprio. Cliff tinha passado duas semanas no Japão e por isso achava-se no direito de dizer estas tretas todas enquanto se atirava a um gajo de forma desvairada.”

Thomas Lang é um mercenário contratado para matar Alexander Woolf, só que esta oferta não é bem o tipo de trabalho que ele costuma praticar… por isso, em vez de a matar, avisa a vítima que a querem matar. A partir desse momento, vê-se envolvido numa trama internacional, com jogos de poder e influências muito poderosos que tudo fazem para tornar a sua vida num inferno. Pelo meio, ainda tem tempo para se apaixonar pela filha da vítima.

Trata-se de um romance policial acutilante, bastante divertido e inteligente. Hugh Laurie escreveu um livro com um sentido de humor muito peculiar e a sua escrita distingue-se pela originalidade de a história ser contada numa espécie de diálogo entre escritor e leitor. Como ponto negativo, aponto apenas algumas mudanças de cenas repentinas que podem apanhar desprevenido um leitor mais desatento. Tirando isso, recomendo vivamente.


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.