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[Opinião] PS – Eu Amo-te, de Cecelia Ahern

Autor: Cecelia Ahern
Título Original: PS, I Love You (2002)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 376
ISBN: 9789722331456
Tradutor: Helena Barbas
Origem: Comprado

Sinopse: Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a mesma discussão – qual dos dois se ia levantar da cama e voltar tacteando pateticamente o caminho de regresso ao apetecível leito? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num rito conjugal de pendor cómico a que nenhum desejava pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida sem Gerry. Simplesmente não sabia viver sem ele. Mas ele sabia-o, conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher, incentivando-a a viver de novo. Mas como se sobrevive à perda de um grande amor? Holly ter-nos-ia respondido: não se sobrevive! Mas Holly sobreviveu!

Opinião: PS – Eu Amo-te acompanha a história de Holly, de 30 anos, pouco tempo após o falecimento do seu marido, Gerry, devido a um tumor no cérebro. No meio do marasmo em que se encontra a sua vida, Holly descobre que Gerry lhe deixou um conjunto de cartas, uma para cada mês, com indicações e sugestões que ajudariam Holly a superar a sua morte.

Este é um livro que nos faz pensar em algo que na grande maioria das vezes optamos por deixar de lado, que é a hipótese de um dia perdermos alguém que amamos. E a mensagem que o livro transmite é, acima de tudo, optimista. Apesar da escrita não ser nada de extraordinário, Cecelia Ahern consegue emocionar o leitor com a sua história e com as verdades que encerra. Confesso que certas partes me fizeram ficar com a lagriminha no olho.

Mas a verdade é que a minha leitura podia ter sido muito mais agradável caso a tradução tivesse o mínimo de qualidade. Pontuações mal feitas, expressões traduzidas à letra do inglês (e que deixam de fazer sentido em português), ou então frases traduzidas de tal maneira que não deixam o texto fluir convenientemente. Um exemplo: “Disse batendo em Sharon na cabeça com uma almofada”. Custava assim tanto colocar “Disse, batendo com uma almofada na cabeça de Sharon”? O livro está cheio de exemplos do género! Pode parecer picuinhice, mas a verdade é que me estragou a leitura. Acho que a Editorial Presença devia pensar seriamente em rever a tradução deste livro. 


Sobre Célia

Tenho 37 anos e adoro ler desde que me conheço. O blogue Estante de Livros foi criado em Julho de 2007, e nasceu da minha vontade de partilhar as opiniões sobre o que ia lendo. Gosto de ler muitos géneros diferentes. Alguns dos favoritos são fantasia, romances históricos, policiais/thrillers e não-ficção.