O Padrinho
Os Corleone são o ponto de partida da história, mas, ao longo da obra, vão surgindo outras personagens de destaque. Esta diversidade é interessante não só porque cria um novo ritmo como permite que tenhamos várias perspectivas sobre um mesmo acontecimento. Ao longo da obra, o autor soube misturar crime, paixão, sofrimento e justiça. Às vezes, peca por dar descrições demasiados detalhadas que não “aquecem nem arrefecem” para a história; mas, em contraponto, revela-nos algumas tradições sicilianas e explica-nos alguns dos mais incríveis costumes da Máfia.
Como pontos negativos, não posso deixar de mencionar a tradução. É verdade que o livro só custou 1€, mas exigia-se um trabalho mais equilibrado, sem tantas expressões abrasileiradas. No meu caso, este foi um dos factores que atrapalhou o andamento da leitura. O próximo passo é ver o filme. – Cristina
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Parece-me uma história muito interessante. Tenho bastante curiosidade em relação ao tema e parece-me que este livro é uma das grandes obras do género. Pena é que a tradução/revisão não sejam as melhores…
Bem, a tradução parece ser um alvo a abater ultimamente!
O ritmo do livro parece ser atractivo. As tradições e costumes que revelam é uma parte dos livros que gosto muito, pois são aquelas curiosidades que realmente aprendemos!
Já agora, estão a ler “O Nome da Rosa” ao mesmo tempo…xD Nunca li, tenho o “Baudolino” para ler, mas dizem que o Nome da Rosa é espectacular!
É verdade, Pedro. Aconteceu por acaso, mas até achamos engraçado estar a ler o mesmo livro porque podemos comentá-lo entre nós. Teremos oportunidade de opinar sobre ele dentro em breve, espero.
Também nunca li nada do Umberto Eco. As histórias dos seus livros são bastante interessantes, mas decidi escolher, para começar, um livro cuja história (devido ao filme) já conhecia.
Boas leituras!
Bom… parece que depois da “Invenção de Leonardo”, pegarei no “Nome da Rosa” – que já está na estante há mais de um ano… Tal como a Cristina, eu também vi o filme (adoro-o), mas nunca li nada de Eco… Vai ser agora, para poder “criticar” ao mesmo tempo
– meninas não leiam depressa demaaaaais!
(quanto ao “Padrinho”… nao desprestigiando o livro, com uma tradução do género da mencionada aqui, prefiro não ler… ainda ontem estava a dar na Fox Life o “Contacto”, com legenda em brasileiro! Bolas… Não consigo, prontos
)
Permitam-me meter a colherada acerca de Umberto Eco.
Tenho a impressão que já li a maior parte dos seus romances. De facto o “Nome da Rosa” é o melhor embora aconselhe também o “Pendulo de Foucault” e “A Ilha do dia Antes” também é muito bom. Porém ler Eco não é fácil dada a erudição da sua escrita que puxa muito pela cultura geral de cada um.
Ou seja, o “Nome da Rosa” é o livro mais fácil de ler dele, mas é um livro cheio de citações e frases em latim, indiciando também várias e suaves referências a outros assuntos e factos da antiguidade clássica.
Experimentem!
Ora, tenho de ler Eco!
Iceman, “A Ilha do Dia Antes” também me parece ser fascinante, estou interessado, embora o “Pêndulo de Foucault” pareça ser mais difícil… Estarei errado?
O filme do Nome da Rosa, concordo quando dizem que está muito bom! Ai, quando acabar de ler os livrinhos da colecção “Eureka!” (passem pelo blog), nem sei por onde hei-de começar! =DD
Ainda em relação ao latim… bem que podiam ter colocado umas notas com a tradução das expressões, para quem como eu não percebe nada da língua
Eu li “O Padrinho” há uns anos valentes. Seria provavelmente outra edição, porque não me lembro de ter problemas na tradução.
Em relação ao filme, terás de ver os dois primeiros – a história do livro está dividida pelos dois.
Não Pedro, não estás errado. O “Pêndulo de Foucault” é um livro dificil de ler porque o autor cria um trama onde mistura várias “seitas” esotéricas com História. È um livro muito erudito que, na minha opinião, só pode interessar a quem se interesse por esoterismo, Templários, Cátaros, Maçons e os seus símbolos e o que representavam.
Eu pessoalmente gostei.
Agora o livro que aconselho é mesmo o “Nome da Rosa” e o facto das citações e frases em latim não terem qualquer tipo de notas, é apenas porque o autor pretendeu introduzir o leitor naquele clima medieval da Abadia, o que de facto consegue em toda a planitude.
Cump.
Estou a ler e a gostar bastante!