Expiação
Monday, January 21, 2008 Post de Estante de Livros
Conseguia escrever três vezes a cena, de três pontos de vista diferentes; a sua excitação vinha da perspectiva de liberdade, de ser poupada à penosa luta entre o bem e o mal, entre heróis e vilões. Nenhuma das três versões era má, nem particularmente boa. Não teria de julgar. Não teria de haver um ensinamento moral. Apenas teria de mostrar mentes individuais, tão vivas como a sua própria mente, a debaterem-se com a ideia de que havia outras mentes igualmente vivas. Não eram apenas a maldade e as intrigas que faziam as pessoas infelizes; era a confusão e os mal-entendidos. Era, acima de tudo, a incapacidade de entender a simples verdade de que as outras pessoas era tão reais como nós próprios. E só numa história era possível penetrar em tantas mentes diferentes e mostrar como todas elas tinham o mesmo valor. Era esse o único ensinamento moral que tinha de haver numa história.Expiação (ou Atonement, no original) conta a história de uma jovem de 13 anos, Briony Tallis, que sonha ser escritora. Contudo, os acontecimentos de um dia, que envolvem a sua irmã Cecilia e o amigo de infância de ambas, Robbie Turner, vai mudar para sempre a sua percepção sobre a vida e a sua própria vida, bem como a dos que a rodeiam.
É um livro que fala sobre o amor, sobre os horrores da II Guerra Mundial, mas que acima de tudo, fala sobre arrependimento e sobre crescimento.
A história, por si própria, é magnífica. Mas o que lhe dá a alma é a escrita de Ian McEwan. A forma como ele conta a história, como entra na mente das personagens, como nos faz pensar na importância de como se conta uma história e no poder que o escritor tem sobre a mesma. O ténue limite que existe entre uma história que o escritor conta ou uma história que se conta a si própria.
Provavelmente, as palavras que escrevo não fazem justiça ao quão bom este livro é. Só o posso recomendar... foi o melhor livro que li nos últimos tempos. - Célia M.
É um livro que fala sobre o amor, sobre os horrores da II Guerra Mundial, mas que acima de tudo, fala sobre arrependimento e sobre crescimento.
A história, por si própria, é magnífica. Mas o que lhe dá a alma é a escrita de Ian McEwan. A forma como ele conta a história, como entra na mente das personagens, como nos faz pensar na importância de como se conta uma história e no poder que o escritor tem sobre a mesma. O ténue limite que existe entre uma história que o escritor conta ou uma história que se conta a si própria.
Provavelmente, as palavras que escrevo não fazem justiça ao quão bom este livro é. Só o posso recomendar... foi o melhor livro que li nos últimos tempos. - Célia M.
PS: Já agora, aproveitem para ir ver o filme também, que estreou na passada quinta-feira. O melhor elogio que lhe posso fazer é que faz jus ao livro e é provavelmente a adaptação mais fiel de um livro que tive oportunidade de ver no cinema.
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Quero ler este livro e também quero ver o filme!!
Estive com o livro nas mãos e tenho muito interesse em lê-lo, sobretudo por tudo o que me disseste sobre ele. Abriu-me o apetite… Claro que também ajudou muito os trailers que já vi do filme. Parece-me simplesmente encantador.
Estou ansiosa por fazer as duas coisas
Estava muito ansiosa por ir ver este filme… Mas depois de ter lido o teu post, acho que vou optar por ler o livro primeiro e só depois o filme. Parece uma óptima sugestão. Beijinho*
Estamos em sintonia! Foi a primeira vez que li um livro depois do filme. Mas fiquei de tal modo “agarrada”, que foi sair do cinema e cair na leitura
Não estava propriamente interessada nesse livro mas depois dessa crítica TENHO sem dúvida de incluir esse livro na lista dos “A Comprar”
Já te disse ontem que me deixaste curiosa…
Estou morta por lhe deitar a unha, e espero não deixar este passar ao lado! Nem filme, nem livro!!!
Adorei o post… especialmente o pormenor da importância que o leitor tem na história. A altura em que lemos um livro é da maior importância na sua compreensão, se bem que uma boa história, que quase se conta por si mesma, como referes, quase não precisa de mais nada que não seja disponibilidade!
O filme já me tinha despertado a atenção, agora fiquei com imensa vontade de ler o livro:)
Gosto imenso de fazer a ponte entre filme e livro no qual o filme se baseia… Há exemplos interessantes como por exemplo “O Nome da Rosa” de Umberto Eco e o filme realizado por Jean Jacques Annaud:)
Beijinhos!
só vi o filme, não li o livro.. mas tenho bastante curiosidade. Quanto ao filme, foi o melhor que vi nestes ultimos tempos
Estás a ler o “Dezanove minutos”
Depois diz o que achaste, estou ansiosa por ler mais um livro da Jodi Picoult…
Beijinhos
Dreamfinder, quando terminar o Dezanove Minutos faço o post do costume com a minha opinião
Comecei a ler o livro mas acho-o um pouco seca. Não sei porqueê mas todos os livros do Ian Mcewan são assim. Deixei-o para uma altura mais inspirada e vou começar a ler “A Herança Bolena” de Philippa Gregory. Depois conto coisas acerca do livro.